Seleção para o Programa Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial

Estão abertas, até 10 de novembro, as inscrições para a seleção da turma 2018 do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (Câmpus Curitiba). Ao todo, são oferecidas 70 vagas para as seguintes áreas de concentração: Engenharia Biomédica, Engenharia de Automação e Sistemas, Engenharia de Computação, Telecomunicações e Redes e Fotônica em Engenharia.

Para concorrer a uma das vagas, o interessado deve preencher o formulário on-line de inscrição, digitalizar e enviar a documentação comprovatória também pela página de inscrições. A classificação dos candidatos nessa primeira fase será feita com base na pontuação estabelecida pelo próprio edital normativo.

Logo na sequência, o candidato será submetido à Defesa de Proposta de Pesquisa (DPP). Nessa fase, uma banca constituída por até três professores irá avaliar as potencialidades do projeto, as pretensões e disponibilidades do candidato. As defesas serão agendas para o período de 4 a 8 de dezembro.

A divulgação dos candidatos selecionados ocorrerá até 15 de dezembro.

Doutorado

O ingresso de candidatos no curso de doutorado é realizado em regime contínuo; ou seja, não há data específica para inscrição. A matrícula é realizada após o cumprimento dos procedimentos para ingresso e sempre no início de uma das três fases, conforme calendário previsto no site do programa. Para o doutorado, são disponibilizadas até 60 vagas anuais.

Resumo

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial
Nível: mestrado acadêmico e doutorado;
Conceito Capes: 5;
Inscrições: até 10 de novembro.

Mestrado em ciência da computação em Ponta Grossa

Pensando em seguir a carreira acadêmica? Mais uma excelente oportunidade na pós-graduação da UTF!

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) aprovou durante a 161ª Reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior, realizada no mês de dezembro em Brasília (DF), mais um programa de pós-graduação para a UTFPR, em Ciência da Computação para o Câmpus Ponta Grossa.

A proposta foi aprovada após ser submetida à análise de mérito seguida da emissão de parecer detalhado sobre a proposta, realizada pela comissão de área correspondente. O curso, aprovado com conceito 3 em um escala que vai de 1 a 7, tem como área de concentração “sistemas e métodos de computação” e será ofertado em nível de mestrado acadêmico com duas linhas de pesquisa: inteligencia computacional, modelagem e métodos computacionais, e sistemas de informação e computação.

Com esta nova autorização, a UTFPR passa a contar com 45 programas de pós-graduação que ofertam cursos de mestrado profissional, mestrado acadêmico e doutorado.

Quer conhecer cada um deles? É só clicar aqui! 😉

 

Uma graduação com gosto de mestrado

Neste ano, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) chega a sua 11ª edição. E, durante esse tempo, a competição tem cumprido seu principal objetivo: estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área.

Um desses talentos é o Murilo Kava, acadêmico de Engenharia Elétrica da UTFPR (Câmpus Pato Branco). Tendo conquistado seis medalhas em provas da OBMEP, Murilo ganhou uma bolsa para participar do Programa de Iniciação Científica e Mestrado, em que é possível realizar estudos avançados em matemática simultaneamente com a graduação.

O Blog do Aluno conversou com o Murilo para saber um pouco mais da experiência de fazer graduação e mestrado, tudo ao mesmo tempo. Confere aí:

A matemática tem a fama de ser uma das disciplinas mais temidas da escola. Conte um pouco da sua relação com a disciplina. Você sempre gostou de estudá-la?

Murilo Kava, medalhista da OBMEP e aluno de engenharia elétrica

Na realidade, não gostava nem desgostava, eu apenas me destacava frente aos demais devido ao meu raciocínio lógico. A OBMEP, de certa forma, me apresentou desde cedo uma visão mais abrangente da matemática, fugindo da decoreba sem sentido que é o ensino da matemática na maioria das escolas públicas. Mesmo assim, nunca tive real interesse de atuar na área.

Como foi sua preparação para as provas da OBMEP, teve algum tipo de estudo específico?

Não. Sempre fiz as provas sem estudar. Se eu tivesse estudado provavelmente teria me saído ainda melhor, mas isso não é essencial, pois o objetivo da prova é justamente o de descobrir possíveis talentos em matemática, por isso as questões da prova não exigem muito conhecimento para resolver, mas exigem muito raciocínio lógico por parte do aluno.

E como está sendo a experiência no Programa de Iniciação Científica e Mestrado?

No começo do projeto, eu e meu orientador decidimos um tema para estudo em que eu tenho a responsabilidade de trabalhar nesse tema. É realizado um encontro presencial por semana com a finalidade de retirar dúvidas. O PICME é um programa descentralizado, em que as próprias universidades são autônomas para coordenar o programa, a OBMEP apenas seleciona os alunos. O meu, em particular é coordenado pelo Programa de Pós Graduação em Matemática da UFPR em Curitiba.

Você pretende seguir nessa área acadêmica ou seu perfil é mais profissional? Já deu pra se descobrir?

Eu entrei na UTFPR para estudar Engenharia porque essa é a área com a qual eu me identifico mais. Prefiro o conhecimento prático, aplicável, por isso Engenharia.

E como os estudos do PICME se complementam aos da graduação em Engenharia?

Na verdade, o tema que estou trabalhando já é mais voltado a aplicações, de forma a se aproximar mais aos objetivos da Engenharia. Acredito que [o PICME] tenha me ajudado pois a disciplina em que tirei as notas mais altas no semestre passado foi justamente aquela mais relaciona à área em que estou trabalhando, que é a de Cálculo.

Gostou do papo? A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e dos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Somente neste ano, mais 17 milhões de estudantes, de 47 mil escolas públicas, participam da competição.

Precisamos falar sobre pós-graduação: uma estudante, dois diplomas

Hoje, nossa série vai da França para Portugal. É lá onde a mestranda e graduanda em Engenharia Química, Tatiana La Banca Schreiner, está desenvolvendo sua pesquisa – por meio de um convênio entre a UTFPR e o IPB (Instituto Politécnico de Bragança). Como assim graduação e mestrado? Juntos? Acompanhe a história da Tatiana e entenda um pouco mais sobre uma forma um pouco diferente de fazer pós: a dupla diplomação. :)

Diplomação… dupla?
Sim. A diplomação dupla pode acontecer quando universidades estabelecem convênios de cooperação. A UTFPR, por exemplo, firmou recentemente cinco acordos com instituições estrangeiras.

Por um desses acordos, Tatiana, que estudava Engenharia Química no Câmpus Ponta Grossa teve a oportunidade de viajar a Bragança para desenvolver sua pesquisa “Polimorfísmo e Solubilidade de Sais na Presença de Solventes Mistos”. Ela ficará ao todo 15 meses na Europa e, ao fim de seu mestrado, voltará ao Brasil para terminar sua gradução – a pesquisadora completou três anos e meio de estudos na UTFPR antes do intercâmbio.

Ao final do processo, ela receberá um diploma de graduação em Engenharia Química e outro diploma de mestrado, também em Engenharia Química. E melhor: ambos valerão tanto no Brasil quanto na Europa.

As possibilidades se abrem
Em sua tese* de mestrado, Tatiana dividiu-se em duas etapas. Na primeira, realizou a solubilidade de três diferentes sais em solventes mistos de etanol/água e metanol/água e depois realizou uma caracterização da fase sólida presente. Já na segunda parte, houve o envolvimento de modelagem termodinâmica, que é um processo semi empírico – utiliza-se como base os dados obtidos na primeira parte do trabalho e então realiza-se a modelagem.

E foi trabalhando com a modelagem térmica, em contato com um coorientador da Dinamarca, que surgiu a possibilidade de um “segundo intercâmbio”. Na verdade, Tatiana foi convidada para estagiar por três meses em um departamento da Universidade Técnica da Dinamarca, referência na área termodinâmica. Para esse processo, Tatiana se beneficiou da Bolsa Erasmus – aquela mesma do último post


O Pulo do Kat™

Para entrar em um programa de dupla diplomação, a pesquisadora indica dar atenção a editais e principalmente ter contato com os professores – foi dessa forma que ela descobriu o programa. “A dica que eu daria tanto para esse programa quanto para outros é não perder a oportunidade! Oportunidades como essa de dupla diplomação não podem ser desperdiçadas. Acredito que valem muito a pena”, conclui.

Gostou? Este é o último post da trilogia “Precisamos falar sobre pós-graduação“, mas se você quer ver no Blog mais sobre o assunto é só deixar sua sugestão aqui embaixo, nos comentários!

* Calma, gente, não é um erro. No Brasil, a pesquisa desenvolvida em um mestrado gera uma dissertação. Mas, em Portugal, é possível se chamar esse trabalho de tese, sim.

Precisamos falar sobre pós-graduação: um brasileiro no exterior

Marcos Barreto, estudante do Câmpus Ponta Grossa da UTFPR, recebeu há um mês a notícia de que foi aceito em um curso de mestrado na França, e já prepara as malas para a viagem. Ele é um dos muitos brasileiros que escolheram tentar uma pós-graduação no exterior. Hoje vamos conhecer a história de Marcos e falar um pouco sobre a ideia de pesquisar fora do Brasil.

O mestrado que Marcos fará foi oferecido pela Fundação Renault e tem como objetivo principal capacitar engenheiros nas áreas tecnológicas necessárias à concepção dos veículos do futuro – destaque para mobilidade em veículos elétricos. Neste período, ele terá a oportunidade de estudar em quatro importantes escolas de engenharia francesas – Arts et Métiers ParisTech, ENSTA ParisTech, Minas ParisTech e Ecole des Ponts.

Marcos, que está atualmente no último ano do curso de Engenharia Eletrônica, passou a considerar a possibilidade de fazer mestrado no exterior após um intercâmbio feito pelo Ciência sem Fronteiras na escola de engenharia ENSE3, na França. No período, pôde perceber os pontos positivos de algumas instituições francesas, como o contato forte com o setor industrial e boas oportunidades de pesquisa em laboratórios de ponta.

Processo de seleção
Se no primeiro post da série vimos que para ser aprovado em um programa de pós-graduação é preciso muita dedicação, para ser aprovado em um programa de pós-graduação, com bolsa, no exterior, as coisas ficam um pouquinho mais difíceis.

Para ser aprovado, o aluno passou por diversas etapas de seleção. Ainda dentro da UTF, redigiu uma carta de motivação e coletou cartas de referência. Uma vez apto a concorrer a bolsa, teve de organizar um dossiê de documentos com seu projeto pessoal e profissional, cartas de motivação, cartas de recomendação, exames médicos e certificado de proficiência do idioma francês. Toda a papelada seguiu então para análise da Fundação Renault e das universidades do grupo ParisTech.

Tudo isso? Calma que tem mais!

Por fim, Marcos foi entrevistado por um júri composto por representantes das instituições estrangeiras. O principal objetivo desta entrevista era analisar a motivação e a qualidade do candidato. Foram 45 minutos de conversa por Skype e, claro, tudo em francês.

Vale mesmo a pena?
O futuro mestrando não tem a menor dúvida. Vale, sim! Perguntado sobre prós e contras, ele diz que analisando a proposta da bolsa de mestrado simplesmente não encontrou pontos negativos. O programa correspondeu perfeitamente a suas ambições. Ele tem uma lista de motivos que o levaram a tomar a decisão, como você pode ver abaixo:

  • Contato com uma nova área que revolucionará a maneira de como vivemos – estudar no exterior pode aumentar a possibilidade de estar em um grupo líder no desenvolvimento de tecnologias;
  • Estudar em universidades de excelência, reconhecidas no cenário global;
  • Interdisciplinaridade do programa – a bolsa de Marcos abrange aspectos ligados a energia dos veículos, arquitetura elétrica e mecânica, controle e comando dos veículos e seu ecossistema;
  • Contato com empresas globais;
  • Ambiente multicultural – o recrutamento para esse programa é feito em escala mundial;
  • Enriquecimento cultural e profissional – a bolsa também oferece viagens para conhecer laboratórios e indústrias parceiras do programa.

No entanto, é importante algumas observações. Por exemplo, como em toda mudança, o pós-graduando pode sofrer alguma dificuldade em se adaptar a nova cultura. Ou, especificamente em mestrados e doutorados, o pesquisador deve levar em conta que, desejando voltar ao Brasil, deverá procurar entres as instituições nacionais programas que se aproximem do cursado no exterior, a fim de que o mestrado ou doutorado seja reconhecido e passe a valer em território brasileiro.

Quero! Como faço para encontrar uma bolsa dessa?
As formas mais simples continuam sendo a conversa com professores e a busca nos sites das universidade que se destacam na área em que você deseja seguir. Entretanto, se seu interesse ainda não está tão focado, se você quer primeiro conhecer as universidades disponíveis para depois tomar uma decisão, vale a pena acompanhar alguns portais que reúnem vagas em instituições estrangeiras. Veja alguns exemplos:

  • Campus France
    É a agência oficial de promoção do ensino superior francês. Para quem, como Marcos, sonha em estudar no país, esse site pode ser a porta de entrada. Você pode pesquisar vagas por área de estudo, região geográfica e até encontrar financiamento. Dê uma olhadinha nas bolsas.
  • DAAD
    O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico. Ele coordena e divulga programas de graduação e pós-graduação, além de promover encontros para expor o que o ensino alemão tem de melhor. Direto às bolsas!
  • Erasmus Mundus
    A bolsa Erasmus, bastante conhecida entre intercambistas europeus, agora conta também com uma versão mundial: o Erasmus Mundus. No site você pode encontrar cursos de pós em diversas áreas e países.
  • Ciência sem Fronteiras
    Já queridinho entre os graduandos, o CsF levou mais de 11 mil brasileiros para o exterior em programas de doutorado sanduíche, doutorado pleno e mestrado profissional.

O Pulo do Cat
Em sintonia com o conselho dado pelo professor Nacamura no post anterior, a primeira dica de Marcos é sobre ficar ligado nas oportunidades de desenvolvimento de pesquisa na graduação – a famosa iniciação cientifica. “É importante participar destes programas para que o aluno se envolva com as áreas de pesquisa e, de acordo com o interesse, escolha o mestrado profissional ou acadêmico”, afirma.

Ele acrescenta ainda que ao decidir tentar um mestrado no exterior é importante que o aluno tenha domínio do idioma do país. “É importante também ter conhecimento das áreas de pesquisas desenvolvidas em cada país. Cabe a cada aluno se aproximar dos programas de acordo com suas áreas de interesse e acreditar na própria capacidade de sucesso”, finaliza.

E aí, gostou? Entrou no clima e quer saber ainda mais sobre pós-graduação no exterior? Então, não perca o próximo post. Conheceremos a história de quem está fazendo dupla diplomação e daremos mais algumas dicas. Até lá 😉