Precisamos falar sobre pós-graduação: uma estudante, dois diplomas

Hoje, nossa série vai da França para Portugal. É lá onde a mestranda e graduanda em Engenharia Química, Tatiana La Banca Schreiner, está desenvolvendo sua pesquisa – por meio de um convênio entre a UTFPR e o IPB (Instituto Politécnico de Bragança). Como assim graduação e mestrado? Juntos? Acompanhe a história da Tatiana e entenda um pouco mais sobre uma forma um pouco diferente de fazer pós: a dupla diplomação. :)

Diplomação… dupla?
Sim. A diplomação dupla pode acontecer quando universidades estabelecem convênios de cooperação. A UTFPR, por exemplo, firmou recentemente cinco acordos com instituições estrangeiras.

Por um desses acordos, Tatiana, que estudava Engenharia Química no Câmpus Ponta Grossa teve a oportunidade de viajar a Bragança para desenvolver sua pesquisa “Polimorfísmo e Solubilidade de Sais na Presença de Solventes Mistos”. Ela ficará ao todo 15 meses na Europa e, ao fim de seu mestrado, voltará ao Brasil para terminar sua gradução – a pesquisadora completou três anos e meio de estudos na UTFPR antes do intercâmbio.

Ao final do processo, ela receberá um diploma de graduação em Engenharia Química e outro diploma de mestrado, também em Engenharia Química. E melhor: ambos valerão tanto no Brasil quanto na Europa.

As possibilidades se abrem
Em sua tese* de mestrado, Tatiana dividiu-se em duas etapas. Na primeira, realizou a solubilidade de três diferentes sais em solventes mistos de etanol/água e metanol/água e depois realizou uma caracterização da fase sólida presente. Já na segunda parte, houve o envolvimento de modelagem termodinâmica, que é um processo semi empírico – utiliza-se como base os dados obtidos na primeira parte do trabalho e então realiza-se a modelagem.

E foi trabalhando com a modelagem térmica, em contato com um coorientador da Dinamarca, que surgiu a possibilidade de um “segundo intercâmbio”. Na verdade, Tatiana foi convidada para estagiar por três meses em um departamento da Universidade Técnica da Dinamarca, referência na área termodinâmica. Para esse processo, Tatiana se beneficiou da Bolsa Erasmus – aquela mesma do último post


O Pulo do Kat™

Para entrar em um programa de dupla diplomação, a pesquisadora indica dar atenção a editais e principalmente ter contato com os professores – foi dessa forma que ela descobriu o programa. “A dica que eu daria tanto para esse programa quanto para outros é não perder a oportunidade! Oportunidades como essa de dupla diplomação não podem ser desperdiçadas. Acredito que valem muito a pena”, conclui.

Gostou? Este é o último post da trilogia “Precisamos falar sobre pós-graduação“, mas se você quer ver no Blog mais sobre o assunto é só deixar sua sugestão aqui embaixo, nos comentários!

* Calma, gente, não é um erro. No Brasil, a pesquisa desenvolvida em um mestrado gera uma dissertação. Mas, em Portugal, é possível se chamar esse trabalho de tese, sim.

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