Vem aí o XX Sicite

Victor Soares, vencedor do prêmio de melhor trabalho do Sicite 2014

Tem um trabalho de iniciação científica que gostaria de divulgar? Então participe do XX Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, Sicite, entre os dias 14 e 16 de outubro, no Câmpus Campo Mourão.

O seminário tem como objetivo oferecer oportunidade de divulgação dos trabalhos de iniciação científica e tecnológica desenvolvidos por pesquisadores e alunos. Não somente isso, os alunos ainda terão a oportunidade de ter seus trabalhos avaliados pela comunidade acadêmica e também divulgados para a sociedade.

Para participar, caso você seja um bolsista PIBIC/PIBITI, é preciso enviar um resumo e um relatório de pesquisa. Caso você seja um voluntário IC/IT cadastrado junto à PROPPG e queira ser certificado como tal, também é preciso um resumo e um relatório de pesquisa. Para os demais, é preciso submeter apenas o resumo.

Os resumos deverão ter de 1.500 a 2.000 caracteres, com o ênfase ao problema que foi estudado, à metodologia usada para o estudo e aos resultados obtidos na pesquisa.

E atenção! O envio dos trabalhos será até o dia 4 de outubro.

Para mais informações, visite o site do Sicite.

Precisamos falar sobre pós-graduação: uma estudante, dois diplomas

Hoje, nossa série vai da França para Portugal. É lá onde a mestranda e graduanda em Engenharia Química, Tatiana La Banca Schreiner, está desenvolvendo sua pesquisa – por meio de um convênio entre a UTFPR e o IPB (Instituto Politécnico de Bragança). Como assim graduação e mestrado? Juntos? Acompanhe a história da Tatiana e entenda um pouco mais sobre uma forma um pouco diferente de fazer pós: a dupla diplomação. :)

Diplomação… dupla?
Sim. A diplomação dupla pode acontecer quando universidades estabelecem convênios de cooperação. A UTFPR, por exemplo, firmou recentemente cinco acordos com instituições estrangeiras.

Por um desses acordos, Tatiana, que estudava Engenharia Química no Câmpus Ponta Grossa teve a oportunidade de viajar a Bragança para desenvolver sua pesquisa “Polimorfísmo e Solubilidade de Sais na Presença de Solventes Mistos”. Ela ficará ao todo 15 meses na Europa e, ao fim de seu mestrado, voltará ao Brasil para terminar sua gradução – a pesquisadora completou três anos e meio de estudos na UTFPR antes do intercâmbio.

Ao final do processo, ela receberá um diploma de graduação em Engenharia Química e outro diploma de mestrado, também em Engenharia Química. E melhor: ambos valerão tanto no Brasil quanto na Europa.

As possibilidades se abrem
Em sua tese* de mestrado, Tatiana dividiu-se em duas etapas. Na primeira, realizou a solubilidade de três diferentes sais em solventes mistos de etanol/água e metanol/água e depois realizou uma caracterização da fase sólida presente. Já na segunda parte, houve o envolvimento de modelagem termodinâmica, que é um processo semi empírico – utiliza-se como base os dados obtidos na primeira parte do trabalho e então realiza-se a modelagem.

E foi trabalhando com a modelagem térmica, em contato com um coorientador da Dinamarca, que surgiu a possibilidade de um “segundo intercâmbio”. Na verdade, Tatiana foi convidada para estagiar por três meses em um departamento da Universidade Técnica da Dinamarca, referência na área termodinâmica. Para esse processo, Tatiana se beneficiou da Bolsa Erasmus – aquela mesma do último post


O Pulo do Kat™

Para entrar em um programa de dupla diplomação, a pesquisadora indica dar atenção a editais e principalmente ter contato com os professores – foi dessa forma que ela descobriu o programa. “A dica que eu daria tanto para esse programa quanto para outros é não perder a oportunidade! Oportunidades como essa de dupla diplomação não podem ser desperdiçadas. Acredito que valem muito a pena”, conclui.

Gostou? Este é o último post da trilogia “Precisamos falar sobre pós-graduação“, mas se você quer ver no Blog mais sobre o assunto é só deixar sua sugestão aqui embaixo, nos comentários!

* Calma, gente, não é um erro. No Brasil, a pesquisa desenvolvida em um mestrado gera uma dissertação. Mas, em Portugal, é possível se chamar esse trabalho de tese, sim.

Precisamos falar sobre pós-graduação: um brasileiro no exterior

Marcos Barreto, estudante do Câmpus Ponta Grossa da UTFPR, recebeu há um mês a notícia de que foi aceito em um curso de mestrado na França, e já prepara as malas para a viagem. Ele é um dos muitos brasileiros que escolheram tentar uma pós-graduação no exterior. Hoje vamos conhecer a história de Marcos e falar um pouco sobre a ideia de pesquisar fora do Brasil.

O mestrado que Marcos fará foi oferecido pela Fundação Renault e tem como objetivo principal capacitar engenheiros nas áreas tecnológicas necessárias à concepção dos veículos do futuro – destaque para mobilidade em veículos elétricos. Neste período, ele terá a oportunidade de estudar em quatro importantes escolas de engenharia francesas – Arts et Métiers ParisTech, ENSTA ParisTech, Minas ParisTech e Ecole des Ponts.

Marcos, que está atualmente no último ano do curso de Engenharia Eletrônica, passou a considerar a possibilidade de fazer mestrado no exterior após um intercâmbio feito pelo Ciência sem Fronteiras na escola de engenharia ENSE3, na França. No período, pôde perceber os pontos positivos de algumas instituições francesas, como o contato forte com o setor industrial e boas oportunidades de pesquisa em laboratórios de ponta.

Processo de seleção
Se no primeiro post da série vimos que para ser aprovado em um programa de pós-graduação é preciso muita dedicação, para ser aprovado em um programa de pós-graduação, com bolsa, no exterior, as coisas ficam um pouquinho mais difíceis.

Para ser aprovado, o aluno passou por diversas etapas de seleção. Ainda dentro da UTF, redigiu uma carta de motivação e coletou cartas de referência. Uma vez apto a concorrer a bolsa, teve de organizar um dossiê de documentos com seu projeto pessoal e profissional, cartas de motivação, cartas de recomendação, exames médicos e certificado de proficiência do idioma francês. Toda a papelada seguiu então para análise da Fundação Renault e das universidades do grupo ParisTech.

Tudo isso? Calma que tem mais!

Por fim, Marcos foi entrevistado por um júri composto por representantes das instituições estrangeiras. O principal objetivo desta entrevista era analisar a motivação e a qualidade do candidato. Foram 45 minutos de conversa por Skype e, claro, tudo em francês.

Vale mesmo a pena?
O futuro mestrando não tem a menor dúvida. Vale, sim! Perguntado sobre prós e contras, ele diz que analisando a proposta da bolsa de mestrado simplesmente não encontrou pontos negativos. O programa correspondeu perfeitamente a suas ambições. Ele tem uma lista de motivos que o levaram a tomar a decisão, como você pode ver abaixo:

  • Contato com uma nova área que revolucionará a maneira de como vivemos – estudar no exterior pode aumentar a possibilidade de estar em um grupo líder no desenvolvimento de tecnologias;
  • Estudar em universidades de excelência, reconhecidas no cenário global;
  • Interdisciplinaridade do programa – a bolsa de Marcos abrange aspectos ligados a energia dos veículos, arquitetura elétrica e mecânica, controle e comando dos veículos e seu ecossistema;
  • Contato com empresas globais;
  • Ambiente multicultural – o recrutamento para esse programa é feito em escala mundial;
  • Enriquecimento cultural e profissional – a bolsa também oferece viagens para conhecer laboratórios e indústrias parceiras do programa.

No entanto, é importante algumas observações. Por exemplo, como em toda mudança, o pós-graduando pode sofrer alguma dificuldade em se adaptar a nova cultura. Ou, especificamente em mestrados e doutorados, o pesquisador deve levar em conta que, desejando voltar ao Brasil, deverá procurar entres as instituições nacionais programas que se aproximem do cursado no exterior, a fim de que o mestrado ou doutorado seja reconhecido e passe a valer em território brasileiro.

Quero! Como faço para encontrar uma bolsa dessa?
As formas mais simples continuam sendo a conversa com professores e a busca nos sites das universidade que se destacam na área em que você deseja seguir. Entretanto, se seu interesse ainda não está tão focado, se você quer primeiro conhecer as universidades disponíveis para depois tomar uma decisão, vale a pena acompanhar alguns portais que reúnem vagas em instituições estrangeiras. Veja alguns exemplos:

  • Campus France
    É a agência oficial de promoção do ensino superior francês. Para quem, como Marcos, sonha em estudar no país, esse site pode ser a porta de entrada. Você pode pesquisar vagas por área de estudo, região geográfica e até encontrar financiamento. Dê uma olhadinha nas bolsas.
  • DAAD
    O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico. Ele coordena e divulga programas de graduação e pós-graduação, além de promover encontros para expor o que o ensino alemão tem de melhor. Direto às bolsas!
  • Erasmus Mundus
    A bolsa Erasmus, bastante conhecida entre intercambistas europeus, agora conta também com uma versão mundial: o Erasmus Mundus. No site você pode encontrar cursos de pós em diversas áreas e países.
  • Ciência sem Fronteiras
    Já queridinho entre os graduandos, o CsF levou mais de 11 mil brasileiros para o exterior em programas de doutorado sanduíche, doutorado pleno e mestrado profissional.

O Pulo do Cat
Em sintonia com o conselho dado pelo professor Nacamura no post anterior, a primeira dica de Marcos é sobre ficar ligado nas oportunidades de desenvolvimento de pesquisa na graduação – a famosa iniciação cientifica. “É importante participar destes programas para que o aluno se envolva com as áreas de pesquisa e, de acordo com o interesse, escolha o mestrado profissional ou acadêmico”, afirma.

Ele acrescenta ainda que ao decidir tentar um mestrado no exterior é importante que o aluno tenha domínio do idioma do país. “É importante também ter conhecimento das áreas de pesquisas desenvolvidas em cada país. Cabe a cada aluno se aproximar dos programas de acordo com suas áreas de interesse e acreditar na própria capacidade de sucesso”, finaliza.

E aí, gostou? Entrou no clima e quer saber ainda mais sobre pós-graduação no exterior? Então, não perca o próximo post. Conheceremos a história de quem está fazendo dupla diplomação e daremos mais algumas dicas. Até lá 😉

Precisamos falar sobre pós-graduação

O Blog começa hoje uma série de três posts sobre pós-graduação. Vamos falar um pouco sobre os princípios básicos do tema e mostrar exemplos de quem já conquistou sua vaga no mestrado. Preparado? 😀

Primeiro: Stricto Sensu vs Lato Sensu
Strict..what? Os cursos de pós-gradução são divididos entre Stricto e Lato Sensu. No popular, o primeiro corresponde ao mestrado acadêmico, mestrado profissional e ao doutorado, enquanto o segundo diz respeito às especializações – MBA (Master Business Administration), por exemplo. É importante entender as diferenças entres eles antes de qualquer planejamento.

É natural pensar em fazer uma pós “porque o mercado exige”. Em alguns casos essa afirmação é verdadeira, mas não podemos generalizar. Cursar um mestrado ou doutorado, por exemplo, é acima de tudo um exercício de pesquisa.

Os cursos Lato Sensu geralmente atraem graduados que já estão no mercado de trabalho. Eles têm duração mínima de 360 horas e ao final do curso o aluno recebe não um diploma, mas um certificado. Especializações podem ser perfeitas para o profissional que busca se destacar dentro da sua área de atuação ou para aqueles que procuram se reposicionar no mercado.

Já os cursos Stricto Sensu têm por premissa básica a pesquisa científica. São os pesquisadores que estão sempre no horizonte do saber científico. Esses cursos podem durar até quatro anos, no caso do doutorado – o mestrado chega até dois anos – e o aluno recebe um diploma ao final do curso. Ao contrário do que muita gente pensa, mestrado e doutorado não são unicamente ligados à formação de professores.

E, para entrar, tem vestibular?
Quase. É um pouco mais complexo. Os programas de pós-graduação Stricto Sensu, por exemplo, divulgam suas vagas em editais. O candidato deve escolher o programa que lhe interessa e se candidatar. A seleção geralmente envolve:

  • Prova escrita (o material de estudo é indicado no próprio edital)
  • Exame de suficiência em língua estrangeira (além de cursos online e presenciais, a UTF oferece gratuitamente o teste Toefl aos graduandos)
  • Análise de currículo lattes (ainda não tem o seu ou nem sabe do que se trata? A gente explica)
  • Projeto (o candidato expõe seu projeto de pesquisa e o avaliador verifica sua relevância e se segue a mesma linha do programa – também é avaliado sua capacidade de planejamento e escrita científica, por exemplo)
  • Entrevista

Uma dica importante: tenha conhecimento sobre os professores e a linha de pesquisa do programa escolhido. Afinidade entre o projeto do candidato e a pesquisa do professor orientador é um elemento fundamental para a aprovação.

Ajuda UTF
A UTFPR atualmente oferece mais de 40 programas Stricto Sensu. Eles estão divididos nas áreas de engenharias; ciências exatas e da terra; ciências agrárias; linguística, letras e artes; ciências sociais aplicadas; ciências biológicas; ensino; e multidisciplinar. Todos são gratuitos e podem ser acompanhados pelo site.

A universidade também oferta cursos de Lato Sensu. A relação completa pode ser encontrada no portal da UTF. Vale lembrar que nesse caso os cursos são pagos.

É possível ainda ao candidato à formação Stricto Sensu pleitear bolsas de pesquisa. Geralmente, essas bolsas são distribuídas por critério de cada programa .

O que nos leva ao…

Pulo do gato™
O professor Luiz Nacamura Júnior, diretor de pós-graduação Stricto Sensu da UTFPR, ensina que uma das melhores formas de chegar a um curso de mestrado é participar de programas de iniciação científica durante a graduação.

Nacamura lista uma série de benefícios trazidos pela ação, como: a prévia habituação ao ritmo de leitura e produção exigidos na pesquisa científica; o contato com professores e alunos de pós-graduação; além da chance de conhecer e se aprofundar em uma linha de pesquisa que poderá ser a mesma de sua futura pós-graduação.

Gostou do post? Amanhã tem mais. Falaremos um pouco sobre pós-graduação em instituições internacionais. Não perca! 😉

Egresso do curso de Design do Câmpus Curitiba expõe projeto em Milão

Qual imagem vem à sua cabeça quando você pensa no Brasil? 😉

Foi a partir dessa pergunta que Gabriel Tanner Passeti desenvolveu um projeto intitulado “Arroz e Feijão”, terceiro lugar do concurso de design universitário da Tok&Stok em 2012. A grande surpresa é que a poltrona foi parar em uma das exposições da maior feira de design do mundo, no Salone del Mobile em Milão!

Aconteceu assim: Gabriel, atualmente já formado em Design pela UTFPR, havia projetado uma poltrona para participar de um concurso universitário promovido pela Tok&Stok em 2012, cujo tema era Brasil. “Iniciei o processo criativo, e o conceito de trabalhar com o feijão e arroz foi um dos mais interessantes que surgiram nas sessões de brainstorming. É um elemento presente na cultura brasileira e que também carrega a analogia de ser uma mistura muito rica, assim como o povo brasileiro”, conta.

Assim nasceu o projeto de uma poltrona para dois lugares, cheia de almofadas que remetem a um grande prato de feijão com arroz e que tem como propósito convidar o usuário a esparramar-se e relaxar. O diferencial do projeto também está no processo produtivo do móvel, pois os arcos de madeira que formam a estrutura da poltrona podem ser todos cortados de uma mesma chapa por se encaixarem um dentro do outro, o que reduz significativamente o descarte de matéria-prima. “O material utilizado em toda a base da poltrona é um compensado com 20mm de espessura. Não são necessários elementos de fixação como pregos e parafusos. Ela é montada apenas com o encaixe entre as partes, o que facilita também o transporte e a estocagem”, explica Gabriel.

O sucesso do primeiro protótipo da poltrona, que lhe rendeu o terceiro lugar no concurso da Tok&Stok, não acabou por ali. “Resolvi inscrever a poltrona na mostra Jovens Designers promovida pela Origem Produções, que leva projetos de jovens designers para expôr em algumas cidades do Brasil, e os melhores projetos são selecionados para ir ao SaloneSatellite”, relata. Após receber a notícia de que havia sido selecionado, Gabriel aprimorou ainda mais a poltrona, levando para Milão um segundo protótipo mais aperfeiçoado.

“Participar da mostra Jovens Designers fez com que a poltrona aparecesse em mídias impressas como a revista Casa e Jardim e o jornal Estadão de São Paulo. E apresentar no Salone em Milão trouxe ainda mais visibilidade para o projeto. Por outro lado, vendo a feira como designer, foi uma experiência incrível ver o que o mundo estava apresentando em termos de inovação em mobiliário e iluminação. A cidade respira design durante esta semana”, conta o egresso.

Após a experiência, Gabriel planeja ainda mais capítulos na trajetória da poltrona Arroz e Feijão. “Pretendo finalizar seu desenvolvimento e, se possível, viabilizar a fabricação e também a venda. Estou somando pontos positivos para meu currículo, mas também pretendo buscar novos desafios e novas conquistas”, comenta. Ele também incentiva os jovens designers da graduação a procurar fazer projetos e submetê-los a premiações. “Não tem nada a perder, apenas a ganhar. Ninguém vai encontrar o seu projeto se você não quiser mostrá-lo. As inscrições muitas vezes são gratuitas e basta enviar algumas imagens e um texto explicando o conceito. Minha recomendação é que mostrem suas ideias ao mundo, não as guarde apenas para vocês”, finaliza. 😀