Festival da Matemática realiza atividades nos Câmpus Curitiba e Cornélio Procópio

Os Câmpus da Tecnológica nas cidades de Curitiba e Cornélio Procópio realizam neste mês de agosto a primeira edição do Festival da Matemática, evento organizado em alusão ao Biênio da Matemática no Brasil, celebrado entre 2017 e 2018 com o objetivo de disseminar o campo do conhecimento.

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Em Curitiba, o Festival será oficialmente aberto no dia 18, às 14 horas, no Auditório Caio Amaral Gruber, no Centro de Eventos do Sistema FIEP. No dia 19 de agosto, na Sede Centro do Câmpus Curitiba, serão oferecidos cursos com duração de oito horas para professores e estudantes da área – confira aqui a programação completa. Também serão realizadas exposições, oficinas e divulgação de trabalhos e pesquisas sobre a matemática e o ensino de matemática. Clique aqui para fazer a inscrição.

Já no Câmpus Cornélio Procópio, a cerimônia de abertura será realizada no dia 29, às 19h, no Anfiteatro da Tecnológica. Também estão programadas, para o período de 21 a 31 de agosto, oficinas para alunos das redes pública e privada de ensino e exposição de trabalhos acadêmicos.

Sobre o Biênio

Biênio da Matemática no Brasil (2017-2018) foi criado como forma de potencializar dois eventos internacionais da área que serão realizados no Brasil: a Olimpíada Internacional da Matemática (IMO 2017) e o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018). A agenda positiva se destina a um público amplo, desde estudantes, professores, pesquisadores e renomados cientistas até o público em geral. O objetivo é envolver toda a sociedade em experiências enriquecedoras no mundo da Matemática.

Curso de aperfeiçoamento em matemática no Câmpus Pato Branco

Oportunidade para os estudantes do curso de matemática do Câmpus Pato Branco!

Estão abertas até 23 de janeiro as inscrições para o Curso de Aperfeiçoamento para Professores de Matemática do Ensino Médio, realizado no Câmpus Pato Branco em pareceria com o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). O curso é destinado a professores de matemática das séries do ensino médio e ensino fundamental e a estudantes dos últimos anos da graduação.

Ao todo, são ofertadas 20 vagas. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição, e enviar o documento para o e-mail papmem-pb@utfpr.edu.br. Os participantes serão selecionados por ordem de inscrição, dando preferência aos professores, até o preenchimento do número de vagas ofertadas.

O curso será realizado entre os dias 23 e 27 de janeiro, com videoaulas transmitidas diretamente pelo IMPA, pela manhã, e complementadas à tarde por meio de discussão de exercícios.

Os participantes com frequência igual ou superior a 80% receberão um certificado de 40 horas emitido pela UTFPR.

Projeto Matemágica

Quem não tem uma boa relação com números sabe que pode ser muito difícil desenvolver uma amizade com a matemática. Mas tudo pode ser mais suave, principalmente se os números fizerem sentido para algo divertido como a mágica, não é mesmo?

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Com essa sacada, a galera do curso de Matemática da UTF de Pato Branco deu início neste semestre letivo ao ‘Projeto Matemágica’. E a mágica não está só no nome, as atividades desenvolvidas consistem em truques para descobrir a data de nascimento de uma pessoa, o número em que a pessoa pensou, entre outros. E é aí que a matemática entra em cena, pois as atividades são embasadas em conteúdos para estimular o raciocínio matemático.

“Dividimos os alunos em grupos que competem, de maneira saudável, entre si. O grupo que acertar mais tarefas tem um prêmio especial no final das atividades. Os alunos não irão aprender matemática com essas atividades, mas servem de motivação para que os alunos estudem a matéria”, explica Carlos Martins, coordenador do curso de Licenciatura em Matemática.

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Segundo Martins, que também coordena o projeto, ‘Matemágica’ pretende atingir os seguintes objetivos: divulgar a importância da disciplina e sua utilidade para a comunidade escolar; apresentar um ambiente de ensino diferente da sala de aula; despertar o interesse dos estudantes; e divulgar os trabalhos de matemática desenvolvidos pelo Câmpus.

A proposta é atender todas as escolas estaduais da cidade até o final do ano, alcançando 700 alunos de toda a rede.

♪ ♫ Eu entendi a matemática, mática, mática, mática

 

Alunos de Guarapuava tutoriam escolas públicas para a OBMEP

Os alunos do Câmpus de Guarapuava iniciaram no último mês junho um projeto de tutoria nas escolas públicas com o objetivo de estimular a participação dos alunos e professores na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

A iniciativa surgiu por causa da demanda das escolas por grupos de estudos para as provas da OBMEP. Nas escolas do município, os alunos já se reuniam em contraturnos para estudar, discutir e aperfeiçoar conceitos matemáticos, mas a falta de monitoria impedia um maior aproveito dos conhecimentos dos estudantes. Foi aí que os professores Alex de Castilho e Marinaldo Gaspareto selecionaram alunos da UTF voluntários para atuar como monitores nesses grupos.

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Um desses monitores é o Carlos Maia, aluno do terceiro período de Engenharia Mecânica. “O objetivo do projeto é melhorar o desempenho dos alunos em matemática. Num país como o nosso, onde a educação é precária, poder ajudar é gratificante”, comenta o aluno, acrescentando que também gostaria de ter participado de projetos do tipo quando estava no colégio.

O projeto também permite o intercâmbio de conhecimentos entre os alunos de graduação e educação básica, além de (é claro!) motivar os estudantes do ensino médio a cursar a graduação em uma universidade pública federal.

Uma graduação com gosto de mestrado

Neste ano, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) chega a sua 11ª edição. E, durante esse tempo, a competição tem cumprido seu principal objetivo: estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área.

Um desses talentos é o Murilo Kava, acadêmico de Engenharia Elétrica da UTFPR (Câmpus Pato Branco). Tendo conquistado seis medalhas em provas da OBMEP, Murilo ganhou uma bolsa para participar do Programa de Iniciação Científica e Mestrado, em que é possível realizar estudos avançados em matemática simultaneamente com a graduação.

O Blog do Aluno conversou com o Murilo para saber um pouco mais da experiência de fazer graduação e mestrado, tudo ao mesmo tempo. Confere aí:

A matemática tem a fama de ser uma das disciplinas mais temidas da escola. Conte um pouco da sua relação com a disciplina. Você sempre gostou de estudá-la?

Murilo Kava, medalhista da OBMEP e aluno de engenharia elétrica

Na realidade, não gostava nem desgostava, eu apenas me destacava frente aos demais devido ao meu raciocínio lógico. A OBMEP, de certa forma, me apresentou desde cedo uma visão mais abrangente da matemática, fugindo da decoreba sem sentido que é o ensino da matemática na maioria das escolas públicas. Mesmo assim, nunca tive real interesse de atuar na área.

Como foi sua preparação para as provas da OBMEP, teve algum tipo de estudo específico?

Não. Sempre fiz as provas sem estudar. Se eu tivesse estudado provavelmente teria me saído ainda melhor, mas isso não é essencial, pois o objetivo da prova é justamente o de descobrir possíveis talentos em matemática, por isso as questões da prova não exigem muito conhecimento para resolver, mas exigem muito raciocínio lógico por parte do aluno.

E como está sendo a experiência no Programa de Iniciação Científica e Mestrado?

No começo do projeto, eu e meu orientador decidimos um tema para estudo em que eu tenho a responsabilidade de trabalhar nesse tema. É realizado um encontro presencial por semana com a finalidade de retirar dúvidas. O PICME é um programa descentralizado, em que as próprias universidades são autônomas para coordenar o programa, a OBMEP apenas seleciona os alunos. O meu, em particular é coordenado pelo Programa de Pós Graduação em Matemática da UFPR em Curitiba.

Você pretende seguir nessa área acadêmica ou seu perfil é mais profissional? Já deu pra se descobrir?

Eu entrei na UTFPR para estudar Engenharia porque essa é a área com a qual eu me identifico mais. Prefiro o conhecimento prático, aplicável, por isso Engenharia.

E como os estudos do PICME se complementam aos da graduação em Engenharia?

Na verdade, o tema que estou trabalhando já é mais voltado a aplicações, de forma a se aproximar mais aos objetivos da Engenharia. Acredito que [o PICME] tenha me ajudado pois a disciplina em que tirei as notas mais altas no semestre passado foi justamente aquela mais relaciona à área em que estou trabalhando, que é a de Cálculo.

Gostou do papo? A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e dos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Somente neste ano, mais 17 milhões de estudantes, de 47 mil escolas públicas, participam da competição.