Seleção para o Programa Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial

Estão abertas, até 10 de novembro, as inscrições para a seleção da turma 2018 do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (Câmpus Curitiba). Ao todo, são oferecidas 70 vagas para as seguintes áreas de concentração: Engenharia Biomédica, Engenharia de Automação e Sistemas, Engenharia de Computação, Telecomunicações e Redes e Fotônica em Engenharia.

Para concorrer a uma das vagas, o interessado deve preencher o formulário on-line de inscrição, digitalizar e enviar a documentação comprovatória também pela página de inscrições. A classificação dos candidatos nessa primeira fase será feita com base na pontuação estabelecida pelo próprio edital normativo.

Logo na sequência, o candidato será submetido à Defesa de Proposta de Pesquisa (DPP). Nessa fase, uma banca constituída por até três professores irá avaliar as potencialidades do projeto, as pretensões e disponibilidades do candidato. As defesas serão agendas para o período de 4 a 8 de dezembro.

A divulgação dos candidatos selecionados ocorrerá até 15 de dezembro.

Doutorado

O ingresso de candidatos no curso de doutorado é realizado em regime contínuo; ou seja, não há data específica para inscrição. A matrícula é realizada após o cumprimento dos procedimentos para ingresso e sempre no início de uma das três fases, conforme calendário previsto no site do programa. Para o doutorado, são disponibilizadas até 60 vagas anuais.

Resumo

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial
Nível: mestrado acadêmico e doutorado;
Conceito Capes: 5;
Inscrições: até 10 de novembro.

Tecnologia e inclusão

 

A vida das pessoas com deficiência é repleta de desafios. Em muitos, a tecnologia pode ser uma importante aliada. É o caso, por exemplo, do relógio desenvolvido pelos alunos Felipe Gonsalez Honório e Jean Michel Wolf e apresentado como Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) de Engenharia Elétrica (Câmpus Curitiba).

Protótipo do modelo apresentado como TCC de Engenharia Elétrica (Imagem: Reprodução/Ascom-CT)

Protótipo do modelo apresentado como TCC de Engenharia Elétrica (Imagem: Reprodução/Ascom-CT)

Destinado especificamente a deficientes auditivos, o dispositivo (foto ao lado) funciona por meio da comunicação bluetooth com um smartphone e, através de vibrações e alertas visuais, auxilia o usuário em diversas tarefas do cotidiano como, por exemplo, atender a um telefonema, enviar/receber mensagens SMS, acordar no horário com o alarme do aparelho celular ou se programar através de uma agenda eletrônica.

Tudo é gerenciado por um aplicativo próprio, o Lepee, que permite configurar as atividades a serem acionadas no relógio. O produto conta ainda com uma bateria recarregável via micro USB.

Segundo os estudantes, existem outros modelos no mercado que buscam atender as mesmas necessidades, entretanto, o mais simples disponível não é encontrado por menos de R$ 500. A pretensão é que o custo total do produto não ultrapasse os R$ 250.

Um bom exemplo de como o conhecimento pode ser voltado para os que mais necessitam! 😉

Estudante constrói mão robótica com peças criadas em impressora 3D

William Cândido Ribeiro é daqueles estudantes persistentes até o fim. Graduando no curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Medianeira, ele construiu sua própria impressora 3D para conseguir realizar alguns de seus projetos. Um deles, o mais engenhoso, é uma mão robótica controlada por um sistema de eletroencefalograma (leitura de impulsos cerebrais). A mão faz parte do projeto aberto francês InMoov, um programa de colaboração e aperfeiçoamento de projetos, com mais 600 jovens construtores em todo o mundo.

Protótipo da mão já conectado ao braço mecânico

Protótipo da mão já conectado ao braço mecânico

E foi assim, pesquisando em plataformas abertas que encontrou a “sua mão”. “Tudo começou durante as férias de março de 2012. Queria montar um braço robótico, desses industriais. Após ver o dispositivo Emotiv Insight no site KickStarter, tive a certeza desse projeto. Poder controlar um braço ou uma mão robótica pelo cérebro, através do eletroencefalograma, deve ser muito legal!”, relembra.

O projeto funciona por comando de celular via Bluetooth (veja o vídeo abaixo), usando a placa desenvolvida pelo seu professor da UTFPR, Alberto Noboru. Os próximos passos do projeto serão adicionar, nos dedos, sensores de força em que será possível controlar a força que a mão faz ao segurar algum objeto e também implantar uma pulseira que capta os sinais dos músculos do braço. “É algo novo, diferente, interessante e que pode ajudar as pessoas a terem uma prótese robótica com um custo baixo”, avalia William.

Parte interna no braço e seus "músculos" mecânicos

Parte interna no braço e seus “músculos” mecânicos

Para aperfeiçoamento da sua mão robótica, ele contou com grande apoio da mãe para dar aspecto humano e inclusive inserir suas próprias digitais. “Minha mãe é Arte Terapeuta e desde sempre me deixou mexer um pouco com artes plásticas. Eu sabia que o látex e a borracha dariam uma cor e textura semelhante à pele humana, e o resultado me agradou bastante, pois seus detalhes foram excelentes”, relata.

Confira um vídeo demonstrativo dos movimentos da mão mecânica:

Foi com o grande incentivo dos pais e do professor, que William está conseguindo desenvolver seu projeto com tanto desempenho. Mas não quer parar por aqui. “Tenho também um projeto chamado ‘Lixo Eletrônico’, onde faremos gincanas e oficinas tanto na universidade, quanto nas escolas da região, para incentivar a reciclagem, o reaproveitamento de diversos materiais e a consciência ambiental. Quero despertar o interesse de crianças, jovens e colegas pela eletrônica, e fazê-los enxergá-la com outros olhos”, pontua.

Se você está a fim de construir sua própria mão também, William disponibiliza seu passo-a-passo no site Instructables. Mãos à obra? ;D

 

UTFPR e o Mercado de Trabalho – Engenharia Elétrica

Chegou o dia de mais um post da série UTFPR e o Mercado de Trabalho, que hoje fala sobre o perfil profissional e acadêmico do curso de Engenharia Elétrica. O engenheiro eletricista, como é chamado o profissional dessa área, trabalha com a geração, a transmissão, o transporte e também a distribuição da energia elétrica.

Na UTFPR, o graduando desse curso tem uma formação ampla, que envolve eletricidade aplicada, eletrotécnica, eletrônica e controle e automação, podendo atuar em qualquer um desses ramos. Com uma duração de 5 anos (10 semestres letivos) e com maior ênfase em aulas práticas e de laboratórios, o curso de Engenharia Elétrica é oferecido nos períodos manhã e tarde nos Câmpus Cornélio Procópio, Medianeira e Pato Branco, além de ser oferecido também nos turnos tarde e noite no Câmpus Curitiba.

Matérias como Gestão de Pessoas, Financeira e de Produção são mescladas com Sistemas de Controle e de Potência, Desenho Elétrico e Cálculo, tornando assim o engenheiro eletricista apto a projetar, executar e vistoriar trabalhos técnicos, bem como gerenciá-los. A Engenharia Elétrica é uma das áreas com um grande índice de empregabilidade imediata e o salário inicial desse profissional pode girar em torno de R$ 3 mil, para uma carga horária de 6 horas diárias.

Se interessou pelo curso de Engenharia Elétrica? Você pode conferir mais informações sobre esse e outros cursos no portal da UTFPR.

Cresce a demanda de engenheiros elétricos no Brasil

O crescimento da demanda de engenheiros elétricos em grandes obras foi destaque na matéria publicada pelo portal G1. Com eventos esportivos importantes acontecendo em nosso país, o aumento da demanda na área de Engenharia vem crescendo cada vez mais, incluindo a elétrica.

O engenheiro eletricista é o profissional responsável pela construção e manutenção de sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Eles atuam em indústrias e empresas que fabricam ou utilizam materiais elétricos.

Recém-formados recebem o piso salarial fixado pelo Conselho Regional de Agronomia e Engenharia (Crea). De acordo com a regional de São Paulo (consultada pela reportagem), o piso varia entre 7,25 e 8,5 salários mínimos (R$ 4.500 e R$ 5.300 –  valores estipulados pelo governo federal em 2012).

Leia a matéria na integra no Portal G1