Coluna Persona – Terrorismo Alimentar

Todo dia surge uma notícia nova sobre o alimento mocinho ou vilão da vez. Em um momento “O ovo é o vilão da alimentação”, diz um site; “Como o ovo pode ajudar na sua nutrição diária”, brada outro. Quem nunca, não é mesmo?

Tudo isso acaba por afastar qualquer possibilidade do prazer à mesa, em nome da idealização do corpo “perfeito” e da “boa” intenção em divulgar que o alimento que se degusta cotidianamente é um verdadeiro veneno, ou um mal capaz de condenar ao aumento de peso e, ainda, uma gama sem fim de males ao corpo.

A terminologia “terrorismo alimentar” ou “terrorismo nutricional” pode até chocar numa primeira leitura, mas ganha cada vez mais espaço até mesmo entre os especialistas. “O termo é para explicar o que está acontecendo no mundo da nutrição, no mundo da saúde, na mídia, sobre as informações nutricionais. Terrorismo porque as pessoas estão perdendo o bom senso, entrando em pânico com alguns mitos e achando que os alimentos são bons ou ruins. Muitos pacientes que têm transtornos alimentares sofreram desse terrorismo a partir de dietas restritivas”, comentou a Sophie Deram, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista ao programa Canal Saúde, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma das instituições de referência em saúde pública.

O resultado, explica a pesquisadora, é que esse medo acaba por restringir a pessoa até mesmo da sua vida social, uma vez que a alimentação é uma das formas mais comuns e prazerosas de socialização.

Para fugir dessa armadilha, o segredo é o bom senso (é claro!). “Seria interessante achar um meio termo, fazendo a ‘paz’ com a comida, para entender que não existe um alimento que de repente vai fazer você engordar ou emagrecer. Também não tem um alimento que vai curar o câncer. Parar com essas crenças que são passadas de maneira sensacionalista e que deixa a pessoa perdida, não sabendo o que comer”, completa Deram.

Ah, e para conferir o programa completo da Fiocruz é só clicar aqui 😉

Coluna Persona – Coaching Educacional

A partir desta semana, todas as quintas, a galera da Assessoria de Assuntos Estudantis da Tecnológica vai dar uma passada aqui pelo Blog para trazer alguma temática relacionada à vida estudantil e ao universo acadêmico.

E o post de estreia da Coluna Persona é sobre…

Coaching educacional 😉

Sair do ensino médio e entrar na universidade é uma mudança e tanto. Sem falar nos muitos casos em que o aluno ainda precisa ludar de cidade e começar uma vida nova em local totalmente novo… ou seja, combo universitário completo.

Então, o aluno chega e olha a sua grade de disciplinas com os respectivos horários, descobre as salas, olha para os nomes das disciplinas, assiste o primeiro dia de aula e pensa: “por onde eu começo estudar?”. Ou pior: “o que estou fazendo aqui?”. Lembra aquela sensação de abrir o ovo de chocolate tão esperado para saber qual é o brinquedo; não é mesmo?

Para amenizar esse impacto inicial e evitar surpresas nada boas no final do semestre letivo, sempre é bom ouvir os especialistas ¯\_(ツ)_/¯

O Dr. Norman Fortenberry, diretor da Sociedade Americana de Educação em Engenharia, elenca algumas dicas que podem ser bem úteis nesse momento:
• Encontre um grupo de estudos no qual você possa ter foco e objetivo do que precisa estudar.
• Encontre recursos, fontes de estudos, além da sala de aula.
• Tenha períodos de descanso, fazendo algo saudável que não esteja relacionado com o conteúdo que você está estudando.
• Estude o mesmo conteúdo de maneiras diferentes, escrevendo, explicando para outra pessoa, lendo, fazendo exercícios e etc.
• Tente ensinar para um colega do grupo o conteúdo que você está estudando, pois dessa maneira você saberá o que ainda tem dúvida ou o que já aprendeu.

Nesta entrevista, Fortenberry fala mais sobre o assunto:

Se você ficou interessado em aperfeiçoar seu processo de aprendizagem, o Coursera oferece o curso ‘Aprendendo a Aprender: ferramentais mentais poderosas para ajudá-lo a dominar assuntos difíceis’, desenvolvido por professores da Universidade da Califórnia (EUA). O curso é gratuito e disponibilizado nos idiomas inglês e português.

Coluna Persona

Vem novidade por aí no Blog do Aluno!

A partir desta quinta-feira (19), o Blog irá publicar semanalmente Coluna Persona em parceria com a Assistência de Assuntos Estudantis (Assae) abordando diversas temáticas relacionadas à vida acadêmica. Acompanhe!

Dá só uma olhada no vídeo que a galera da Assae produziu 😉

 

Ada Lovelace Day 2017

Vai ter mulheres na Tecnológica, SIM!

Com o objetivo de mostrar (e celebrar, é claro!) tudo o que foi conquistado pelas mulheres na tecnologia, ciências, matemática e engenharias, o Coletivo Emíli@s – Armação em Bits realizou no último dia 10, no Câmpus Curitiba, o Ada Lovelace Day, evento que apresentou uma série de palestras, oficinas e debates sobre a inserção das mulheres nessas áreas.

Oficina do Ada Lovelace Day 2017 no Câmpus Curitiba

Ada Lovelace Day 2017 no Câmpus Curitiba (Foto: Divulgação)

A iniciativa é organizada pelo Departamento Acadêmico de Informática (Dainf) do Câmpus Curitiba com o objetivo de aumentar a representatividade feminina na área da Computação, despertando o interesse de futuras estudantes e mantendo a motivação das atuais acadêmicas dos cursos de Engenharia da Computação e Sistemas de Informação.

A professora Maria Cláudia Emer, uma das organizadoras do evento, comenta que, apesar dos vários avanços vivenciados nos últimos anos, a questão cultural ainda é um empecilho para inserção das mulheres em cursos de tecnologia, uma vez que graduações nessa área ainda estão relacionados ao esteriótipo masculino.

O ponto positivo é que diversas iniciativas, como o Ada Lovelace Day, visam romper essas barreiras. “Com a realização do evento, nós celebramos as conquistas de mulheres nas ciências e pretendemos alcançar a integração e compartilhamento de experiências entre mulheres e homens nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática”, comenta Maria Cláudia.

Ada Lovelace Day 2017 no Câmpus Curitiba (Foto: Divulgação)

Ada Lovelace Day 2017 no Câmpus Curitiba (Foto: Divulgação)

Ada Lovelace Day

O Ada Lovelace Day foi criado com o objetivo de celebrar as conquistas e feitos das mulheres na tecnologia, ciência, matemática e engenharia. O nome da data comemorativa faz referência a Ada Lovelace, matemática e escritora inglesa reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, isso ainda no século XIX. E olha que legal, Ada é considerada a primeira programadora de todos os tempos e não apenas a primeira mulher a escrever um código.

Trabalho de aluno de graduação é premiado em workshop nacional

Mais uma conquista dos nossos alunos 😉

O trabalho de iniciação científica do aluno do Bacharelado em Ciência da Computação do Cãmpus Campo Mourão, Luiz Felipe Fronchetti Dias, recebeu o prêmio de MELHOR ARTIGO do V Workshop de Visualização, Evolução e Manutenção de Software (VEM 2017), realizado no último dia 20 de setembro, em Fortaleza, junto ao VIII Congresso Brasileiro de Software (CBSoft).

Intitulado Who Drives Company-Owned OSS Projects: Employees or Volunteers?, o artigo foi orientado pelo professor Igor Steinmacher, em parceria com pesquisador Gustavo Pinto e seu orientando Jhoylan Santos, ambos da Universidade Federal do Pará. O artigo é parte do projeto de pesquisa do professor Steinmacher, recentemente aprovado no Edital Universal CNPq.

O artigo apresenta um estudo sobre a participação de desenvolvedores pagos e voluntários em projetos de software livre que são gerenciados/mantidos por empresas. Foram analisados dois projetos que pertencem ao GitHub (atom e hubot), que são projetos ativos, e receptivos a contribuições externas. Os achados mostraram que desenvolvedores que trabalham no GitHub são responsáveis por 45,54% dos pull-requests do projeto, enquanto contribuidores externos submeteram 54,46%. Também observou-se que desenvolvedores externos submetem variadas contribuições, desde documentação até código mais complexo.

Outro trabalho do professor Igor Steinmacher, em parceria com o professor Igor Wiese e Anderson Bergamini (aluno de mestrado da UEM), foi premiado com o 3° lugar neste mesmo evento.

O CBSoft, que é o principal evento científico da área de software do Brasil, contou com a participação de outros alunos do Câmpus Campo Mourão, incluindo a apresentação de 2 artigos na trilha principal do evento . Um deles apresentado pela também aluna de graduação Mairieli Wessel, sob orientação do professor Igor Wiese.

Segundo o professor Steinmacher, a premiação mostra a inserção da UTFPR entre as grandes universidades em termos de pesquisa de ponta no Brasil. “Vale ressaltar que publicações em eventos na área de Ciência da Computação são de mesma importância que publicações em periódicos (journals) e tem grande impacto, tendo inclusive avaliação de acordo com o Qualis”, comenta.