Curso de aperfeiçoamento em matemática no Câmpus Pato Branco

Oportunidade para os estudantes do curso de matemática do Câmpus Pato Branco!

Estão abertas até 23 de janeiro as inscrições para o Curso de Aperfeiçoamento para Professores de Matemática do Ensino Médio, realizado no Câmpus Pato Branco em pareceria com o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). O curso é destinado a professores de matemática das séries do ensino médio e ensino fundamental e a estudantes dos últimos anos da graduação.

Ao todo, são ofertadas 20 vagas. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição, e enviar o documento para o e-mail papmem-pb@utfpr.edu.br. Os participantes serão selecionados por ordem de inscrição, dando preferência aos professores, até o preenchimento do número de vagas ofertadas.

O curso será realizado entre os dias 23 e 27 de janeiro, com videoaulas transmitidas diretamente pelo IMPA, pela manhã, e complementadas à tarde por meio de discussão de exercícios.

Os participantes com frequência igual ou superior a 80% receberão um certificado de 40 horas emitido pela UTFPR.

Alunos do Câmpus Medianeira participam do Projeto Rondon 2015

Conhecimento a serviço da comunidade. O Câmpus Medianeira da UTFPR participou entre os dias 10 e 26 de julho da Operação Bororos, do Projeto Rondon, em Porto Estrela (MT), às margens do Rio Paraguai.

Na cidade, com um pouco mais de 3.900 habitantes, foram realizadas oficinas em diversas comunidades rurais. Ao final da operação, a equipe de rondonistas da UTFPR capacitou 31% da população do município, maior índice em termos percentual de toda operação. Também foram realizadas diversas consultorias para administração municipal, com temáticas relacionados ao planejamento ambiental, plano diretor e ações voltadas para o desenvolvimento de trabalho e renda.

Para que a equipe estivesse preparada para enfrentar os desafios que o Rondon proporciona, os professores trabalharam com atividades prévias ainda no mês de abril. Inicialmente, foi ensinado aos alunos o Inventário de Habilidades Sociais (IHSA-DelPrette), ferramenta que serviu de base para a capacitação dos estudantes, primeiro com um curso de oratória e comunicação e depois o planejamento da realização de diversas oficinas experimentais.

E quem disse que apenas a população de Porto Estrela saiu ganhando nessa história? A comunidade de Medianeira também se beneficiou com oficinas preparatórias realizadas pelos rondonistas. Entre as atividades, a equipe realizou um curso sobre a instalação e uso da lousa digital, onde foi possível capacitar os professores da rede municipal de educação de Medianeira.

“A nossa participação superou as expectativas e com certeza o sucesso da operação em Porto Estrela foram méritos da dedicação, profissionalismo, capacidade técnica e da superação de todas as limitações por parte de nossos alunos”, comenta o professor Marlos Wander.

“A sensação que fica foi a de que estávamos preparados para tudo, que iríamos transformar as pessoas do município atendido, e acreditamos que alcançamos esse objetivo.  A camiseta amarela do Projeto Rondon pode sair do nosso corpo, mas o Rondon nunca mais sairá da nossa pele”, finaliza o professor.

Fizeram parte da equipe dois professores, Carlos Aparecido Fernandes e Marlos Wander Grigoleto, e oito alunos: Aline Cavalli, Edward Seabra Junior, Flavia Kimi Miyamoto, Flavio Piekarzewicz da Silva, Ítala Maria Gouveia Marx, Maria Luiza Piaia, Mateus Mestriner Pituco e Zayra Aparecida Frassetto, Gabriel Taccolini Papp e Leonardo Elias Franco de Lima.

Sobre o projeto

O Projeto Rondon tem como objetivo fazer com que os estudantes participem dos processos de desenvolvimento local sustentável e de fortalecimento da cidadania, ou seja, o acadêmico repassa o conhecimento adquirido na universidade para a comunidade local. A coordenação geral da iniciativa é do Ministério da Defesa.

Onde você estuda?

Não é segredo que os universitários são especialistas em estudar em locais inusitados, principalmente quando está chegando aquela prova de Cálculo. Mas o rendimento varia muito de acordo com o seu perfil.

Leonardo e Lívia estudam nos ´queijos´, já que lá podem interagir livremente

Leonardo Guimarães e Lívia Maryah, alunos do curso Técnico em Eletrônica da UTF, possuem perfis muito diferentes de estudo. Em casa, Lívia prefere estudar na cama e deixa alguma música de background. Já Leonardo estuda na escrivaninha, em silêncio absoluto.

Apesar das diferenças, quando estão na universidade, os dois estudam juntos ao ar livre nos ´queijos´ do Câmpus Curitiba. “Aqui nós podemos estudar conversando sem atrapalhar os que buscam o silêncio da biblioteca”, comenta Lívia.

Amanda Amorim, aluna de Tecnologia em Comunicação Institucional,  estudando no Câmpus

Essa diferença de perfil é explicada por Mauricio Peixoto, líder do Grupo de Aprendizagem e Cognição da UFRJ “Enquanto o silêncio pode ser essencial para uns, para outros ele pode provocar inquietação. Há alunos que rendem mais estudando no modo tradicional, sentados, enquanto outros se concentram melhor até mesmo caminhando”.

Além dos ´queijos´, a arquibancada das quadras e o R.U podem ser alternativas para quem não consegue estudar em silêncio. Fora da universidade, cafeterias e parques podem ser uma boa escolha, já que você pode conhecer melhor a sua cidade e experimentar novas maneira de estudar.

E aí? Está disposto a descobrir o melhor ambiente para seu aprendizado? Então, aproveita o início do 2º semestre e conta pra gente. E, caso você queira mais uma força nos estudos, confira de novo os post sobre dicas sobre anotações e os perfis de aprendizado. 😉

Deixando de lado o tradicional

Já imaginou uma escola onde não há turmas separadas e carteiras individuais e enfileiradas? Onde competências serão estimuladas, a atenção será mais individualizada e projetos interdisciplinares serão desenvolvidos?

Baseado nessas ideias e em uma nova dimensão de escola, foi criado o Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais (GENTE), no Rio de Janeiro. Esse projeto, que está sendo desenvolvido a partir desse ano, na Escola Municipal André Urani, na Rocinha, pretende proporcionar ao aluno um espaço de autonomia e construção colaborativa do conhecimento.

Os 180 alunos integrantes já estudavam na instituição, e, após a reformulação da metodologia, a escola propôs deixar de lado o tradicionalismo, inserindo grandes salões, tablets, “famílias”, times e mentores. Portanto, não há mais salas, dividas por turmas, mas equipes de seis membros – as famílias, que podem ser formadas por alunos das diferentes turmas que havia antes. Esses grupos são formados por afinidade pelos próprios membros, e, no início de cada ano letivo, é feito diagnósticos de habilidades do que o aluno já sabe, tanto de conteúdos tradicionais como de comunicação, senso crítico e autoria. Assim, é realizado um itinerário de aprendizado pessoal, com pontos que o aluno precisa aprender ou desenvolver, de acordo com o modo que melhor lhe convêm, seja por leitura, videoaula, atividades em grupo ou individuais.

Todas as semanas são realizadas avaliações na Máquina de Testes, um programa que propõe questões de diferentes escalas de dificuldade, para verificar se o aluno está evoluindo e onde está tendo maiores dificuldades, para assim receber uma atenção mais individualizada pelo mentor da família. Cada mentor é responsável por uma média de 20 alunos – ou três famílias – e deve ter uma preocupação além dos conhecimentos tradicionais, incentivando a higiene, dando suporte socioemocional, motivando. Seu papel, portanto, é diferente, e deve se adaptar as dificuldades de seus alunos, independentemente que forem em questões diferentes de sua formação: ele deve aprender também, o que quebra o tradicional “transmitir conhecimentos”. Para isso, esses profissionais receberam orientação e treinamento e utilizam recursos disponíveis, como, por exemplo, as videoaulas na ferramenta Educopédia.

Essa escola funciona em período integral e objetiva acolher os alunos, permitindo ainda que eles possam decidir como e em que ordem estudarão. Ou seja, o aluno está no centro da aprendizagem. Isso não quer dizer que ele pode fazer o que quiser, ou não fazer, ele é acompanhado, incentivado a desenvolver suas capacidades, recebendo apoio também dos colegas da “família”. O que é entendido é que quando o aluno tem a possibilidade de escolher e regrar como serão seus estudos (até mesmo se utilizará mais o ambiente virtual ou presencial), ele tende a se envolver mais com ele.

Assim, contando sempre com o suporte da tecnologia, equipamentos (tablets ou netbooks) e acesso a internet, a escola pretende manter-se dinâmica e acessível aos alunos, desenvolvendo suas habilidades.

O projeto tem apoio da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro com a UNESCO, dos Institutos Ayrton Senna, Concecta e Natura, da MSTech, da Tamboro, da Fundação Telefônica/Vivo e Intel.

O que você acha dessa metodologia? Já existem mais instituições que estão adotando esse viés menos tradicional, inclusive aqui no Paraná.

E para o pessoal das licenciaturas: vocês dariam aulas nesse ambiente?

Confira o vídeo institucional do Projeto:

Como são dispostas as respostas de um gabarito de vestibular?

Em teoria, imaginamos que a resposta para essa pergunta seja: de forma aleatória. Mas, não foi o que aconteceu em São Paulo. Se você percebesse certa sequência de respostas no gabarito, o que você faria? Responderia de acordo com a lógica ou de acordo com suas respostas?

No mês passado, uma aluna da Escola Técnica Estadual de São Paulo (9ª no ranking do Enem de 2012), Melyna Souza, de 17 anos, fez a prova da primeira fase do vestibular, pelo qual concorre a uma vaga no curso de Design na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Melyna acertou todas as 90 questões da prova.

Para que isso acontecesse, podemos dizer que ela contou com ajuda da Vunesp, a fundação que organiza a seleção dos novos alunos da Unesp.

O que se esperava é que a prova tivesse a mesma proporção de cada uma das alternativas (A, B, C, D e E), para que, caso alguém chutasse a mesma letra em toda a prova, só conseguiria perfazer 20% de acertos. Só que se esperava também que as alternativas certas estivessem embaralhadas, não em determinada ordem.

Em cada grupo de cinco questões, as alternativas A, B, C, D e E estão entre as respostas, sem repetição. Nas quatro versões da prova, se um grupo se iniciasse com a alternativa C, as quatro questões seguintes teriam como respostas corretas, respectivamente, as alternativas E, B, A, D.

Melyna disse que primeiramente resolveu as questões de Português e Inglês e, ao preencher a folha rascunho do gabarito, percebeu que havia uma sequência em cada bloco de cinco questões.

Depois, fez as questões de História e Geografia e as respostas bateram novamente. Nas últimas questões, de exatas, Melyna disse que fez somente uma de cada bloco e completou as demais com a mesma sequência.

Para Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP e especialista em avaliação educacional, a resolução de uma questão específica deve depender unicamente do conhecimento e comentou que a Vunesp não seguiu um padrão.      Em nota oficial, a Vunesp disse que as “provas e gabaritos foram montados pelo computador na hora de impressão”.

Melyna, obviamente, passou na primeira fase. A segunda será realizada nos dias 16 e 17 de dezembro.

Mas e você? O que faria? Como você acha que os gabaritos são organizados?