Pesquisa sobre embalagens PET conquista prêmio de projetos inovadores

No finalzinho de março divulgamos aqui no Blog o 7º Prêmio de Projetos Inovadores com Aplicabilidade na Indústria, lembra? Então, na último dia 5 a decisão foi anunciada e um projeto da UTFPR alcançou o segundo lugar da competição. Os premiados foram o aluno do Câmpus Cornélio Procópio Edilson Matias Junior e o professor orientador Fernando de Medeiros Diório, que desenvolveram o projeto “Técnica Inovadora para Obtenção de Fibras a partir de Garrafas PET”.

Para saber um pouco da experiência do aluno e conhecer o projeto e seus benefícios, conversamos com o Edilson. Foi um papo bem legal, que a gente reproduz aqui embaixo. Dá uma olhanda. :)

Blog do AlunoPara começar, você pode explicar do que se trata a técnica criada?

Edilson – Em linhas gerais, o projeto se trata de uma reengenharia de um processo já existente no mercado e assim remover os pontos mais custosos no processo de produção das fibras. Dois pontos estudados no projeto são: a reciclagem do PET e uma metodologia nova na produção das fibras usando o PET.

Hoje, no mundo, o PET é um produto muito usado e também bastante reciclado, e em grande parte usado para embalagens. Entretanto, em nosso país, muitas pessoas usam as embalagens de PET para armazenar de combustíveis a venenos, o que compromete o reaproveitamento para consumo humano. Assim uma saída dada a esse PET é usá-lo na produção das fibras, que podem servir para revestimento interno de roupas, estofamentos, isolamentos acústicos e térmicos. Diminui o uso de resina virgem no processo original, que por sua vez reduz os custos do processo de produção.

Outro ponto é a redução de processos e adequação dos método para a utilização do PET na fabricação das fibras, pois hoje a produção dessas utilizam máquinas com manutenção elevada e custos com energia e trabalhadores capacitados.

Representantes dos três projetos vencedores do Prêmio (Foto: Reprodução/Senai-PR)

Representantes dos três projetos vencedores do Prêmio (Foto: Reprodução/Senai-PR)

Na prática, como a nova técnica poderá ajudar a sociedade?

Hoje, no Brasil, os catadores de ‘lixo’ recebem muito pouco pelo recolhimento do PET. O volume que é preciso recolher para se conseguir um valor razoável pela coleta é muito grande, o que deixa esse material desinteressante à coleta – mesmo assim o país recicla aproximadamente 60% do PET produzido, algo em torno de 561,97 mil toneladas. Ao se utilizar o PET reciclado para a produção dessa fibra, o produto final aumenta o valor agregado ao PET reciclado. Isso incentivará os catadores a coletarem mais PET do meio ambiente, o que melhora a poluição causada por esse material e ajuda os catadores a melhorarem sua vida com a renda provida dessa coleta, coisa que já acontece com o alumínio – que no Brasil é quase que 100% reciclado, devido ao seu preço no mercado.

Vocês têm planos para desenvolver mais estudos dentro desse campo? Aliás, há quanto tempo vocês se dedicam à pesquisa?

Sim. Outros estudos vieram a ser necessários, devido ao interesse da proposta por empresas. Elas [empresas] perguntam sobre consumo de energia, análise de investimento e recuperação, detritos que possam ser gerados e refino matemático geral da estrutura do projeto…

Pretendo seguir minha carreira na área de projetos e/ou biomecânica. Nessas áreas, o uso de materiais diferentes e que barateiem os produtos criados são de muita importância.

A pesquisa já dura uns três anos, não diretamente, pois com as provas e atividades da universidade dedicar-se 100% do seu tempo a ela é improvável.

Na sua opinião, qual é a importância para o pesquisador (seja aluno ou professor) em participar de eventos como o EletroMetalCon?

Os motivos são muitos e listá-los seria demorado demais, mas alguns e mais importantes podem ser destacados:

Financeiro: visto que muitas dessas premiações são em dinheiro, que pode ser investido no próprio projeto ou em capacitação dos pesquisadores.
Educação: o aprendizado de defesa de sua proposta e convencimento de um júri de votação e a própria pesquisa são um diferencial para a formação do universitário, uma vez que em meio empresarial esse tipo de prática é muito comum.
Social: nesse eventos, conhecemos muitas pessoas e fazemos amizades. Fora que estamos em um ambiente atípico ao nosso, o que nos molda para as adversidades que possam vir a acontecer quando saímos de nossa zona de conforto.
Experiência: Participar de uma premiação dessas, unida a tudo dito anteriormente, é uma experiência que eu recomendo a todos os universitários, pois em momentos como esse aprendemos a lidar com vitórias e derrotas, aprendemos a defender nossa ideia e lapidamos nosso poder de convencimento.

O Edilson está no 5º semestre de engenharia mecânica no Câmpus Cornélio Procópio. E se você gostou da conversa, do projeto, ou tem algo para acrescentar, entre no papo. Deixe sua mensagem. 😉

Parabéns pelo belo trabalho, Edilson e professor Fernando!

Grupo da UTF disponibiliza impressora 3D aos alunos

Há alguns anos as impressoras 3D têm figurado entres as principais tendências tecnológicas. As expectativas sobre suas possibilidades são grandes e ganham corpo com apresentações surpreendentes, como a do motor de avião a jato criado por cientistas australianos, no último mês, utilizando uma dessas impressoras. Estamos falando de um mundo onde as pessoas terão meios para produzir em casa seus próprios objetos, a partir de poucos cliques.

Esse mundo não está tão distante. Pelo menos se depender do Grupo de Impressão 3D da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). O GIP3D, como é conhecido, está tornando a impressão 3D acessível aos alunos da universidade. Criado por dois professores – David Kretschek (DAMEC) e Carlos Vargas (DADIN) – e três alunos da instituição – Antonio Verguetz (na época Mecatrônica e atual mestrando PPGEM), Ciro Copetti Rodriguez (na época Engenharia Mecânica e hoje mestrando PPGEM) e Pedro Pacheco (Engenharia de Controle e Automação) -, o projeto quer ser a ponte entre os estudantes e uma tecnologia que ainda não é dominada pela maioria.

Uma das impressoras construidas pelo próprio grupo

Embora a UTFPR já possuísse impressoras desse tipo desde 1998, seu uso era restrito a algumas pesquisas e às empresas externas que tinham condições de pagar pela utilização. Com o desejo de popularizar a tecnologia, Vargas, professor de Design, abriu as portas de seu laboratório – que contava com duas máquinas. Foi o início da abertura para alunos e professores de toda a universidade.

Kretschek, coordenador do projeto, conta que o grupo ainda tem uma atuação restrita, por falta de máquinas e pessoas e que esse é o próximo passo a ser dado. Hoje, há abertura para alunos e interessados em ajudar – são bem vindos alunos desde as áreas de engenharia até design, administração e comunicação.

A médio prazo, o grupo planeja criar um curso de extensão sobre impressão 3D. E ainda adiante, projetar máquinas mais ‘user friendly’, com o máximo de fabricação interna, para que os alunos possam construir e operar em casa as suas próprias impressoras.

Gostou? Quer ajudar ou utilizar as impressoras? Entre em contato com o pessoal pelo facebook ou vá conversar pessoalmente. O GIP3D funciona no Bloco G da UTFPR, Câmpus Curitiba – Sede Centro. Ah, o acesso ao bloco é feito pelo portão ao lado do Banco do Brasil.

Desafio inovação Suécia-Brasil 2015

Faz engenharia e está interessado em conhecer uma das melhores universidades de engenharia do mundo? Então, fique ligado no Desafio Inovação 2015 – Suécia Brasil! Fruto de uma iniciativa da empresa Student Competitions, em parceria com SAAB e Chalmers University of Technology, a competição é destinada aos profissionais de engenharia formados por qualquer universidade brasileira e também aos estudantes que completaram o terceiro ano de graduação.

Os interessados têm até o 14 de outubro para se inscrever na competição. O desafio é composto pelas seguintes fases:

Etapa 1: Teste de conhecimento – Inovações Suecas e Relações entre Suécia e Brasil
Teste de múltipla escolha que verifica conhecimento sobre inovação sueca e sobre a indústria e sistema de educação sueco.

Etapa 2: Teste de raciocínio lógico
Teste de múltipla escolha que verifica habilidades analíticas e raciocínio lógico.

Etapa 3: Teste sobre transporte sustentável
Teste de múltipla escolha que verifica conhecimento sobre assuntos ligados a transporte sustentável e desenvolvimento urbano.

Etapa 4: Redação – Transporte sustentável
Redação sobre um estudo de caso, onde o candidato tem a chance de aplicar e mostrar o seu conhecimento sobre a temática.

Etapa 5: Carta de motivação 
Texto curto onde o participante apresenta as suas razões e motivação para visitar a Suécia e porque deve ser o vencedor.

Mas atenção, os participantes poderão turbinar suas chances de vencer através de recomendações de amigos através do Facebook.

Etapa 6: Apresentar os registros acadêmicos
Os documentos devem ser cópias oficiais dos documentos em português.

Os dois vencedores do primeiro prêmio ganharão uma viagem à Suécia para conhecer a Chalmers University of Technology e a empresa SAAB no outono de 2015, e os ganhadores do segundo e terceiro lugar, um certificado de participação e um convite para a cerimônia de premiação.

O resultado do Desafio Inovação 2015 será divulgado no dia 23 de outubro de 2014 e os seis vencedores serão convidados para a cerimônia de premiação na Reunião Anual do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro, que será realizada no dia 13 de novembro em São Paulo.

Inscreva-se no Prêmio Jovem Cientista!

Já estamos nas últimas semanas do primeiro semestre de 2014. Que tal aproveitar as férias para desenvolver uma pesquisa e participar do Prêmio Jovem Cientista?

O concurso é uma inciativa do CNPq e tem como objetivo revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios da sociedade brasileira. As inscrições são divididas em três categorias: Mestres e Doutores, Estudantes do Ensino Superior e Estudantes do Ensino Médio.

O tema desta edição será Segurança Alimentar e Nutricional, e cada inscrito deverá seguir uma das linhas de pesquisa apontadas no regulamento. Se você quer participar, mas não está tão inspirado, pode conferir as webaulas que o CNPq disponibilizou sobre o tema do concurso.

A soma total da premiação é de R$ 120 mil e três Macbook’s Pro. E, além do prêmio em dinheiro, os três primeiros colocados de cada categoria receberão uma bolsa de mestrado, doutorado, pós-doutorado júnior, iniciação científica ou iniciação científica júnior, de acordo com o respectivo grau de formação.

Gostou? Você tem até 19 de dezembro para enviar o seu trabalho. Para mais informações, acesse o regulamento completo no site do prêmio.

Inovatec

Se você se interessa por temas como inovação, tecnologia e empreendedorismo, participe da Feira Inovatec, que acontece de 16 a 18 de outubro, em Curitiba.

Nessa terça-feira (16), a partir das 19h, acontece a abertura do evento e em seguida haverá palestras sobre Empreendedorismo e Capital Seed. Nos dias 17 e 18, haverá ciclo de painéis entre representantes de empresas e universidades envolvidas, seminários, minicursos, rodadas de negócios entre empresários e pesquisadores, e visitas técnicas. Durante os três dias haverá estandes de instituições expositoras. Com exceção da visita técnica, todas as atividades são gratuitas.
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Na Inovatec, a UTFPR terá um estande para expor alguns trabalhos de inovação desenvolvidos em diversos câmpus da Universidade, como Escritório Verde, SavEnergy – Eficiência Energética, Sustentábil Solar, Inovação para Sustentabilidade, GEMPE Soluções, e Moto Ar. Também será apresentado o estudo do comportamento dos ventos e melhorias técnicas em um gerador eólico, e o estudo sobre a espécie Artemisia annua. Haverá ainda a exposição do Curso de Tecnologia em Processos Ambientais, do Laboratório de Engenharia Biológica, do Laboratório de Prototipagem Eletrônica LADHA-LACIE, e do Grupo de Pesquisa Biogetech.

 

Para mais informações sobre o evento e inscrições, acesse a Página da Inovatec.