Acadêmico de Elétrica recebe certificado de Estudante Embaixador da Hungria para o Brasil

Qual seria o maior privilégio em um intercâmbio pra você? A oportunidade de conhecer outra cultura? Fazer estágio em uma grande empresa? Receber um certificado de embaixador?

Se liga só, o aluno José Campos, de Engenharia Elétrica, teve essa honra! No último mês de julho ele recebeu o certificado de Estudante Embaixador da Hungria para o Brasil, conferido pelo HRC (Hungarian Rectors Conference) que coordena o intercâmbio de alunos estrangeiros nas universidades húngaras.

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José Campos, aluno de Engenharia Elétrica (Câmpus Cornélio Procópio)

O intercâmbio foi realizado na Budapest University of Technology and Economics, em Budapeste, na Hungria, por meio do Ciência sem Fronteiras. “Eu não esperava receber o prêmio. Recebi o certificado de Estudante Embaixador da Hungria para o Brasil pois junto com outros alunos brasileiros tive destaque na universidade por representar o país e UTFPR no 2º Fórum  Hungria-América Latina na seção de educação”, conta o aluno que voltou ao Brasil em agosto.

A experiência do intercâmbio, segundo Campos, contribuiu para a formação profissional, pois teve a oportunidade de cursar disciplinas diferentes das ofertadas aqui. Além disso, ele pode realizar dois estágio: uma na própria universidade, onde aprofundou os conhecimentos em máquinas elétricas e energias renováveis; e outro na organização Greenwill, onde trabalhou com profissionais de diversas partes do mundo.

E que disse que tudo são flores? “Além da língua húngara que era uma constante barreira para interagir com as pessoas nativas, tive dificuldade para me acostumar com a rotina de estudos da universidade, que é baseada em métodos de avaliação diferentes”, comenta o estudante do 9º período.

No fim, tudo vale a pena.  Não é mesmo, José?

“Não deixem [a oportunidade] passar, pois será uma experiência única em que o aluno só tem a ganhar, tendo contato com a cultura e pessoas diferentes”, finaliza.

 

Intercambista da UTF representa o Brasil no Fórum Hungria-América Latina

Todos já sabem que nossos alunos sempre fazem bonito. Pois é, desta vez foi o Jose Siqueira Campos Filho, de engenharia elétrica de Cornélio Procópio, que encheu a UTF de orgulho.

José Siqueira representou os intercambistas brasileiros do Ciência sem Fronteiras no Fórum de Integração Hungria-América Latina, realizado no último mês de outubro na cidade de Budapeste.

O Blog do Aluno trocou uma ideia com ele. Confere aí:

O que necessariamente você abordou em sua apresentação?

A minha apresentação teve como objetivo dar uma breve introdução sobre o programa Ciência sem Fronteiras, fazer uma introdução sobre a UTFPR e principalmente apresentar o ponto de vista de um estudante brasileiro sobre o programa: como a universidade acompanha os alunos no processo, como nós alunos acreditamos que estudar em outro país pode contribuir para nossa formação e principalmente destacando como nós estudantes acreditamos que o programa pode ajudar a sociedade brasileira.

Atualmente, muito se fala em internacionalização das universidades brasileiras. Como você enxerga essa temática?

Acredito que é de extrema importância, sendo que todos, alunos e professores, só têm a ganhar com a troca de experiências e conhecimento promovida pelo ambiente criado quando se tem pessoas de diversos países trabalhando juntas.

Pessoalmente, como está sendo sua experiência na Hungria?

Durante minha participação no Fórum, pude observar um grande respeito e até surpresa dos representantes de outros países quanto a grandiosidade em números de estudantes brasileiros estudando no exterior. Quanto aos meus estudos na Budapest University of Technology and Economics (BME), vejo como uma grande oportunidade na minha formação, pois aqui tenho a oportunidade de cursar disciplinas pertinentes à área de engenharia elétrica que não estão disponíveis na maioria das universidades brasileiras.

Sobre o Fórum

O Fórum de Integração Hungria-América Latina é um evento promovido pelo Ministério das Capacidades Humanas e pela Conferência de Reitores Húngaros e tem como objetivo debater os programas de intercâmbio de estudantes latinos na Hungria. Nesta edição, o Fórum contou com palestrantes da Argentina, Brasil, Costa Rica e México.

Somos a universidade com mais alunos no Ciência sem Fronteiras

Muitos intercambistas da UTFPR pelo Ciência sem Fronteiras já foram destaque aqui no Blog do Aluno. São histórias bem legais e que a gente não cansa de contar e muitas outras que estão sendo construídas…

A última atualização da coordenação nacional do Ciência sem Fronteiras mostra que a UTFPR é a instituição paranaense com  com mais alunos contemplados pelo Programa. No total são 2.002 estudantes participantes. Em seguida, aparece a Universidade Federal do Paraná (UFPR) com 1.999 e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) com 516.

Na análise por áreas específicas, a Universidade Tecnológica é a terceira universidade brasileira com mais bolsas implementadas em “engenharias e demais áreas tecnológicas”.  Foram beneficiados, ao todo, 1.474 estudantes dessa área. Considerando todas as áreas, a Universidade Tecnológica é a decima instituição do país que mais enviaram alunos no programa.

Os Estados Unidos é o país de destino preferido pelos intercambistas, com 715 bolsas. Completando a lista de nações que mais recebem estudantes da UTFPR estão Alemanha (259), Canadá (184), Reino Unido (157) e França (123).

Sobre o Programa

O programa oferece oportunidades de bolsas de estudo no exterior, financiadas pelo Governo Federal para alunos de graduação, pós-graduação e de cursos superiores de tecnologia de instituições de ensino superior, públicas ou particulares de todo o país.

Para participar, os candidatos de graduação precisam estudar em instituições brasileiras que tenham aderido ao programa. Candidatos à doutorado precisam ser aceitos nas universidades estrangeiras em que pretendem estudar antes de se inscreverem no programa.

As chamadas e seus editais são divulgados na página do Programa. Os alunos da UTFPR também podem acompanhar as novidades do programa pelo site da UTF ou aqui pelo Blog.

CsF: uma experiência em Seul

Você sabia que mais de 1.600 alunos** da UTFPR conseguiram realizar seu sonho de fazer um intercâmbio no exterior, através do programa Ciência sem Fronteiras?! E que ela é a segunda no estado em número de bolsas do programa?

Não?

Pois é através da experiência de Étore de Larmelina, aluno do câmpus Medianeira, que vamos te mostrar porque na próxima chamada do programa você não pode perder a oportunidade de ~agregar~ no seu diploma uma trajetória acadêmica diferenciada, assim como aconteceu com ele. 😀

Graduando do curso de Engenharia de Produção, Étore passou cerca de um ano estudando na Yonsei University (연세대학교), em Seul, capital da Coréia do Sul. Lá, ele cursou disciplinas dos cursos de Business e Engenharia, além de aprimorar o coreano, é claro. Ele destaca a facilidade que teve de interagir com os colegas, já que muitos dos trabalhos acadêmicos eram desenvolvidos em grupo. “A adaptação foi muito tranquila, os coreanos são muito receptivos e hospitaleiros”, relata.

Étore também disse contar com todo o suporte da Embaixada Brasileira instalada no país. “Dois dos estágios que fiz, fiquei sabendo do processo seletivo graças à Embaixada”, conta, enfatizando que o órgão desempenha um papel importante no contato entre os intercambistas e as empresas. Entrou para seu currículo de experiência profissional um estágio na Hyundai Glovis, responsável pela logística da Hyundai Group, e na Inbody, desenvolvedora e fabricante de produtos médicos, onde estagiou no departamento responsável pela América Latina e até apareceu no comercial do novo produto da empresa 😉

Academicamente, Étore também se destacou. Juntamente com outro universitário brasileiro, ele ganhou a medalha de ouro e o grande prêmio no concurso “21º Century Korea-Brazil Frontier Forum 2014”, com um plano de negócios voltado a um problema muito comum no Brasil: a queda de árvores motivadas por falhas no gerenciamento do plantio. Além da viabilidade, abrangência e simplicidade, o projeto também gerou repercussão e estranhamento entre os coreanos, porque, em Seul, o plantio é planejado e uniforme e a queda não intencional de árvores é praticamente inexistente. “Seul é uma ótima cidade e existe muita coisa nela a ser aprendida, como o gerenciamento de árvores urbanas ou o incrível tratamento de água do Governo Metropolitano”, ressalta.

Além de ótimas experiências, Étore também voltou para casa com uma grande bagagem cultural. “Este período foi de grande importância para minha vida acadêmica, profissional e pessoal. Aprendi principalmente que, com estudos, motivação e dedicação, todos podemos ir muito longe”, finaliza, revelando que pretende voltar muitas vezes à cidade que lhe proporcionou todos esses momentos incríveis. 😀

Gostou do relato?! 😀 Procure mais informações sobre o programa e aguarde futuras chamadas. O próximo intercambista pode ser você 😉

 

**Fonte: Site do programa Ciência sem Fronteira. Atualizado em março/2015

Experiência sem fronteiras

 

Conhecer outras culturas, aprender um novo idioma, aperfeiçoar a formação profissional, viver longe da família e amigos… Ufa! Sem dúvidas, o intercâmbio é uma das experiências mais desafiadoras na vida dos jovens universitários.

No câmpus da UTFPR em Toledo, por exemplo, vários alunos já participaram dessa experiência a partir do programa Ciência sem Fronteiras e, ao retornar, compartilharam um pouco da vivência que tiveram durante o período que estiveram no exterior.

Quer conferir?! :)

Ana Claudia Bergmann, acadêmica do 7º período de Engenharia Civil, ficou 16 meses em Ontário, no Canadá, tempo em que estudou na Algonquin College. A aluna conta que nos primeiros meses focou seus estudos no aprendizado do idioma, até se sentir preparada para cursar oito disciplinas da sua graduação. Um dos diferenciais, segundo Ana Claudia, era o grande o número de atividades extraclasse solicitadas pelos professores.

“A Algonquin College possui uma excelente estrutura física, principalmente para a área de engenharia civil, com edificação projetada para ressaltar a importância com os cuidados com meio ambiente e sustentabilidade. Também possui uma admirável estrutura para o desenvolvimento de prática esportiva e isto é bem visível no espaço acadêmico. Além dos times compostos por diversas modalidades esportivas, tinha academia de ginástica e aulas de yoga para os alunos, comenta a estudante que, inicialmente, dividiu uma casa com outros intercambistas do Ciência sem Fronteiras, mas depois foi morar em uma casa de família, oportunidade que proporcionou uma maior imersão na cultura local.

Ana Claudia Bergmann, estudante de Engenharia Civil do Câmpus Toledo em Toronto, no Canadá. (Foto: Arquivo Pessoal)

Algonquin College, universidade em que Ana Claudia estudou em Toronto, no Canadá, através do Ciência Sem Fronteiras. (Foto: Reprodução/Web)

Outro aluno a participar do Programa foi o Guilherme Barbosa Leite, estudante de Engenharia Elétrica e que, por 18 meses, estudou na University of Sydney, na Austrália. Em relação às diferenças didáticas entre professores australianos e brasileiros, Guilherme compara que “lá, os professores iniciam suas aulas e disponibilizam todo o material online, e, a partir desse momento, o aluno é que tem responsabilidade de seguir todo o conteúdo e estudar antecipadamente para as aulas. O professor conta com isso, e em nenhum momento espera aqueles que não estão estudando”.

O aluno também destaca o bom desempenhos dos alunos brasileiros nas universidades estrangeiras: “Há brasileiros que já receberam propostas de mestrado e de emprego em universidades do programa, como é o caso de um amigo meu da área de Engenharia Elétrica que está no Canadá”,

University of Sydney, na Austrália, onde Guilherme estudou durante 18 meses. (Foto: Reprodução/Web)

Já a aluna Kellyn Maressa Pufal, do 5ª período do curso de Engenharia Civil, comenta o quão intenso foi o intercâmbio que fez na Loyola Marymount University, localiza em Los Angeles, Estados Unidos. “O nível de dificuldade das disciplinas cursadas em Marymount era similar ao nível da UTFPR. A única diferença foi a quantidade de ‘homework’ – tarefa de casa – que a universidade norte-americana solicitava. Eu ficava a maior parte do tempo estudando! Foram poucas vezes que consegui fazer viagens a passeio. Durante o verão norte-americano, fiz uma disciplina de férias, chamada Summer Class e, somente ao seu término, consegui tirar uns dias de folga para conhecer algumas cidades nos estados de Kentucky, Illinois e Wisconsin”, conta a estudante que cursou dez disciplinas e obteve conceito ‘A’ em sua maioria.

“Outra questão que marcou foram os laboratórios do curso que, além de serem disponibilizados para as aulas teóricas, também eram utilizados para o estudo extraclasse. Os laboratórios eram equipados com computadores, sofás e mesas para estudarmos. Também contávamos com a ajuda de monitores. Muitas vezes, os professores das disciplinas passavam nestes laboratórios para observarem se os alunos estavam estudando, se estavam desenvolvendo as atividades solicitadas durante as aulas e nos auxiliavam com outros assuntos acadêmicos”, completa.

Kellyn Maressa Pufal em frente ao teatro da Loyola Marymount University, em Los Angeles, onde estudou por 16 meses através do Ciência sem Fronteiras. (Foto: Arquivo Pessoal)

Gostou? Pois veja só que notícia legal: o Câmpus da UTFPR em Campo Mourão acabou de firmar parceria com Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, para a dupla diplomação dos alunos de Engenharia Ambiental. A iniciativa possibilita o intercâmbio de até quatro alunos e também a cooperação técnico-científica entre professores das instituições. O edital de seleção deve ser publicado ainda neste semestre.