Empresa incubada realiza entrega de prótese de braço feita em impressora 3D

Linda iniciativa da galera do Câmpus Guarapuava!

A Anatolab, empresa incubada do Hotel Tecnológico do Câmpus Guarapuava, produziu e entregou uma prótese de braço feita em impressora 3D para uma adolescente com deficiência da cidade de Vitória, no Espírito Santo.

A prótese foi produzida em uma impressora 3D a partir do modelo RIT ARM, que apresenta todos os parâmetros necessários para a construção da prótese. Além disso, o modelo é um projeto open source, ou seja, está disponível gratuitamente na internet.

André Luis de Abreu e Fernanda Virtuozo, membros da equipe que desenvolveu o projeto (Foto: Divulgação)

André Luis de Abreu e Fernanda Virtuozo, integrantes da equipe que desenvolveu o projeto (Foto: Divulgação)

“Na construção da prótese, são passados fios internamente, presos no encaixe do braço próximo ao bíceps, e vão até a ponta de todos os dedos, responsáveis por fazer o movimento. Os dedos são articulados para que possam se movimentar quando o usuário dobrar o cotovelo, que é quando os fios se tensionam e fecham os dedos. O movimento realizado pela prótese é o de ‘pegada’, considerado o movimento mais importante da mão humana”, explica André Abreu, aluno de Engenharia Mecânica e um dos responsáveis pelo projeto.

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Prótese em fase de teste (Foto: Divulgação)

Mas até a entrega da prótese, o caminho foi longo…

“Tínhamos começado a trabalhar com a impressora havia pouco tempo e tivemos alguns problemas com os parâmetros de impressão como, por exemplo, a adesão da peça na base da impressora, o preenchimento interno das peças etc. Perdemos muito tempo e material no início, sem contar que a primeira prótese ficou muito frágil e tivemos que descartá-la. Na hora da montagem, também tivemos dificuldades com a passagem dos fios internamente, além que alguns estavam arrebentando quando tensionados. A solução foi usar linha de pesca, que funcionou perfeitamente”, acrescenta Abreu.

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Impressora 3D utilizada para a fabricação da prótese (Foto: Divulgação)

A usuária da prótese realizará acompanhamento fisioterápico para se adaptar ao mecanismo e poder usá-lo normalmente.

A equipe, também composta pelos alunos Fernanda Virtuozo e Leonardo Janiszevski, recebeu auxílio técnico do Laboratório de Idéias da Prefeitura Municipal de Guarapuava para o desenvolvimento da prótese.

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