Da UTFPR para Hollywood: egressa participa da produção do longa Thor Ragnarok

O mais recente lançamento da Marvel em colaboração com a Disney, Thor: Ragnarok, desde que estreou no começo de novembro é um sucesso nas bilheterias de todo mundo. O filme foi um dos lançamentos mais esperados do ano e, dentre os diversos atrativos, a direção de arte ganha destaque. E é aqui que o Blog do Aluno apresenta com muito orgulho a egressa do curso de Design de Móveis da UTFPR, Daniela Medeiros.

Daniela

Daniela Medeiros, designer graduada pela UTFPR (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Daniela participou da produção do longa como Set Designer, profissional responsável pela criação e detalhamento de cenários antes das filmagens. Segundo a designer, que também possui graduação em arquiteta pela PUC-PR, tudo começou ainda no Brasil, quando começou a se aproximar da produção para audiovisual como Diretora de Arte. Buscando um maior aprofundamento na área, viajou para Los Angeles onde cursou mestrado no renomado American Film Institute (AFI) e logo começou a trabalhar como Production Designer e Set Designer.

Confira o bate-papo do Blog do Aluno com Daniela 😀

Como foi trabalhar no filme Thor Ragnarok? Qual foi seu maior desafio? 

Foi sensacional. A equipe é extremamente talentosa e trabalhar na Austrália foi uma experiência incrível. Dan Hennah [diretor de arte de Senhor dos Anéis e o Hobbit], acompanhado do diretor de fotografia e o diretor propuseram um visual diferente e inovador, o que foi muito divertido fazer parte. Nenhum set foi simples ou “normal”. Criatividade rolando solta.

Cena do filme Thor: Ragnarok (Imagem: Divulgação)

Cena do filme Thor: Ragnarok (Imagem: Reprodução/TheConcordian-MarvelStudios)

De que maneira você acredita que a formação como design de móveis te influenciou para ter a profissão que tem hoje?

Acredito que de forma geral minha formação artística me alinhou neste caminho. Design de Móveis e Arquitetura me ensinaram escalas de criação diferentes e ambas são utilizadas diariamente no meu trabalho. Compreender história do design e das artes é sempre uma vantagem e aprendi muito com as professoras que tive na UTFPR. Além disso, estudei em Lisboa durante um ano através do programa de intercâmbio cultural e foi minha primeira experiência estudando fora do Brasil. Aprender a compreender diferenças culturais e analisar distintas formas de ver arte e design, permitindo assim a absorção ao máximo dos conhecimentos foram essenciais para os desafios que estavam por vir.

Qual a melhor experiência que a UTFPR te proporcionou e que você leva até hoje?

Acredito que a UTFPR, dentre outras coisas, me apresentou artistas e conhecimentos que foram essenciais para chegar onde cheguei. Desde compreender metodologia do design até no projeto de móveis em si. Todo conhecimento agrega e é um sentimento muito bom quando lembro algo que foi dito em uma das salas de aula da UTFPR. Também fiz amizades muito fortes na UTFPR que mantenho até hoje.

Daniela ainda contou ao Blog que seus próximos trabalhos também são de tirar o fôlego. Na lista estão Homem-Formiga e Godzilla, este último trabalhando com o renomado diretor de arte Scott Chambliss.

Sucesso, Dani! A Tecnológica se orgulha de ver alunos e ex-alunos ganharem o mundo mostrando tanto talento e competência 😉

Ah, dá um confere só no trailer do filme. Se você ainda não viu, corre lá no cinema porque vale a pena.

 

Ação para reduzir o consumo de descartáveis no RU do Câmpus Curitiba

Já parou pra pensar na quantidade de descartáveis que consumimos?

Pois é, só no Restaurante Universitário (RU) do Câmpus Curitiba são 2 mil e 500 unidades de copos descartáveis que, logo após o almoço, seguem direto para o lixo. Achou muito? Agora imagina isso ao longo de todo um ano letivo!

E para conscientizar geral sobre o tema, um grupo de alunas do curso de Design iniciaram neste semestre a campanha ‘Meu Caneco’.  Agora, todas as quartas-feiras o próprio RU do Câmpus Curitiba deixa de fornecer copos descartáveis para o open suco, estimulando assim, os alunos a trazerem seus copos e canecas.

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Ação propõe a substituição de copos descartáveis por canecas (Foto: Divulgação)

“O objetivo era criar uma campanha gráfica a ser utilizada no Câmpus alertando alunos e servidores sobre alguns problemas que temos em relação a geração de resíduos, energia, consumo, desperdício de recursos e entre outros. Optamos por trabalhar a geração de resíduos no RU e percebemos que os copos descartáveis são a questão mais problemática e resolvemos focar nisso”, conta Bianca Giordani.

Também fazem parte do projeto as alunas Amanda Monteiro, Carolina Baronio e Fernanda Machoseki, além do próprio RU, o Núcleo de Educação e Direitos Humanos (Nuedh) e o Projeto Jogada Certa.

Então, que tal adotar permanentemente esse hábito? Não custa nada e, com todos juntos, pode ser uma grande ajuda para o meio ambiente!

Curso de Design projeta espaço para lazer e convivência de pedestres

Ocupar os espaços públicos com gente!

Alunos e professores do Departamento Acadêmico de Desenho Industrial da UTFPR projetaram e construíram uma estrutura para lazer e convívio de pedestres em pleno centro de Curitiba, a Vaga Viva.

Foto: Luiz Costa/SMCS

O nome não é à toa. A estrutura foi instalada em um espaço do EstaR, sistema de estacionamento público da cidade, e ocupa uma área até então utilizada por carros e caminhões.

“Mais que a estrutura física, a Vaga Viva é importante pelo conceito que representa. É um espaço que aumenta o senso de pertencimento e de compartilhamento do ambiente urbano. Que este seja um exemplo inspirador e que incentive novas parcerias como a estabelecida com a UTFPR”, disse o prefeito Gustavo Fruet durante a inauguração do espaço.

Foto: Luiz Costa/SMCS

Foto: Luiz Costa/SMCS

A professora do Departamento Acadêmico de Desenho Industrial da UTFPR Jusmeri Medeiros, coordenadora do projeto de criação da vaga viva, diz que a iniciativa pretende incentivar entre os alunos a ocupação do espaço urbano com mais espaços de contemplação e lazer. “O conceito que adotamos no desenho dos bancos foi o de escadarias, áreas que geralmente convidam as pessoas a sentar-se para um descanso”.

A Vaga Viva fica na Rua Riachuelo, no Paço da Liberdade, um dos pontos mais movimentados da capital paranaense.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Curitiba

Mostra de Ilustração dos alunos de Design em Curitiba

A Sala de Exposições do Câmpus Curitiba recebe até esta quinta-feira, dia 26, uma mostra de ilustrações dos alunos do Bacharelado em Design e de Tecnologia em Design Gráfico da UTF.

“Montamos a exposição com as ilustrações suspensas, para que no conjunto se pareça com uma grande instalação, onde o visitante pode passear entre os desenhos, traçando a sua rota e contemplando os trabalhos livremente”, comenta a professora Graciela Campos.

Esta é a terceira edição da Mostra. A apresentação já no início do semestre, completa a professora, é bem intencional: inspirar, informar e animar os calouros de Design e das disciplinas de ilustração.

Bonita recepção, né? 😉

 

Trabalho da UTFPR é exposto em mostra internacional de design

No último domingo, dia 28, chegou ao fim a edição 2015 do maior evento de cenografia do mundo, a Quadrienal de Praga: Espaço e Design Cênico. E entre os trabalhos expostos, criados por profissionais do mundo inteiro, estava o livro Sinal Fechado, projeto desenvolvido por alunos da UTF Câmpus Curitiba. :)

Equipe (esq. p/ dir): Paulo Abreu, Maiara Donadoni, Jonatas Nascimento, Maíra Fernandes e Luiz Castro

Para conhecer o projeto e saber como ele alcançou a República Checa, conversamos com os alunos de design Jonatas Carvalho e Maíra Fernandes Costa, que fazem parte do grupo criador do projeto. Confira:

Blog – Como surgiu e como vocês definem o Sinal Vermelho?

Maíra – Bom, fomos convidados pelo Professor Ismael Schefller para o II Programa de Extensão e Cenografia que consistia em um projeto de cenografia para a Mostra de Escolas Brasileiras na Quadrienal de Praga. O tema abordado dessa edição foi política, interação das pessoas e da cidade podendo resultar em cenografias ou instalações.

Jonatas – O Sinal Fechado é um projeto de cenografia em que se tentou retratar os mecanismos do convívio num espaço compartilhado. É uma forma de mostrar que a relação entre as pessoas ocorre de formas diferentes num determinado espaço, oscilando entre sua individualidade e o coletivo.

Blog – Como foi o desenvolvimento do projeto?

Jonatas – Foi uma boa experiência, tanto no sentido de desenvolver um novo projeto fora do habitual como no de viver aquilo que estava sendo estudado. O tema proposto pela Quadrienal foi espaço compartilhado. Foi um projeto coletivo, assim, o próprio desenvolvimento do trabalho demonstrou o que queríamos retratar. Houve um grande compartilhamento de ideias desde o início, criando esse jogo entre a visão de cada um dos integrantes e o que todos viam no projeto coletivo.

Começamos com exercícios propostos por nosso professor Ismael, que acompanhou o projeto, no intuito de aprender e identificar melhor o espaço e suas relações, algo que descobri não conhecer tão bem como acreditava. E só a partir daí começamos a analisar de forma mais profunda nossas ideias.

Resolvemos partir da letra da música “Sinal Fechado”, de Paulinho da Viola, que trata do tema abordado de forma brilhante. Tentamos expandir o sentido da letra, não criar uma cenografia para a música, mas sim tentar mostrar o sentimento mais interno retratado nela, aquilo que é nativo a todas as pessoas. Decidimos que o espaço criado colocaria em prática seu conceito, um labirinto de relações, sem plateia, os próprios observadores deixariam sua posição passiva e criariam vínculos com outras pessoas a partir de nossa estrutura, intensificando a briga entre espaço individual e público nas interações que ocorrem lá dentro.

Quando definimos a forma e o que o projeto iria comunicar, passamos ao que considero a parte mais difícil do percurso, que foi traduzir este conceito ao suporte que a Quadrienal de Praga delimitou, que seria um livro. Por fim, conseguimos criar um livro que personifica esse labirinto social, criando múltiplos caminhos e relações com quem o manuseia. Posso dizer que o livro apresentado na Quadrienal traduz com precisão o conceito que queríamos passar.

Blog – Para vocês, qual o significado de ter um trabalho exposto da Quadrienal de Praga?

Maíra – O projeto já valeu a pena por todo o processo, mas ver o resultado dele exposto, sendo selecionado na mostra de Brasília e estando hoje exposto junto a outros projetos representando as escolas brasileiras que estudam cenografia é ótimo! A Universidade deve cada vez mais incentivar seus alunos nesses projetos, oferecer apoio e até para projetos futuros incentivar financeiramente a ida desses alunos para representar pessoalmente seus projetos.

Jonatas – Pessoalmente, esta seleção me mostrou que estamos no caminho certo, produzindo algo com conteúdo, que merece ser visto e faz diferença. Por alguns momentos a ideia de ter um trabalho exposto fora do Brasil me assustou, tudo parece grande e fora de alcance, mas a seleção confirmou que não é bem assim. A exposição é grande, mas o que desenvolvemos também é. Encontro importância também no cenário brasileiro, como um dos representantes nacionais na mostra, reforçando que queremos nosso lugar no quadro internacional.

Além de Jonatas, Maíra e do professor orientador Ismael Schefller, são também criadores do projeto os alunos de design Maiara Donadoni e Paulo Abreu, e Luiz Ricardo Castro, de arquitetura. Você pode conhecer mais o trabalho do grupo acessando a página o livro.

Parabéns, pessoal!