Alunos de Engenharia Ambiental recuperam áreas em Francisco Beltrão

Aula prática é bom e todo mundo gosta, não é? Elas são responsáveis por apresentar ao aluno como tudo o que é ensinado em sala de aula é aplicado na vida real, no mercado de trabalho e na experiência profissional do aluno. Mas quando as aulas práticas ajudam a comunidade, a sensação de dever cumprido se multiplica!

E hoje vamos contar mais sobre um projeto realizado pelos alunos do curso de Engenharia Ambiental do Câmpus Francisco Beltrão que está restaurando uma área de preservação permanente (APP) próximo à Universidade.

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E tudo começou quando a professora Denise Andréia Szymczak entrou em contato com a Secretaria do Meio Ambiente da cidade para solicitar o uso da área para atividades práticas que resultariam na recuperação da trincheira, que fica às margens do Rio Marrecas. A ideia veio após verificar que, mesmo com a intervenção da prefeitura, as mudas plantadas não foram desenvolvidas.

E assim, com o apoio da SMA de Francisco Beltrão, os alunos do 8º período do curso realizaram uma análise físico-química no solo e constataram que ele está compactado e com baixos níveis de fertilidade. A partir disso, puderam realizar atividades como mapeamento de uso e ocupação, combate a espécies invasoras que dificultam a fertilização, preparação do solo e, por fim, o plantio de algumas mudas cedidas pelo viveiro municipal.

Joice Casanova é uma das alunas participantes do projeto, e conta como ele fez diferença em sua formação acadêmica. “o trabalho tem contribuído muito para formação enquanto engenheira ambiental, uma vez que aprendemos muito sobre as espécies e sua classificação”.

“É maravilhoso e gratificante pensar que aquela área que estava desprovida de serviços ambientais pode em pouco tempo oferecer a população recursos que podem ser desfrutados por ela e oferecer maior qualidade de vida ao entorno da área”, completa.

Priscila Muniz, outra aluna do projeto, ressalta a importância dos trabalhos para o próprio curso. “O objetivo da prática é que a turma atual implante o Prad (Plano de Recuperação de Áreas Degradadas) e as turmas posteriores realizem a etapa de monitoramento, como é sequência da metodologia proposta. E isso é importante porque são as aulas práticas que mais se aproximam da realidade do trabalho que desempenharemos depois de formados”, comenta.

E você? Conhece algum projeto do seu curso que contribui com a comunidade externa? Realizou alguma aula prática que te incentivou profissionalmente? Conta pra gente 😉

Aluna desenvolve tratamento alternativo para resíduos da indústria têxtil

Um dos desafios do setor industrial é produzir poluindo menos. E, sim, muitas das respostas estão nos bancos e laboratórios das universidades.

É o caso do projeto desenvolvido por uma estudante de Engenharia Química do Câmpus Francisco Beltrão, a Michelli Fontana. Em sua pesquisa de iniciação científica, a aluna criou um método de tratamento fotocatalítico dos efluentes da indústria de tingimentos têxtil.

Protótipo do reator utilizado para o tratamento dos efluentes (Foto: Divulgação)

Protótipo do reator utilizado para o tratamento dos efluentes (Foto: Divulgação)

O estudo foi pensado como uma alternativa eficiente para a otimização dos processos de tratamentos industriais, a fim de reduzir riscos de intoxicação de meios aquáticos. O projeto teve início em 2015 sob orientação da professora Elisângela Düsman.

Os processos comumente utilizados pela indústria no tratamento de efluentes utilizam incineração e métodos biológicos a fim de reduzir a contaminação provocada. Essas técnicas, no entanto, mostram eficiência abaixo do esperado e permitido pela legislação, além do alto custo no caso da incineração. Segundo Michelli, o tratamento fotocatalítico se mostrou eficaz em relação à ausência de toxicidade das concentrações nas amostras e na regulação do pH da água.

Os benefícios desse método alternativo vão além do seu baixo custo de aplicação. “O tratamento apropriado de efluentes têxteis reflete na redução de riscos de intoxicação de meios aquáticos e de fontes de água, além de evitar riscos à saúde pública”, completa a aluna.

A pesquisa foi apresentada no Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (Sicite) 2016 e escolhida o melhor trabalho da categoria apresentações orais da área de Engenharias.

Câmpus Dois Vizinhos coquista prêmio de sustentabilidade do Sesi-PR

Aqui na UTF logo a gente aprende que todo conhecimento deve ser compartilhado. É assim com galera do Câmpus Dois Vizinhos envolvida  no “Dois Vizinhos mais verde: programa de arborização participativa para a sustentabilidade urbana de Dois Vizinhos/PR”, que reúne experiências desenvolvidas para promoção da sustentabilidade socioambiental urbana.

Segundo a professora Flávia Brun, uma das coordenadoras do projeto, o objetivo era aplicar concretamente conhecimentos adquiridos as disciplinas de arborização urbana. “Com base em todo o arcabouço teórico recebido em sala de aula, os alunos realizam diagnósticos na área selecionada, reuniões com os empresários e entidades parceiras, bem como ouvem a população em geral que também é usuária dos espaços públicos e, posteriormente, desenvolvem todas as etapas de um projeto de arborização, contemplando os anseios e percepções dos diversos atores envolvidos no processo”, comenta.

Solenidade de entrega do prêmio na Fiep, em Curitiba (Foto: Divulgação/Fiep)

Solenidade de entrega do prêmio na Fiep, em Curitiba (Foto: Divulgação/Fiep)

O resultado é que galera levou para o Câmpus Prêmio SESI Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2016 na área de Prosperidade e cuidados com o Planeta, categoria instituição pública. A solenidade de premiação foi realizada no último dia 23 de novembro na sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba.

Também participam do projeto a Associação Empresarial de Dois Vizinhos (ACEDV) e a Prefeitura Municipal.

Ação para reduzir o consumo de descartáveis no RU do Câmpus Curitiba

Já parou pra pensar na quantidade de descartáveis que consumimos?

Pois é, só no Restaurante Universitário (RU) do Câmpus Curitiba são 2 mil e 500 unidades de copos descartáveis que, logo após o almoço, seguem direto para o lixo. Achou muito? Agora imagina isso ao longo de todo um ano letivo!

E para conscientizar geral sobre o tema, um grupo de alunas do curso de Design iniciaram neste semestre a campanha ‘Meu Caneco’.  Agora, todas as quartas-feiras o próprio RU do Câmpus Curitiba deixa de fornecer copos descartáveis para o open suco, estimulando assim, os alunos a trazerem seus copos e canecas.

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Ação propõe a substituição de copos descartáveis por canecas (Foto: Divulgação)

“O objetivo era criar uma campanha gráfica a ser utilizada no Câmpus alertando alunos e servidores sobre alguns problemas que temos em relação a geração de resíduos, energia, consumo, desperdício de recursos e entre outros. Optamos por trabalhar a geração de resíduos no RU e percebemos que os copos descartáveis são a questão mais problemática e resolvemos focar nisso”, conta Bianca Giordani.

Também fazem parte do projeto as alunas Amanda Monteiro, Carolina Baronio e Fernanda Machoseki, além do próprio RU, o Núcleo de Educação e Direitos Humanos (Nuedh) e o Projeto Jogada Certa.

Então, que tal adotar permanentemente esse hábito? Não custa nada e, com todos juntos, pode ser uma grande ajuda para o meio ambiente!

Dia do Meio Ambiente: um dia para celebrar trabalhando

Há 43 anos era realizada na Suécia a Primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente. A data desse primeiro esforço em escala global para tratar de problemas ambientais e da importância da preservação dos recursos naturais, passou a ser considerada o Dia Internacional do Meio Ambiente. Voltando a 2015, o Blog do Aluno aproveita a ocasião para homenagear a todos os alunos e professores que se debruçam sobre o tema, mostrando três projetos de pesquisa relacionados à área e desenvolvidos na UTF.

No Câmpus Dois Vizinhos uma equipe de pesquisadores liderada pela professora Flávia Brun vem desenvolvendo o projeto “Avaliação do Potencial de Sequestro de Carbono por Espécies Arbóreas Empregadas na Arborização Urbana”. O propósito é avaliar o potencial e também indicar espécies para arborização urbana, com finalidade de “sequestrar” carbono atmosférico – um dos principais gases responsáveis pelas mudanças climáticas globais atuais. Em função das emissões de veículos motorizados e indústrias, os meios urbanos têm a concentração desse gás bastante elevada. As árvores, através da fotossíntese, são capazes de “sequestrar” o carbono, armazenando-o em seus tecidos – folhas, galhos, madeira e raízes -, e liberar o oxigênio novamente para atmosfera, melhorando a qualidade do ar das cidades.

A ideia é que, depois de determinado o potencial de sequestro de carbono das espécies atualmente estudadas –  11 ao total -, e outras que virão a ser pesquisadas futuramente, poderá construir-se protocolos técnicos voltados para gestores públicos municipais, indicando quais são as melhores espécies para ajudar a melhorar da qualidade do ar de nossas cidades. Além disso, o projeto prevê a possibilidade de gerar renda para municípios brasileiros com a venda de créditos de carbono, a exemplo do que já acontece em cidades referência para o estudo, como Santa Mônica na Califórnia (EUA). O lucro poderia ser reinvestido na melhoria da qualidade da arborização urbana da cidade e na qualidade de vida de sua população.

O projeto de pesquisa vem sendo desenvolvido na área urbanizada da cidade de Dois Vizinhos pelos acadêmicos do curso de engenharia florestal integrantes do Grupo de Pesquisa em Silvicultura e Ecologia Urbana: Charles Coelho, Bruna Pereira, Michel Kuhn, Welton Vieira, Keliani Carolino e Ruth Oliveira. Se você quer ir mais a fundo no projeto, pode acessar a página do grupo.

Equipe de pesquisa de Dois Vizinhos liderada pela professora Flávia Gizele König Brun

Vamos aO Câmpus Francisco Beltrão. É lá que, desde 2014, a professora Priscila da Conceição lidera um projeto de pesquisa “Desenvolvimento e Implementação de um Programa de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos do Câmpus Francisco Beltrão”. O projeto tem por objetivo colaborar com o meio ambiente adequando às leis vigentes a destinação dos resíduos sólidos gerados no campus.

Os pesquisadores, além de levantamentos bibliográficos, realizam diagnósticos da situação atual da gestão dos resíduos, a organização dos coletores em recicláveis e não recicláveis, levantamentos quanto o conhecimento da comunidade acadêmica sobre o tema, divulgação do trabalho e, por fim, práticas de sensibilização ambiental – que podem ser acompanhadas no Face do projeto.

No programa, já trabalharam os alunos Douglas da Roza, Karen Rodrigues de Conto e Juliana Biluca, que deram lugar aos estudantes Bruno Tuchlinowicz, Juan Restrepo, Maico Chiarelotto, Thiago Badotti e Willian Do Prado. Todos do curso de engenharia ambiental.

Organização das lixeiras em resíduos recicláveis e não recicláveis: uma das ações do grupo liderado pela professora Priscila Soraia da Conceição

Em Curitiba, a professora Juliana Weber desenvolve o projeto de pesquisa “Materiais Poliméricos e o Meio Ambiente: Reciclagem e Biodegradação”. Realizado no Laboratório de Materiais Poliméricos do Departamento Acadêmico e de Química e Biologia da Sede Ecoville. O estudo é dividido em dois planos de trabalho.

O primeiro tem o nome de “Caracterização de resíduos de poli(cloreto de vinila) visando reciclagem química” e trabalha com o famoso PVC, um dos termoplásticos mais produzidos no mundo. Barato e versátil, usado desde construções civis até em áreas médicas, o PVC traz um grande desafio no seu pós-uso. A alternativa a esse problema é a reciclagem – seja mecânica, química ou energética -, e é aí que pesquisa entra. Os estudos têm como objetivo caracterizar diferentes resíduos de PVC pós-consumo (lonas e perfis), visando uma potencial reciclagem química destes materiais. Além da Juliana, o projeto também conta com o trabalho da aluna do curso de bacharelado em química Evelyn Marculino.

O segundo plano de trabalho tem a ajuda da aluna do curso de tecnologia em processos ambientais Fernanda Ferreira e do ex-aluno do curso de bacharelado em química Alfredo Leithold Neto, e recebe o título de “Materiais utilizados para proteção de equipamentos sensíveis: a importância da biodegradação em solo simulado”. Os pesquisadores estudam o poliestireno expandido (EPS), também conhecido como Isopor® . Ou melhor: estudam uma alternativa a ele.

O EPS é hoje amplamente utilizado em embalagens de proteção para transporte de equipamentos sensíveis em razão de suas qualidades – propriedade isolante e de resistência à compressão, por exemplo. Mas, a exemplo do PVC, ele pode ser um problema se descartado incorretamente, além de ser um material que requer o uso de fontes não renováveis. Em busca de materiais semelhantes ao EPS, mas biodegradáveis, o trabalho do grupo avalia a biodegradação, em solo simulado, de poliuretanos industriais, desenvolvidos para proteção de equipamentos sensíveis e comercialmente denominados bioespumas®, comparando com o EPS.

E aí, gostou? A UTF abriga diversas outras pesquisas que se relacionam ao meio ambiente. Para conhecê-las, basta acessar a página de Pesquisa e Inovação da Universidade. Feliz Dia do Meio Ambiente! :)