Estudantes de Comunicação doam livros para instituições de Curitiba

E olha só como os projetos dos cursos podem se transformar em atitudes muito bacanas!

Na última semana, os estudantes de Comunicação do Câmpus Curitiba realizaram uma doação de livros para o Pequeno Príncipe, o Pequeno Cotolengo e as Tubotecas da cidade. A ação proposta foi apresentada à disciplina de Gestão de Projetos e visava dar aos livros esquecidos um novo rumo, para que eles fossem novamente aproveitados.

O projeto recebeu o nome de “Entrelivros” e convidou alunos, servidores e professores a doarem livros que não eram mais utilizados. Quem desejava levar para casa algum exemplar só precisava deixar outro para a doação.

13499876_1300857003265709_1474801655_o

Projeto de alunos de Comunicação arrecadou cerca de 500 livros em dois dias

Sem restrição de conteúdo para os gêneros dos livros, a coleta foi realizada em dois dias (23 e 24/06) e a meta, inicialmente de 200 livros, rapidamente atingiu o número de 500 obras recebidas.

Um dos criadores do projeto, Marcio Tamura, contou que a proposta era fazer alguma intervenção dentro da Universidade. Quando a equipe decidiu o tema, a ideia foi promover a doação de livros e, ao mesmo tempo, estimular a leitura de todos que tivessem contato com o trabalho.

Bela iniciativa, galera! 😉

Aluna da UTFPR que esteve no Centro Cívico nesta quarta relata o que vivenciou

Ontem, 29 de Abril de 2015, ficou marcado. Não conseguia apenas assistir a tudo aquilo acontecendo de longe. Tinha que fazer a minha parte nessa luta. Tinha que ir até lá.

Faltavam cinco quadras até a praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico, onde o massacre estava ocorrendo. Nessa distância, já era possível escutar as bombas sendo soltas para dispersar os manifestantes e o helicóptero voando baixo, sinalizando o recado da PM de que não deveríamos estar ali.

O desespero e os gritos eram apenas um ruído, no meio da explosão das bombas. O sindicato tentava tranquilizar a todos com um tom sereno. “Calma, calma, por favor! Nós não somos bandidos!”.

Fui orientada a entrar na Prefeitura. Lá, as primeiras vítimas do ataque estavam sendo socorridas, improvisadamente. Não havia nenhum outro lugar para ir. A neblina lá fora não era mais de um dia normal em Curitiba. Era Gás Lacrimogênio.

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Em uma estrutura emergencial, a guarda municipal e uma estudante de medicina auxiliaram os primeiros sufocados. Logo, as vítimas das balas de borracha começaram a aparecer, e, em 10 minutos, o ambiente já estava lotado.

Foto: Danielle Serejo

O choque era tremendo. Eles não sabiam sequer quem havia atirado. Estavam muito magoados. Perguntavam “por que, meu Deus? ”, e eu os abraçava. A dor psicológica parecia muito maior que a física. Era uma traição, humilhação.

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Um professor disse que queria apenas fotografar. Chegou com sua câmera na mão e o olho atingido por uma bala de borracha. “Eu não sei como isso aconteceu. Dói tanto. Eu só queria fotografar…”, disse. Entre os feridos, a grande maioria era de professores. Mas havia senhores e jovens estudantes também. A guerra era para todos, e o resultado violento dela, também.

Foto: Danielle Serejo

De repente, percebi que tinha sangue nas minhas mãos. Mas, além de mim, havia sangue nas mãos de todos os professores que estavam ali, feridos. Sangue que outrora poderia ser a poeira de um giz. E aquilo doía muito. Em todos nós.

Foto: Danielle Serejo

Outros olhavam atônitos do lado de fora, esperando notícias. Depois de absorver tudo aquilo, uma senhora me disse com lamentação: “Isso é uma tragédia, moça. Como é que posso voltar a dar aula desse jeito?”. Naquele momento percebi que, embora distantes, isolados em sua própria dor, todos de alguma forma, se olhavam. Esse olhar, de misericórdia, foi o único momento de humanidade que vi naquela tarde. Apesar de tudo, das balas, bombas, gritos e sangue, estávamos ali por um motivo. Mesmo os feridos, ninguém ali estava disposto a desistir do seu propósito.

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Enquanto um olhava decepcionado para o chão, outro homem sorriu brevemente. Pedi para fotografá-los. Não queria invadi-los ainda mais no meio de tanta dor. Além do apoio, queria que seus rostos tivessem voz. O mundo precisa ver, mesmo que seja pela dor, a importância disso pelo que estamos lutando. Por acreditar nisso é que apoio o movimento dos professores desde o início de suas manifestações aqui na capital. Nós, definitivamente, precisamos deles. Deveríamos fazer questão de mostrar-lhes isso, mas o que vemos é o contrário. Eles é que precisam se arriscar para garantir sua notoriedade.

Ontem, eternizei o desespero e a dor de todos aqueles que foram em busca de justiça.
Essa é a maior virtude, na minha opinião, que um ser humano pode ter.
Para que o Paraná nunca esqueça que, apesar da vergonha de ontem, nós temos heróis.

Foto: Danielle Serejo

 

** Danielle Serejo
Aluna do curso de Comunicação Institucional do Câmpus Curitiba da UTFPR

 

Grupo teatral da UTFPR se apresenta no Festival de Curitiba

Dentre as mais de 400 apresentações programadas para o 24º Festival de Teatro de Curitiba, está a peça teatral “Meno Male”, montada pelo Grupo Artífice da UTFPR de Pato Branco.

“Meno Male”, escrita pelo ator e dramaturgo Juca de Oliveira, traz a história de Alberto, um secretário de estado corrupto que vive em uma infeliz união conjugal com Luísa. O político tem uma amante adolescente, Angelina. Certo dia, após sair com a jovem, Alberto bate no táxi de uma conhecida e seu romance é descoberto. A peça é uma comédia sobre corrupção, volúpia e cinismo.

Diretora e elenco da peça “Meno Male”. (Foto: Divulgação/Festival de Curitiba)

O Blog do Aluno conversou com a professora da UTFPR e diretora do espetáculo, Adriana Santos Auzani. Olha só:

Blog: O que motivou a escolha por encenar “Meno Male”?
Adriana: Encenar esta peça foi a possibilidade de apresentar, com muito bom humor, o tema da corrupção brasileira, diga-se de passagem, atualíssimo sempre; faz contraponto com essa temática, o da imigração italiana no Paraná.

A peça foi montada pela primeira vez há mais de 25 anos. O texto continua dialogando com a sociedade atual?
Sim, em sendo o teatro uma ferramenta política, pensamos ser esta peça uma forma de reflexão a respeito de toda a política nacional de ontem e de hoje.

Os atores do espetáculo são todos estudantes da UTFPR? Como foi a preparação do grupo para a peça?
Os alunos são todos do 3º grau dos cursos de Engenharia Elétrica, Mecânica e de Letras e pertencem ao Grupo Artífice, grupo de teatro da UTFPR Câmpus Pato Branco. O grupo se reúne durante duas a três vezes na semana na própria instituição para os ensaios. Muitos são os sacrifícios para que este grupo se mantenha há 20 anos; dificuldade que vai desde lugar adequado aos ensaios até busca de recursos financeiros para a operacionalização de peças.

Acredito nesta arte tanto como formação humana quanto formação acadêmica, uma vez que os alunos se envolvem com todo o processo que envolve a montagem de um espetáculo. Do estudo do texto, montagem do cenário e decisão de figurinos, apresentação, ao resultado final. Há envolvimento de todos e isso certamente tem relação direta com formação humana e com formação tecnológica.

O fato de ter sido convidada a fazer parte do teatro experimental universitário da Universidade Federal do Paraná, do Festival de Teatro de Curitiba, nos encheu de orgulho, pois somos um grupo de teatro amador e do interior do Estado e o reconhecimento desta atividade de extensão universitária para além da cidade de Pato Branco realmente nos faz pensar na importância de acreditar no trabalho que realizamos, na possibilidade de fazer sonhos se tornarem realidade. Isso é bom e motivador para todos da instituição.

E quais as expectativas para as apresentações na capital?
Sabemos que são vários os atores renomados que estarão no Festival de Teatro de Curitiba, e isso nos dá a oportunidade não só ampliar nosso olhar na área cultural como apresentar o nosso espetáculo, que ainda que amador, traz o exercício da arte do teatro. Assim, nossa expectativa é a melhor possível.

Além dessas apresentações, o grupo está ou entrará em cartaz em outro espaço?
Além de irmos ao Festival e apresentarmos a “Meno Male” durante os três dias, pretendemos apresentar essa peça em Pato Branco neste mês também. Recebemos um convite para encenar essa mesma peça em Portugal, no Festival Internacional de Teatro e Artes Performativas da Lusofonia da Universidade de Trás dos Montes e Alto Douro no período de 11 a 22 de maio, mas como já disse os recursos financeiros são escassos neste momento e não sabemos se estaremos presentes neste evento.

Adriana termina fazendo um convite:
Teremos muita satisfação em receber todos os alunos, professores e servidores da UTFPR Câmpus Curitiba nas apresentações da “Meno Male”, nos dia 3, 4 e 5 de abril! É um espetáculo gratuito, no Teuni, Teatro Experimental  na UFPR! Contamos com todos vocês!”

O TEUNI fica na rua XV de Novembro, 1299 – Centro. “Meno Male” tem classificação livre para todos os públicos. :)

Bem-vindos à UTFPR de… Cornélio Procópio e Curitiba!

Cornélio Procópio

A cidade foi assim batizada em homenagem ao coronel Cornélio Procópio de Araújo Carvalho, conhecido como o grande defensor da estação ferroviária do km 125 – responsável pela expansão econômica da região na qual a cidade está inserida. Distante a apenas 44 km de Londrina, Cornélio Procópio tem uma população de aproximadamente 47 mil habitantes.

A famosa estação que deu origem à cidade, hoje abriga o Museu de História Natural. No local, estão expostos aproximadamente 1.500 animais taxidermizados, além de peças de arqueologia, antropologia indígena, paleontologia, geologia e entomologia.

Outro importante ponto turístico da cidade é o Monumento Cristo Rei (foto ao lado)Construído entre 1957 e 1958 e com quase 24 metros de altura, a estátua é a maior escultura sacra em bronze da América Latina. Cornélio Procópio também sedia o santuário Schoenstatt – réplica de um santuário em Schoenstatt, na Alemanha.

A UTFPR chegou ao município em 1993, ainda nos tempos de Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR), buscando atender às necessidades locais por uma educação de qualidade. Atualmente, o câmpus (foto ao lado) oferece dois cursos de nível técnico: Eletrônica e Mecânica; oito de nível superior: Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Licenciatura em Matemática, Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em Automação Industrial e Tecnologia em Manutenção Industrial; além de pós-graduações e cursos de extensão.

Endereços úteis:

Curitiba

Estrada principal do Câmpus-Sede da UTFPR

Estrada principal do Câmpus-Sede da UTFPR

A cidade-sede da UTFPR é a oitava mais populosa do Brasil, com quase 1 milhão e 900 mil habitantes, segundo estimativas de 2013.

Famosa por ser a capital mais fria do país, Curitiba oferece diversas opções de turismo e lazer. Uma boa dica é embarcar no Ônibus Linha Turismo e fazer um tour completo pela cidade; entre os mais de 25 pontos turísticos visitados pela jardineira estão o Museu Oscar Niemeyer, o Parque Jardim Botânico e a Ópera de Arame.

Já o Curitiba Free Tour apresenta a cidade e sua história por meio de uma caminhada pelas ruas do Centro Histórico. O passeio, realizado aos sábados e domingos, é guiado pelos próprios moradores da cidade.

Curitiba também é muito conhecida por suas soluções urbanas diferenciadas, especialmente por seu sistema integrado de transporte coletivo, pelo qual é possível ir para qualquer canto da cidade pagando apenas uma passagem. As canaletas exclusivas para ônibus biarticulados, os ligeirinhos (ônibus mais rápidos e com menos paradas) e a diferenciação por cores dos ônibus são modelos para outras cidades do mundo.

A UTFPR possui duas unidades em Curitiba: a Sede Central e a Sede Ecoville, oferecendo mais de 50 opções de cursos técnicos, de tecnologias, bacharelados, licenciaturas, especializações, mestrados, doutorados e ensino à distância. Você pode conferir a lista completa aqui.

Endereços úteis:

Gostou de Cornélio Procópio e Curitiba? Está animado para suas aulas começarem ou você é um veterano e tem alguma dica para deixar para seu calouro? Comenta aí! 😉