Alunos do Câmpus Medianeira participam do Projeto Rondon 2015

Conhecimento a serviço da comunidade. O Câmpus Medianeira da UTFPR participou entre os dias 10 e 26 de julho da Operação Bororos, do Projeto Rondon, em Porto Estrela (MT), às margens do Rio Paraguai.

Na cidade, com um pouco mais de 3.900 habitantes, foram realizadas oficinas em diversas comunidades rurais. Ao final da operação, a equipe de rondonistas da UTFPR capacitou 31% da população do município, maior índice em termos percentual de toda operação. Também foram realizadas diversas consultorias para administração municipal, com temáticas relacionados ao planejamento ambiental, plano diretor e ações voltadas para o desenvolvimento de trabalho e renda.

Para que a equipe estivesse preparada para enfrentar os desafios que o Rondon proporciona, os professores trabalharam com atividades prévias ainda no mês de abril. Inicialmente, foi ensinado aos alunos o Inventário de Habilidades Sociais (IHSA-DelPrette), ferramenta que serviu de base para a capacitação dos estudantes, primeiro com um curso de oratória e comunicação e depois o planejamento da realização de diversas oficinas experimentais.

E quem disse que apenas a população de Porto Estrela saiu ganhando nessa história? A comunidade de Medianeira também se beneficiou com oficinas preparatórias realizadas pelos rondonistas. Entre as atividades, a equipe realizou um curso sobre a instalação e uso da lousa digital, onde foi possível capacitar os professores da rede municipal de educação de Medianeira.

“A nossa participação superou as expectativas e com certeza o sucesso da operação em Porto Estrela foram méritos da dedicação, profissionalismo, capacidade técnica e da superação de todas as limitações por parte de nossos alunos”, comenta o professor Marlos Wander.

“A sensação que fica foi a de que estávamos preparados para tudo, que iríamos transformar as pessoas do município atendido, e acreditamos que alcançamos esse objetivo.  A camiseta amarela do Projeto Rondon pode sair do nosso corpo, mas o Rondon nunca mais sairá da nossa pele”, finaliza o professor.

Fizeram parte da equipe dois professores, Carlos Aparecido Fernandes e Marlos Wander Grigoleto, e oito alunos: Aline Cavalli, Edward Seabra Junior, Flavia Kimi Miyamoto, Flavio Piekarzewicz da Silva, Ítala Maria Gouveia Marx, Maria Luiza Piaia, Mateus Mestriner Pituco e Zayra Aparecida Frassetto, Gabriel Taccolini Papp e Leonardo Elias Franco de Lima.

Sobre o projeto

O Projeto Rondon tem como objetivo fazer com que os estudantes participem dos processos de desenvolvimento local sustentável e de fortalecimento da cidadania, ou seja, o acadêmico repassa o conhecimento adquirido na universidade para a comunidade local. A coordenação geral da iniciativa é do Ministério da Defesa.

Dia do Meio Ambiente: um dia para celebrar trabalhando

Há 43 anos era realizada na Suécia a Primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente. A data desse primeiro esforço em escala global para tratar de problemas ambientais e da importância da preservação dos recursos naturais, passou a ser considerada o Dia Internacional do Meio Ambiente. Voltando a 2015, o Blog do Aluno aproveita a ocasião para homenagear a todos os alunos e professores que se debruçam sobre o tema, mostrando três projetos de pesquisa relacionados à área e desenvolvidos na UTF.

No Câmpus Dois Vizinhos uma equipe de pesquisadores liderada pela professora Flávia Brun vem desenvolvendo o projeto “Avaliação do Potencial de Sequestro de Carbono por Espécies Arbóreas Empregadas na Arborização Urbana”. O propósito é avaliar o potencial e também indicar espécies para arborização urbana, com finalidade de “sequestrar” carbono atmosférico – um dos principais gases responsáveis pelas mudanças climáticas globais atuais. Em função das emissões de veículos motorizados e indústrias, os meios urbanos têm a concentração desse gás bastante elevada. As árvores, através da fotossíntese, são capazes de “sequestrar” o carbono, armazenando-o em seus tecidos – folhas, galhos, madeira e raízes -, e liberar o oxigênio novamente para atmosfera, melhorando a qualidade do ar das cidades.

A ideia é que, depois de determinado o potencial de sequestro de carbono das espécies atualmente estudadas –  11 ao total -, e outras que virão a ser pesquisadas futuramente, poderá construir-se protocolos técnicos voltados para gestores públicos municipais, indicando quais são as melhores espécies para ajudar a melhorar da qualidade do ar de nossas cidades. Além disso, o projeto prevê a possibilidade de gerar renda para municípios brasileiros com a venda de créditos de carbono, a exemplo do que já acontece em cidades referência para o estudo, como Santa Mônica na Califórnia (EUA). O lucro poderia ser reinvestido na melhoria da qualidade da arborização urbana da cidade e na qualidade de vida de sua população.

O projeto de pesquisa vem sendo desenvolvido na área urbanizada da cidade de Dois Vizinhos pelos acadêmicos do curso de engenharia florestal integrantes do Grupo de Pesquisa em Silvicultura e Ecologia Urbana: Charles Coelho, Bruna Pereira, Michel Kuhn, Welton Vieira, Keliani Carolino e Ruth Oliveira. Se você quer ir mais a fundo no projeto, pode acessar a página do grupo.

Equipe de pesquisa de Dois Vizinhos liderada pela professora Flávia Gizele König Brun

Vamos aO Câmpus Francisco Beltrão. É lá que, desde 2014, a professora Priscila da Conceição lidera um projeto de pesquisa “Desenvolvimento e Implementação de um Programa de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos do Câmpus Francisco Beltrão”. O projeto tem por objetivo colaborar com o meio ambiente adequando às leis vigentes a destinação dos resíduos sólidos gerados no campus.

Os pesquisadores, além de levantamentos bibliográficos, realizam diagnósticos da situação atual da gestão dos resíduos, a organização dos coletores em recicláveis e não recicláveis, levantamentos quanto o conhecimento da comunidade acadêmica sobre o tema, divulgação do trabalho e, por fim, práticas de sensibilização ambiental – que podem ser acompanhadas no Face do projeto.

No programa, já trabalharam os alunos Douglas da Roza, Karen Rodrigues de Conto e Juliana Biluca, que deram lugar aos estudantes Bruno Tuchlinowicz, Juan Restrepo, Maico Chiarelotto, Thiago Badotti e Willian Do Prado. Todos do curso de engenharia ambiental.

Organização das lixeiras em resíduos recicláveis e não recicláveis: uma das ações do grupo liderado pela professora Priscila Soraia da Conceição

Em Curitiba, a professora Juliana Weber desenvolve o projeto de pesquisa “Materiais Poliméricos e o Meio Ambiente: Reciclagem e Biodegradação”. Realizado no Laboratório de Materiais Poliméricos do Departamento Acadêmico e de Química e Biologia da Sede Ecoville. O estudo é dividido em dois planos de trabalho.

O primeiro tem o nome de “Caracterização de resíduos de poli(cloreto de vinila) visando reciclagem química” e trabalha com o famoso PVC, um dos termoplásticos mais produzidos no mundo. Barato e versátil, usado desde construções civis até em áreas médicas, o PVC traz um grande desafio no seu pós-uso. A alternativa a esse problema é a reciclagem – seja mecânica, química ou energética -, e é aí que pesquisa entra. Os estudos têm como objetivo caracterizar diferentes resíduos de PVC pós-consumo (lonas e perfis), visando uma potencial reciclagem química destes materiais. Além da Juliana, o projeto também conta com o trabalho da aluna do curso de bacharelado em química Evelyn Marculino.

O segundo plano de trabalho tem a ajuda da aluna do curso de tecnologia em processos ambientais Fernanda Ferreira e do ex-aluno do curso de bacharelado em química Alfredo Leithold Neto, e recebe o título de “Materiais utilizados para proteção de equipamentos sensíveis: a importância da biodegradação em solo simulado”. Os pesquisadores estudam o poliestireno expandido (EPS), também conhecido como Isopor® . Ou melhor: estudam uma alternativa a ele.

O EPS é hoje amplamente utilizado em embalagens de proteção para transporte de equipamentos sensíveis em razão de suas qualidades – propriedade isolante e de resistência à compressão, por exemplo. Mas, a exemplo do PVC, ele pode ser um problema se descartado incorretamente, além de ser um material que requer o uso de fontes não renováveis. Em busca de materiais semelhantes ao EPS, mas biodegradáveis, o trabalho do grupo avalia a biodegradação, em solo simulado, de poliuretanos industriais, desenvolvidos para proteção de equipamentos sensíveis e comercialmente denominados bioespumas®, comparando com o EPS.

E aí, gostou? A UTF abriga diversas outras pesquisas que se relacionam ao meio ambiente. Para conhecê-las, basta acessar a página de Pesquisa e Inovação da Universidade. Feliz Dia do Meio Ambiente! :)

Abertas inscrições para prêmio nacional de engenharias

Estão abertas, até 10 de abril, as inscrições para o 7º Prêmio de Projetos Inovadores com Aplicabilidade na Indústria Metalúrgica, Mecânica, Eletrônica, Materiais Elétricos e Construção Civil, promovido pelo Sindimetal, Sinduscon-Norte/PR e Senai.

O desafio é aberto aos alunos de graduação e pós-graduação de instituições de ensino superior de todo o Brasil. Para se inscrever, o autor – ou grupo autoral – deve acessar o site eletrometalcon.com.br e upar sua proposta inovadora de produto ou processo para uma das cinco áreas abordadas pelo evento.

Ao todo, serão distribuídos R$ 18 mil em premiação. O terceiro colocado receberá R$ 3 mil; o segundo, R$ 5 mil; e o primeiro ficará com R$ 10 mil. Na última edição, o projeto vencedor veio da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, que foi seguida pela Universidade Estadual de Maringá, e em terceiro ficou o Instituto Mauá de Tecnologia.

A premiação será realizada durante o “Fórum EletroMetalCon 2015 – Inovações e Tecnologias Aplicadas na Indústria”, no Senai de Londrina entre os dias 6 e 7 de maio. A expectativa é que, assim como nas edições anteriores, o evento atraia projetos de acadêmicos e docentes dos principais centros universitários do país.

E aí, bora participar? Só não esqueça de consultar o edital antes de se inscrever. 😉

Câmpus Londrina desenvolve projetos para inclusão digital da terceira idade

Foram retomadas, em Londrina, as atividades dos projetos de extensão “Vivenciando a Inclusão Digital” e “Alfabetização Digital e Internet na Terceira Idade”. Iniciativa da UTF em parceria com a Secretaria Municipal do Idoso, os dois projetos têm como propósito capacitar idosos com noções básicas de informática, comunicação digital e utilização da internet.

Os cursos, realizados desde 2013, contam com 15 alunos voluntários em cada turma, que se prontificam ao auxílio individual de cada idoso, além de servidores da UTF. O projeto “Vivenciando a Inclusão Digital” está em sua segunda turma, e é ministrado pela professora da UTF Regina Sayuri Kainuma Yamada. Já o “Alfabetização Digital e Internet na Terceira Idade”, está finalizando o curso com a sua primeira turma e é liderado pela professora Nazira Hanna Harb.

A ideia do projeto nasceu da necessidade de responder as demandas da sociedade em que o câmpus está inserido, explica a professora Andréa Maria Baroneza, coordenadora do projeto. Segundo ela, o vínculo com o Centro de Convivência do Idoso da Zona Leste de Londrina trouxe a visão da necessidade de ações por parte de servidores e alunos que pudessem oferecer apoio à inclusão digital dos idosos atendidos pelo Centro de Convivência.

A professora conta que os projetos proporcionam uma excelente atividade mental para os idosos, por auxiliar na manutenção da memória, proporcionar a apreensão de algo novo, valorizar a vida, suas experiências e interesses. “Meu sentimento e de todo grupo envolvido, professores e alunos voluntários, é de que estamos tornando a vida dessas pessoas mais significativas. Estamos contribuindo para a sua inserção no ambiente familiar e social”, completa.

A intenção dos envolvidos é dar continuidade aos projetos após o término das duas turmas atuais. Assim, se você é ou conhece idosos que queiram ficar por dentro das novas tecnologias, fique ligado na abertura de novos grupos! Ah, e os projetos também estão de portas abertas para o pessoal que quiser trabalhar como voluntário. 😉

Alunos de Pato Branco apresentam projetos de tecnologia assistiva

A aplicabilidade prática de um projeto é o sonho de todo pesquisador, não é mesmo? Pois olha só que legal! Alunos do Câmpus Pato Branco acabam de apresentar à comunidade alguns projetos desenvolvidos na área de tecnologia assistiva. São instrumentos e softwares que dão uma grande força para que tem algum tipo de deficiência.

 

Protótipo trike destinado aos cadeirantes

Protótipo trike destinado aos cadeirantes

O projeto do acadêmico Evaldo Augusto Bianchi, intitulado “Sistema para Controle de Frotas do Transporte Coletivo com Acessibilidade para Deficientes Visuais”, por exemplo, permite ao usuário de transporte coletivo receber em seu dispositivo móvel o endereço que o veículo adaptado se encontra. Outro software é o “Leitor Digital”, desenvolvido pelo aluno Thiago Martignoni, que, ao ser disposto sobre as linhas de um texto, interpreta e reproduz os sinais gráficos no formato de áudio. Prático, não?

Já o “Sistema de Auto Localização”, desenvolvido pela aluna Lidiane Furlan Lopes, tem a finalidade de fornecer a geolocalização exata do usuário em áudio. A partir das coordenadas dadas pelo dispositivo, uma pessoa cega, por exemplo,  pode chegar ao destino pretendido.

"Leitor Digital" interpreta os sinais gráficos e os emite no formato de áudio

“Leitor Digital” interpreta os sinais gráficos e os emite no formato de áudio

Além desses programas, também foram apresentados um sistema de auxílio à navegação com monitoramento e orientação remota, adaptado para o treinamento de atletas cegos em pista de atletismo; um protótipo trike (foto acima) destinado às pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida dos membros inferiores; e um relógio falante acionado por comandos de voz.

Os protótipos apresentados utilizam o sistema operacional Android e serão disponibilizados gratuitamente através do Google Play.

VII Semana da Inclusão

A apresentação das pesquisas ocorreu durante VII Semana da Inclusão do Câmpus Pato Branco que, neste ano, teve como temática principal as tecnologias assistivas. Um dos momentos mais esperados do evento foi a participação do pós-graduado Cleverson Rossi, do Câmpus Dois Vizinhos. O egresso, que possui paralisia cerebral, contou um pouco da sua experiência  as dificuldades no dia a dia.

Semana da Inclusão no Câmpus Pato Branco, realizada entre os dias 08 e 10 de setembro

Semana da Inclusão no Câmpus Pato Branco, realizada entre os dias 08 e 10 de setembro

“O evento conseguiu evidenciar o tema tecnologia assistiva através do conceito das palestras e dos trabalhos realizados no Câmpus. Poucas pessoas conheciam essa área e com esse projeto elas podem se inserir, pois é de grande importância para a sociedade”, comenta Mirélia Flausino Vogel, da Comissão Organizadora da Semana.