Alunos de Guarapuava tutoriam escolas públicas para a OBMEP

Os alunos do Câmpus de Guarapuava iniciaram no último mês junho um projeto de tutoria nas escolas públicas com o objetivo de estimular a participação dos alunos e professores na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

A iniciativa surgiu por causa da demanda das escolas por grupos de estudos para as provas da OBMEP. Nas escolas do município, os alunos já se reuniam em contraturnos para estudar, discutir e aperfeiçoar conceitos matemáticos, mas a falta de monitoria impedia um maior aproveito dos conhecimentos dos estudantes. Foi aí que os professores Alex de Castilho e Marinaldo Gaspareto selecionaram alunos da UTF voluntários para atuar como monitores nesses grupos.

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Um desses monitores é o Carlos Maia, aluno do terceiro período de Engenharia Mecânica. “O objetivo do projeto é melhorar o desempenho dos alunos em matemática. Num país como o nosso, onde a educação é precária, poder ajudar é gratificante”, comenta o aluno, acrescentando que também gostaria de ter participado de projetos do tipo quando estava no colégio.

O projeto também permite o intercâmbio de conhecimentos entre os alunos de graduação e educação básica, além de (é claro!) motivar os estudantes do ensino médio a cursar a graduação em uma universidade pública federal.

Uma graduação com gosto de mestrado

Neste ano, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) chega a sua 11ª edição. E, durante esse tempo, a competição tem cumprido seu principal objetivo: estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área.

Um desses talentos é o Murilo Kava, acadêmico de Engenharia Elétrica da UTFPR (Câmpus Pato Branco). Tendo conquistado seis medalhas em provas da OBMEP, Murilo ganhou uma bolsa para participar do Programa de Iniciação Científica e Mestrado, em que é possível realizar estudos avançados em matemática simultaneamente com a graduação.

O Blog do Aluno conversou com o Murilo para saber um pouco mais da experiência de fazer graduação e mestrado, tudo ao mesmo tempo. Confere aí:

A matemática tem a fama de ser uma das disciplinas mais temidas da escola. Conte um pouco da sua relação com a disciplina. Você sempre gostou de estudá-la?

Murilo Kava, medalhista da OBMEP e aluno de engenharia elétrica

Na realidade, não gostava nem desgostava, eu apenas me destacava frente aos demais devido ao meu raciocínio lógico. A OBMEP, de certa forma, me apresentou desde cedo uma visão mais abrangente da matemática, fugindo da decoreba sem sentido que é o ensino da matemática na maioria das escolas públicas. Mesmo assim, nunca tive real interesse de atuar na área.

Como foi sua preparação para as provas da OBMEP, teve algum tipo de estudo específico?

Não. Sempre fiz as provas sem estudar. Se eu tivesse estudado provavelmente teria me saído ainda melhor, mas isso não é essencial, pois o objetivo da prova é justamente o de descobrir possíveis talentos em matemática, por isso as questões da prova não exigem muito conhecimento para resolver, mas exigem muito raciocínio lógico por parte do aluno.

E como está sendo a experiência no Programa de Iniciação Científica e Mestrado?

No começo do projeto, eu e meu orientador decidimos um tema para estudo em que eu tenho a responsabilidade de trabalhar nesse tema. É realizado um encontro presencial por semana com a finalidade de retirar dúvidas. O PICME é um programa descentralizado, em que as próprias universidades são autônomas para coordenar o programa, a OBMEP apenas seleciona os alunos. O meu, em particular é coordenado pelo Programa de Pós Graduação em Matemática da UFPR em Curitiba.

Você pretende seguir nessa área acadêmica ou seu perfil é mais profissional? Já deu pra se descobrir?

Eu entrei na UTFPR para estudar Engenharia porque essa é a área com a qual eu me identifico mais. Prefiro o conhecimento prático, aplicável, por isso Engenharia.

E como os estudos do PICME se complementam aos da graduação em Engenharia?

Na verdade, o tema que estou trabalhando já é mais voltado a aplicações, de forma a se aproximar mais aos objetivos da Engenharia. Acredito que [o PICME] tenha me ajudado pois a disciplina em que tirei as notas mais altas no semestre passado foi justamente aquela mais relaciona à área em que estou trabalhando, que é a de Cálculo.

Gostou do papo? A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e dos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Somente neste ano, mais 17 milhões de estudantes, de 47 mil escolas públicas, participam da competição.

45 alunos da UTFPR são premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática

Os alunos do ensino médio da UTFPR, nível técnico-integrado, fizeram bonito na 10ª edição da Olimpíada Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), realizada durante todo o ano de 2014. Foram 45 premiações, entre medalhas de prata e bronze e certificados de menção honrosa.

MEDALHA DE PRATA
Felipe Kazuo Kaneda Akamine – Campo Mourão
Samuel Mathias Neitzke – Medianeira
Ana Maria Paludo – Pato Branco
Victor Lopes Gabriel – Curitiba
Faruk Hammond – Curitiba
Isaac Ramon Silva Dos Santos – Curitiba
Eduardo Pelanda Amaro – Curitiba
Paulo Giovni Basane – Campo Mourão

MEDALHA DE BRONZE
Ana Carolina Lopes De Melo – Campo Mourão
Caio Ruan Kakuno – Curitiba
Aurenzo Goncalves Mocelin – Curitiba
Guilherme Idelfonso Moreno – Campo Mourão
Marcos Vinicius Strieder – Medianeira

MENÇÃO HONROSA
Rafael Santos Flauzino – Medianeira
Gustavo Sylvio De Paula Menani – Cornélio Procópio
Hiago Souza Da Silva – Curitiba
Matheus Tadashi Natume – Curitiba
Victor Matheus Alflen – Campo Mourão
Alexandre Wosiach Mazieri – Cornélio Procópio
Heloise Carrer – Medianeira
Rhamonn Pavelik De Assis – Ponta Grossa
Sabrina Bianca Marmentini – Medianeira
Vinicius Evangelista Scarsi – Curitiba
Julio Cesar Pavei Frandoloso – Medianeira
Pedro Victor Fontoura Zawadniak – Campo Mourão
Leandro Reginato – Medianeira
Lucas Mendes Braga – Cornélio Procópio
Thais Zorawski – Campo Mourão
Diogo Felini Tondo – Pato Branco
Manuele Regina Harnisch – Medianeira
Rafael Augusto De Souza Candido – Campo Mourão
Alan Pedro Sepulvida Do Nascimento – Campo Mourão
Mateus Roel – Pato Branco
Josue Victor Besen – Medianeira
Mateus Modena Neves – Campo Mourão
Pamela Betiatto – Pato Branco
Bruno Bohn Dos Santos – Pato Branco
Luiz Gustavo Goncalves Da Costa – Cornélio Procópio
Arthur Ken Hirai – Cornélio Procópio
Eduardo Zanella Spricigo – Pato Branco
Thalita Scolari Lorenzi – Pato Branco
Jonatas Pedro Ribeiro Batista – Ponta Grossa
Jun Sasakibara – Ponta Grossa
Renata Tramontin Da Silveira – Ponta Grossa
Jhonatan Mara – Ponta Grossa

Os que conquistaram medalhas estão credenciados a participar do Programa de Iniciação Científica (PIC), que tem por objetivo inseri-los no universo da pesquisa matemática. Para participar do PIC, os alunos receberão auxílio financeiro (bolsa mensal-CNPq), alimentação, transporte e material didático.

E por falar em OBMEP, as inscrições para a edição 2015 do evento já começam agora em fevereiro. Acompanhe o calendário oficial e não perca os prazos!

Todos os alunos matriculados em escolas públicas podem participar da OBMEP.

Todos os alunos matriculados em escolas públicas podem participar da OBMEP.