Trabalho da UTFPR é exposto em mostra internacional de design

No último domingo, dia 28, chegou ao fim a edição 2015 do maior evento de cenografia do mundo, a Quadrienal de Praga: Espaço e Design Cênico. E entre os trabalhos expostos, criados por profissionais do mundo inteiro, estava o livro Sinal Fechado, projeto desenvolvido por alunos da UTF Câmpus Curitiba. :)

Equipe (esq. p/ dir): Paulo Abreu, Maiara Donadoni, Jonatas Nascimento, Maíra Fernandes e Luiz Castro

Para conhecer o projeto e saber como ele alcançou a República Checa, conversamos com os alunos de design Jonatas Carvalho e Maíra Fernandes Costa, que fazem parte do grupo criador do projeto. Confira:

Blog – Como surgiu e como vocês definem o Sinal Vermelho?

Maíra – Bom, fomos convidados pelo Professor Ismael Schefller para o II Programa de Extensão e Cenografia que consistia em um projeto de cenografia para a Mostra de Escolas Brasileiras na Quadrienal de Praga. O tema abordado dessa edição foi política, interação das pessoas e da cidade podendo resultar em cenografias ou instalações.

Jonatas – O Sinal Fechado é um projeto de cenografia em que se tentou retratar os mecanismos do convívio num espaço compartilhado. É uma forma de mostrar que a relação entre as pessoas ocorre de formas diferentes num determinado espaço, oscilando entre sua individualidade e o coletivo.

Blog – Como foi o desenvolvimento do projeto?

Jonatas – Foi uma boa experiência, tanto no sentido de desenvolver um novo projeto fora do habitual como no de viver aquilo que estava sendo estudado. O tema proposto pela Quadrienal foi espaço compartilhado. Foi um projeto coletivo, assim, o próprio desenvolvimento do trabalho demonstrou o que queríamos retratar. Houve um grande compartilhamento de ideias desde o início, criando esse jogo entre a visão de cada um dos integrantes e o que todos viam no projeto coletivo.

Começamos com exercícios propostos por nosso professor Ismael, que acompanhou o projeto, no intuito de aprender e identificar melhor o espaço e suas relações, algo que descobri não conhecer tão bem como acreditava. E só a partir daí começamos a analisar de forma mais profunda nossas ideias.

Resolvemos partir da letra da música “Sinal Fechado”, de Paulinho da Viola, que trata do tema abordado de forma brilhante. Tentamos expandir o sentido da letra, não criar uma cenografia para a música, mas sim tentar mostrar o sentimento mais interno retratado nela, aquilo que é nativo a todas as pessoas. Decidimos que o espaço criado colocaria em prática seu conceito, um labirinto de relações, sem plateia, os próprios observadores deixariam sua posição passiva e criariam vínculos com outras pessoas a partir de nossa estrutura, intensificando a briga entre espaço individual e público nas interações que ocorrem lá dentro.

Quando definimos a forma e o que o projeto iria comunicar, passamos ao que considero a parte mais difícil do percurso, que foi traduzir este conceito ao suporte que a Quadrienal de Praga delimitou, que seria um livro. Por fim, conseguimos criar um livro que personifica esse labirinto social, criando múltiplos caminhos e relações com quem o manuseia. Posso dizer que o livro apresentado na Quadrienal traduz com precisão o conceito que queríamos passar.

Blog – Para vocês, qual o significado de ter um trabalho exposto da Quadrienal de Praga?

Maíra – O projeto já valeu a pena por todo o processo, mas ver o resultado dele exposto, sendo selecionado na mostra de Brasília e estando hoje exposto junto a outros projetos representando as escolas brasileiras que estudam cenografia é ótimo! A Universidade deve cada vez mais incentivar seus alunos nesses projetos, oferecer apoio e até para projetos futuros incentivar financeiramente a ida desses alunos para representar pessoalmente seus projetos.

Jonatas – Pessoalmente, esta seleção me mostrou que estamos no caminho certo, produzindo algo com conteúdo, que merece ser visto e faz diferença. Por alguns momentos a ideia de ter um trabalho exposto fora do Brasil me assustou, tudo parece grande e fora de alcance, mas a seleção confirmou que não é bem assim. A exposição é grande, mas o que desenvolvemos também é. Encontro importância também no cenário brasileiro, como um dos representantes nacionais na mostra, reforçando que queremos nosso lugar no quadro internacional.

Além de Jonatas, Maíra e do professor orientador Ismael Schefller, são também criadores do projeto os alunos de design Maiara Donadoni e Paulo Abreu, e Luiz Ricardo Castro, de arquitetura. Você pode conhecer mais o trabalho do grupo acessando a página o livro.

Parabéns, pessoal!

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