Ação para reduzir o consumo de descartáveis no RU do Câmpus Curitiba

Já parou pra pensar na quantidade de descartáveis que consumimos?

Pois é, só no Restaurante Universitário (RU) do Câmpus Curitiba são 2 mil e 500 unidades de copos descartáveis que, logo após o almoço, seguem direto para o lixo. Achou muito? Agora imagina isso ao longo de todo um ano letivo!

E para conscientizar geral sobre o tema, um grupo de alunas do curso de Design iniciaram neste semestre a campanha ‘Meu Caneco’.  Agora, todas as quartas-feiras o próprio RU do Câmpus Curitiba deixa de fornecer copos descartáveis para o open suco, estimulando assim, os alunos a trazerem seus copos e canecas.

IMG-20160817-WA0011

Ação propõe a substituição de copos descartáveis por canecas (Foto: Divulgação)

“O objetivo era criar uma campanha gráfica a ser utilizada no Câmpus alertando alunos e servidores sobre alguns problemas que temos em relação a geração de resíduos, energia, consumo, desperdício de recursos e entre outros. Optamos por trabalhar a geração de resíduos no RU e percebemos que os copos descartáveis são a questão mais problemática e resolvemos focar nisso”, conta Bianca Giordani.

Também fazem parte do projeto as alunas Amanda Monteiro, Carolina Baronio e Fernanda Machoseki, além do próprio RU, o Núcleo de Educação e Direitos Humanos (Nuedh) e o Projeto Jogada Certa.

Então, que tal adotar permanentemente esse hábito? Não custa nada e, com todos juntos, pode ser uma grande ajuda para o meio ambiente!

Curso de Design projeta espaço para lazer e convivência de pedestres

Ocupar os espaços públicos com gente!

Alunos e professores do Departamento Acadêmico de Desenho Industrial da UTFPR projetaram e construíram uma estrutura para lazer e convívio de pedestres em pleno centro de Curitiba, a Vaga Viva.

Foto: Luiz Costa/SMCS

O nome não é à toa. A estrutura foi instalada em um espaço do EstaR, sistema de estacionamento público da cidade, e ocupa uma área até então utilizada por carros e caminhões.

“Mais que a estrutura física, a Vaga Viva é importante pelo conceito que representa. É um espaço que aumenta o senso de pertencimento e de compartilhamento do ambiente urbano. Que este seja um exemplo inspirador e que incentive novas parcerias como a estabelecida com a UTFPR”, disse o prefeito Gustavo Fruet durante a inauguração do espaço.

Foto: Luiz Costa/SMCS

Foto: Luiz Costa/SMCS

A professora do Departamento Acadêmico de Desenho Industrial da UTFPR Jusmeri Medeiros, coordenadora do projeto de criação da vaga viva, diz que a iniciativa pretende incentivar entre os alunos a ocupação do espaço urbano com mais espaços de contemplação e lazer. “O conceito que adotamos no desenho dos bancos foi o de escadarias, áreas que geralmente convidam as pessoas a sentar-se para um descanso”.

A Vaga Viva fica na Rua Riachuelo, no Paço da Liberdade, um dos pontos mais movimentados da capital paranaense.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Curitiba

Mostra de Ilustração dos alunos de Design em Curitiba

A Sala de Exposições do Câmpus Curitiba recebe até esta quinta-feira, dia 26, uma mostra de ilustrações dos alunos do Bacharelado em Design e de Tecnologia em Design Gráfico da UTF.

“Montamos a exposição com as ilustrações suspensas, para que no conjunto se pareça com uma grande instalação, onde o visitante pode passear entre os desenhos, traçando a sua rota e contemplando os trabalhos livremente”, comenta a professora Graciela Campos.

Esta é a terceira edição da Mostra. A apresentação já no início do semestre, completa a professora, é bem intencional: inspirar, informar e animar os calouros de Design e das disciplinas de ilustração.

Bonita recepção, né? 😉

 

Trabalho da UTFPR é exposto em mostra internacional de design

No último domingo, dia 28, chegou ao fim a edição 2015 do maior evento de cenografia do mundo, a Quadrienal de Praga: Espaço e Design Cênico. E entre os trabalhos expostos, criados por profissionais do mundo inteiro, estava o livro Sinal Fechado, projeto desenvolvido por alunos da UTF Câmpus Curitiba. :)

Equipe (esq. p/ dir): Paulo Abreu, Maiara Donadoni, Jonatas Nascimento, Maíra Fernandes e Luiz Castro

Para conhecer o projeto e saber como ele alcançou a República Checa, conversamos com os alunos de design Jonatas Carvalho e Maíra Fernandes Costa, que fazem parte do grupo criador do projeto. Confira:

Blog – Como surgiu e como vocês definem o Sinal Vermelho?

Maíra – Bom, fomos convidados pelo Professor Ismael Schefller para o II Programa de Extensão e Cenografia que consistia em um projeto de cenografia para a Mostra de Escolas Brasileiras na Quadrienal de Praga. O tema abordado dessa edição foi política, interação das pessoas e da cidade podendo resultar em cenografias ou instalações.

Jonatas – O Sinal Fechado é um projeto de cenografia em que se tentou retratar os mecanismos do convívio num espaço compartilhado. É uma forma de mostrar que a relação entre as pessoas ocorre de formas diferentes num determinado espaço, oscilando entre sua individualidade e o coletivo.

Blog – Como foi o desenvolvimento do projeto?

Jonatas – Foi uma boa experiência, tanto no sentido de desenvolver um novo projeto fora do habitual como no de viver aquilo que estava sendo estudado. O tema proposto pela Quadrienal foi espaço compartilhado. Foi um projeto coletivo, assim, o próprio desenvolvimento do trabalho demonstrou o que queríamos retratar. Houve um grande compartilhamento de ideias desde o início, criando esse jogo entre a visão de cada um dos integrantes e o que todos viam no projeto coletivo.

Começamos com exercícios propostos por nosso professor Ismael, que acompanhou o projeto, no intuito de aprender e identificar melhor o espaço e suas relações, algo que descobri não conhecer tão bem como acreditava. E só a partir daí começamos a analisar de forma mais profunda nossas ideias.

Resolvemos partir da letra da música “Sinal Fechado”, de Paulinho da Viola, que trata do tema abordado de forma brilhante. Tentamos expandir o sentido da letra, não criar uma cenografia para a música, mas sim tentar mostrar o sentimento mais interno retratado nela, aquilo que é nativo a todas as pessoas. Decidimos que o espaço criado colocaria em prática seu conceito, um labirinto de relações, sem plateia, os próprios observadores deixariam sua posição passiva e criariam vínculos com outras pessoas a partir de nossa estrutura, intensificando a briga entre espaço individual e público nas interações que ocorrem lá dentro.

Quando definimos a forma e o que o projeto iria comunicar, passamos ao que considero a parte mais difícil do percurso, que foi traduzir este conceito ao suporte que a Quadrienal de Praga delimitou, que seria um livro. Por fim, conseguimos criar um livro que personifica esse labirinto social, criando múltiplos caminhos e relações com quem o manuseia. Posso dizer que o livro apresentado na Quadrienal traduz com precisão o conceito que queríamos passar.

Blog – Para vocês, qual o significado de ter um trabalho exposto da Quadrienal de Praga?

Maíra – O projeto já valeu a pena por todo o processo, mas ver o resultado dele exposto, sendo selecionado na mostra de Brasília e estando hoje exposto junto a outros projetos representando as escolas brasileiras que estudam cenografia é ótimo! A Universidade deve cada vez mais incentivar seus alunos nesses projetos, oferecer apoio e até para projetos futuros incentivar financeiramente a ida desses alunos para representar pessoalmente seus projetos.

Jonatas – Pessoalmente, esta seleção me mostrou que estamos no caminho certo, produzindo algo com conteúdo, que merece ser visto e faz diferença. Por alguns momentos a ideia de ter um trabalho exposto fora do Brasil me assustou, tudo parece grande e fora de alcance, mas a seleção confirmou que não é bem assim. A exposição é grande, mas o que desenvolvemos também é. Encontro importância também no cenário brasileiro, como um dos representantes nacionais na mostra, reforçando que queremos nosso lugar no quadro internacional.

Além de Jonatas, Maíra e do professor orientador Ismael Schefller, são também criadores do projeto os alunos de design Maiara Donadoni e Paulo Abreu, e Luiz Ricardo Castro, de arquitetura. Você pode conhecer mais o trabalho do grupo acessando a página o livro.

Parabéns, pessoal!

Egresso do curso de Design do Câmpus Curitiba expõe projeto em Milão

Qual imagem vem à sua cabeça quando você pensa no Brasil? 😉

Foi a partir dessa pergunta que Gabriel Tanner Passeti desenvolveu um projeto intitulado “Arroz e Feijão”, terceiro lugar do concurso de design universitário da Tok&Stok em 2012. A grande surpresa é que a poltrona foi parar em uma das exposições da maior feira de design do mundo, no Salone del Mobile em Milão!

Aconteceu assim: Gabriel, atualmente já formado em Design pela UTFPR, havia projetado uma poltrona para participar de um concurso universitário promovido pela Tok&Stok em 2012, cujo tema era Brasil. “Iniciei o processo criativo, e o conceito de trabalhar com o feijão e arroz foi um dos mais interessantes que surgiram nas sessões de brainstorming. É um elemento presente na cultura brasileira e que também carrega a analogia de ser uma mistura muito rica, assim como o povo brasileiro”, conta.

Assim nasceu o projeto de uma poltrona para dois lugares, cheia de almofadas que remetem a um grande prato de feijão com arroz e que tem como propósito convidar o usuário a esparramar-se e relaxar. O diferencial do projeto também está no processo produtivo do móvel, pois os arcos de madeira que formam a estrutura da poltrona podem ser todos cortados de uma mesma chapa por se encaixarem um dentro do outro, o que reduz significativamente o descarte de matéria-prima. “O material utilizado em toda a base da poltrona é um compensado com 20mm de espessura. Não são necessários elementos de fixação como pregos e parafusos. Ela é montada apenas com o encaixe entre as partes, o que facilita também o transporte e a estocagem”, explica Gabriel.

O sucesso do primeiro protótipo da poltrona, que lhe rendeu o terceiro lugar no concurso da Tok&Stok, não acabou por ali. “Resolvi inscrever a poltrona na mostra Jovens Designers promovida pela Origem Produções, que leva projetos de jovens designers para expôr em algumas cidades do Brasil, e os melhores projetos são selecionados para ir ao SaloneSatellite”, relata. Após receber a notícia de que havia sido selecionado, Gabriel aprimorou ainda mais a poltrona, levando para Milão um segundo protótipo mais aperfeiçoado.

“Participar da mostra Jovens Designers fez com que a poltrona aparecesse em mídias impressas como a revista Casa e Jardim e o jornal Estadão de São Paulo. E apresentar no Salone em Milão trouxe ainda mais visibilidade para o projeto. Por outro lado, vendo a feira como designer, foi uma experiência incrível ver o que o mundo estava apresentando em termos de inovação em mobiliário e iluminação. A cidade respira design durante esta semana”, conta o egresso.

Após a experiência, Gabriel planeja ainda mais capítulos na trajetória da poltrona Arroz e Feijão. “Pretendo finalizar seu desenvolvimento e, se possível, viabilizar a fabricação e também a venda. Estou somando pontos positivos para meu currículo, mas também pretendo buscar novos desafios e novas conquistas”, comenta. Ele também incentiva os jovens designers da graduação a procurar fazer projetos e submetê-los a premiações. “Não tem nada a perder, apenas a ganhar. Ninguém vai encontrar o seu projeto se você não quiser mostrá-lo. As inscrições muitas vezes são gratuitas e basta enviar algumas imagens e um texto explicando o conceito. Minha recomendação é que mostrem suas ideias ao mundo, não as guarde apenas para vocês”, finaliza. 😀