Experiência sem fronteiras

 

Conhecer outras culturas, aprender um novo idioma, aperfeiçoar a formação profissional, viver longe da família e amigos… Ufa! Sem dúvidas, o intercâmbio é uma das experiências mais desafiadoras na vida dos jovens universitários.

No câmpus da UTFPR em Toledo, por exemplo, vários alunos já participaram dessa experiência a partir do programa Ciência sem Fronteiras e, ao retornar, compartilharam um pouco da vivência que tiveram durante o período que estiveram no exterior.

Quer conferir?! :)

Ana Claudia Bergmann, acadêmica do 7º período de Engenharia Civil, ficou 16 meses em Ontário, no Canadá, tempo em que estudou na Algonquin College. A aluna conta que nos primeiros meses focou seus estudos no aprendizado do idioma, até se sentir preparada para cursar oito disciplinas da sua graduação. Um dos diferenciais, segundo Ana Claudia, era o grande o número de atividades extraclasse solicitadas pelos professores.

“A Algonquin College possui uma excelente estrutura física, principalmente para a área de engenharia civil, com edificação projetada para ressaltar a importância com os cuidados com meio ambiente e sustentabilidade. Também possui uma admirável estrutura para o desenvolvimento de prática esportiva e isto é bem visível no espaço acadêmico. Além dos times compostos por diversas modalidades esportivas, tinha academia de ginástica e aulas de yoga para os alunos, comenta a estudante que, inicialmente, dividiu uma casa com outros intercambistas do Ciência sem Fronteiras, mas depois foi morar em uma casa de família, oportunidade que proporcionou uma maior imersão na cultura local.

Ana Claudia Bergmann, estudante de Engenharia Civil do Câmpus Toledo em Toronto, no Canadá. (Foto: Arquivo Pessoal)

Algonquin College, universidade em que Ana Claudia estudou em Toronto, no Canadá, através do Ciência Sem Fronteiras. (Foto: Reprodução/Web)

Outro aluno a participar do Programa foi o Guilherme Barbosa Leite, estudante de Engenharia Elétrica e que, por 18 meses, estudou na University of Sydney, na Austrália. Em relação às diferenças didáticas entre professores australianos e brasileiros, Guilherme compara que “lá, os professores iniciam suas aulas e disponibilizam todo o material online, e, a partir desse momento, o aluno é que tem responsabilidade de seguir todo o conteúdo e estudar antecipadamente para as aulas. O professor conta com isso, e em nenhum momento espera aqueles que não estão estudando”.

O aluno também destaca o bom desempenhos dos alunos brasileiros nas universidades estrangeiras: “Há brasileiros que já receberam propostas de mestrado e de emprego em universidades do programa, como é o caso de um amigo meu da área de Engenharia Elétrica que está no Canadá”,

University of Sydney, na Austrália, onde Guilherme estudou durante 18 meses. (Foto: Reprodução/Web)

Já a aluna Kellyn Maressa Pufal, do 5ª período do curso de Engenharia Civil, comenta o quão intenso foi o intercâmbio que fez na Loyola Marymount University, localiza em Los Angeles, Estados Unidos. “O nível de dificuldade das disciplinas cursadas em Marymount era similar ao nível da UTFPR. A única diferença foi a quantidade de ‘homework’ – tarefa de casa – que a universidade norte-americana solicitava. Eu ficava a maior parte do tempo estudando! Foram poucas vezes que consegui fazer viagens a passeio. Durante o verão norte-americano, fiz uma disciplina de férias, chamada Summer Class e, somente ao seu término, consegui tirar uns dias de folga para conhecer algumas cidades nos estados de Kentucky, Illinois e Wisconsin”, conta a estudante que cursou dez disciplinas e obteve conceito ‘A’ em sua maioria.

“Outra questão que marcou foram os laboratórios do curso que, além de serem disponibilizados para as aulas teóricas, também eram utilizados para o estudo extraclasse. Os laboratórios eram equipados com computadores, sofás e mesas para estudarmos. Também contávamos com a ajuda de monitores. Muitas vezes, os professores das disciplinas passavam nestes laboratórios para observarem se os alunos estavam estudando, se estavam desenvolvendo as atividades solicitadas durante as aulas e nos auxiliavam com outros assuntos acadêmicos”, completa.

Kellyn Maressa Pufal em frente ao teatro da Loyola Marymount University, em Los Angeles, onde estudou por 16 meses através do Ciência sem Fronteiras. (Foto: Arquivo Pessoal)

Gostou? Pois veja só que notícia legal: o Câmpus da UTFPR em Campo Mourão acabou de firmar parceria com Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, para a dupla diplomação dos alunos de Engenharia Ambiental. A iniciativa possibilita o intercâmbio de até quatro alunos e também a cooperação técnico-científica entre professores das instituições. O edital de seleção deve ser publicado ainda neste semestre.

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