Aplicação de método de análise auxilia no diagnóstico de pacientes do SUS

Usar o que aprendemos na Universidade para contribuir com a sociedade é o que buscamos enquanto universitários.

Pensando nisso, o estudante de Engenharia da Computação Victor Camargo (foto abaixo), desenvolveu um método que analisa os dados de internações hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) para ajudar em diagnósticos médicos. O objetivo é criar um banco de dados que correlacione sintomas e agilize o processo de atendimento dos pacientes.

15002270_1094369104015919_8484114149927213185_oDe acordo com Victor, com a mineração desses dados, é possível identificar semelhanças entre as doenças e, assim, sugerir possibilidades de diagnósticos sobre novos casos, colaborando com a eficiência do trabalho de médicos do sistema público. O trabalho é desenvolvido sob orientação do professor Pedro Henrique Bugatti

Essa aplicação possibilita também o cruzamento de outras informações, além dos sintomas apresentados pelo paciente, como lugar de residência, por exemplo, que pode indicar fatores externos relevantes no caso. “Está sendo possível identificar informações de fora que se relacionam com os diagnósticos, por exemplo, quais regiões de determinados estados mais possuem problemas sanitários, e em quais regiões certas doenças são mais predominantes”, completa Victor.

Segundo testes realizados, os resultados obtidos chegaram em torno de 70% de eficiência e acerto no diagnóstico. Por se tratar de uma pesquisa com colaboração significativa na área da saúde, há a intenção por parte dos pesquisadores de comercializar o projeto.

A pesquisa foi apresentada no Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (Sicite) 2016 e escolhida como um dos melhores trabalho da categoria painéis da área de Ciências Exatas e da Terra.

Aluna desenvolve tratamento alternativo para resíduos da indústria têxtil

Um dos desafios do setor industrial é produzir poluindo menos. E, sim, muitas das respostas estão nos bancos e laboratórios das universidades.

É o caso do projeto desenvolvido por uma estudante de Engenharia Química do Câmpus Francisco Beltrão, a Michelli Fontana. Em sua pesquisa de iniciação científica, a aluna criou um método de tratamento fotocatalítico dos efluentes da indústria de tingimentos têxtil.

Protótipo do reator utilizado para o tratamento dos efluentes (Foto: Divulgação)

Protótipo do reator utilizado para o tratamento dos efluentes (Foto: Divulgação)

O estudo foi pensado como uma alternativa eficiente para a otimização dos processos de tratamentos industriais, a fim de reduzir riscos de intoxicação de meios aquáticos. O projeto teve início em 2015 sob orientação da professora Elisângela Düsman.

Os processos comumente utilizados pela indústria no tratamento de efluentes utilizam incineração e métodos biológicos a fim de reduzir a contaminação provocada. Essas técnicas, no entanto, mostram eficiência abaixo do esperado e permitido pela legislação, além do alto custo no caso da incineração. Segundo Michelli, o tratamento fotocatalítico se mostrou eficaz em relação à ausência de toxicidade das concentrações nas amostras e na regulação do pH da água.

Os benefícios desse método alternativo vão além do seu baixo custo de aplicação. “O tratamento apropriado de efluentes têxteis reflete na redução de riscos de intoxicação de meios aquáticos e de fontes de água, além de evitar riscos à saúde pública”, completa a aluna.

A pesquisa foi apresentada no Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (Sicite) 2016 e escolhida o melhor trabalho da categoria apresentações orais da área de Engenharias.

Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica 2016

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O Câmpus Francisco Beltrão sedia, nos dias 09, 10 e 11 de novembro, a 21ª edição do Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica da UTFPR (Sicite). O evento é destinado a apresentação das atividades de iniciação científica e tecnológica nos 13 câmpus da Instituição. A submissão dos trabalhos pode ser feito até o dia 24 de outubro.

Tá, e quem pode participar?

Serão aceitos trabalhos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação dos alunos participantes dos programas institucionais PIBIC, PIBIC-AF, PIBITI, PIBIC-Jr, PIBIC-EM e PVICT, em todas áreas do conhecimento. Atenção: não é possível a submissão apenas do resumo; a organização exige também o relatório de pesquisa.

O evento reúne uma galera muito boa, cheia de ideias e que vive produzindo conhecimento. Cada aluno pode apresentar um trabalho como primeiro autor. No entanto, não há restrição no número de resumos para coautores. Ah, e cada resumo deve ter, no mínimo, dois autores: o estudante bolsista mais o professor orientador.

Quem tiver mais dúvidas, basta consultar o FAQ elaborado pela organização do Sicite. Também vale dar um clique aí no site do evento, onde é possível encontrar a programação do Seminário e dicas de hospedagem em Francisco Beltrão.

Vem aí o XX Sicite

Victor Soares, vencedor do prêmio de melhor trabalho do Sicite 2014

Tem um trabalho de iniciação científica que gostaria de divulgar? Então participe do XX Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, Sicite, entre os dias 14 e 16 de outubro, no Câmpus Campo Mourão.

O seminário tem como objetivo oferecer oportunidade de divulgação dos trabalhos de iniciação científica e tecnológica desenvolvidos por pesquisadores e alunos. Não somente isso, os alunos ainda terão a oportunidade de ter seus trabalhos avaliados pela comunidade acadêmica e também divulgados para a sociedade.

Para participar, caso você seja um bolsista PIBIC/PIBITI, é preciso enviar um resumo e um relatório de pesquisa. Caso você seja um voluntário IC/IT cadastrado junto à PROPPG e queira ser certificado como tal, também é preciso um resumo e um relatório de pesquisa. Para os demais, é preciso submeter apenas o resumo.

Os resumos deverão ter de 1.500 a 2.000 caracteres, com o ênfase ao problema que foi estudado, à metodologia usada para o estudo e aos resultados obtidos na pesquisa.

E atenção! O envio dos trabalhos será até o dia 4 de outubro.

Para mais informações, visite o site do Sicite.