Aluna da UTFPR que esteve no Centro Cívico nesta quarta relata o que vivenciou

Ontem, 29 de Abril de 2015, ficou marcado. Não conseguia apenas assistir a tudo aquilo acontecendo de longe. Tinha que fazer a minha parte nessa luta. Tinha que ir até lá.

Faltavam cinco quadras até a praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico, onde o massacre estava ocorrendo. Nessa distância, já era possível escutar as bombas sendo soltas para dispersar os manifestantes e o helicóptero voando baixo, sinalizando o recado da PM de que não deveríamos estar ali.

O desespero e os gritos eram apenas um ruído, no meio da explosão das bombas. O sindicato tentava tranquilizar a todos com um tom sereno. “Calma, calma, por favor! Nós não somos bandidos!”.

Fui orientada a entrar na Prefeitura. Lá, as primeiras vítimas do ataque estavam sendo socorridas, improvisadamente. Não havia nenhum outro lugar para ir. A neblina lá fora não era mais de um dia normal em Curitiba. Era Gás Lacrimogênio.

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Em uma estrutura emergencial, a guarda municipal e uma estudante de medicina auxiliaram os primeiros sufocados. Logo, as vítimas das balas de borracha começaram a aparecer, e, em 10 minutos, o ambiente já estava lotado.

Foto: Danielle Serejo

O choque era tremendo. Eles não sabiam sequer quem havia atirado. Estavam muito magoados. Perguntavam “por que, meu Deus? ”, e eu os abraçava. A dor psicológica parecia muito maior que a física. Era uma traição, humilhação.

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Um professor disse que queria apenas fotografar. Chegou com sua câmera na mão e o olho atingido por uma bala de borracha. “Eu não sei como isso aconteceu. Dói tanto. Eu só queria fotografar…”, disse. Entre os feridos, a grande maioria era de professores. Mas havia senhores e jovens estudantes também. A guerra era para todos, e o resultado violento dela, também.

Foto: Danielle Serejo

De repente, percebi que tinha sangue nas minhas mãos. Mas, além de mim, havia sangue nas mãos de todos os professores que estavam ali, feridos. Sangue que outrora poderia ser a poeira de um giz. E aquilo doía muito. Em todos nós.

Foto: Danielle Serejo

Outros olhavam atônitos do lado de fora, esperando notícias. Depois de absorver tudo aquilo, uma senhora me disse com lamentação: “Isso é uma tragédia, moça. Como é que posso voltar a dar aula desse jeito?”. Naquele momento percebi que, embora distantes, isolados em sua própria dor, todos de alguma forma, se olhavam. Esse olhar, de misericórdia, foi o único momento de humanidade que vi naquela tarde. Apesar de tudo, das balas, bombas, gritos e sangue, estávamos ali por um motivo. Mesmo os feridos, ninguém ali estava disposto a desistir do seu propósito.

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Enquanto um olhava decepcionado para o chão, outro homem sorriu brevemente. Pedi para fotografá-los. Não queria invadi-los ainda mais no meio de tanta dor. Além do apoio, queria que seus rostos tivessem voz. O mundo precisa ver, mesmo que seja pela dor, a importância disso pelo que estamos lutando. Por acreditar nisso é que apoio o movimento dos professores desde o início de suas manifestações aqui na capital. Nós, definitivamente, precisamos deles. Deveríamos fazer questão de mostrar-lhes isso, mas o que vemos é o contrário. Eles é que precisam se arriscar para garantir sua notoriedade.

Ontem, eternizei o desespero e a dor de todos aqueles que foram em busca de justiça.
Essa é a maior virtude, na minha opinião, que um ser humano pode ter.
Para que o Paraná nunca esqueça que, apesar da vergonha de ontem, nós temos heróis.

Foto: Danielle Serejo

 

** Danielle Serejo
Aluna do curso de Comunicação Institucional do Câmpus Curitiba da UTFPR

 

Programação das oficinas preparatórias para o TOEFL em Curitiba

Durante a última semana de abril, o Núcleo de Idiomas da UTFPR (NucLi) oferecerá, através do Inglês sem Fronteiras, oficinas gratuitas preparatórias para o TOEFL para toda a comunidade acadêmica.

As aulas serão ofertadas em Curitiba, na Sede Central e na Sede Ecoville.

Não é necessário realizar inscrição. É só chegar!

Abaixo, confira a programação:

Estudantes da UTF desenvolvem app vencedor da 3ª edição do Campus Mobile

Os alunos recém-formados Douglas Henrique Batista, Jaylon Henrique da Silva e Moises Meirelles dos Santos Filho conquistaram, no último dia 14, a terceira edição do concurso de aplicativos Campus Mobile – projeto realizado em parceria entre o Instituto Embratel Claro e a Universidade de São Paulo (USP).

O trio desenvolveu o app Minha Leitura, onde é possível cadastrar os livros que se está lendo, lançar o progresso da sua leitura, inserir notas, e ainda criar notificação para não perder o horário de ler. A ideia é que o programa auxilie o usuário a adquirir o hábito da leitura, já que, como comprovou uma pesquisa formulada pela equipe, há um grande percentual de pessoas que começam um livro, mas não chegam ao final por falta de tempo ou de motivação.

O Minha Leitura foi premiado na categoria “Tecnologias Sociais”, depois de ter sido testado e aprimorado dentro das fases da competição. Douglas conta que o concurso trouxe grande aprendizado e uma visão mais ampla do mercado e de como poderiam avançar com o desenvolvimento do aplicativo. “Vimos que há muitas oportunidades e pessoas que estão dispostas a nos ajudar, creio que os relacionamentos que fizemos foram extremamente importantes para nosso avanço”, completa.

A UTF tem papel importante nessa história. Foi durante o Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, no Câmpus Pato Branco, que os três se tornaram amigos, e, por meio de um professor descobriram a Campus Mobile. Além de toda base de programação obtida na universidade, o grupo atualmente trabalha em uma incubadora na UTF.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas queremos saber: qual foi o prêmio da competição?! Pois bem, além de um gordo incentivo financeiro para o projeto, Douglas, Jaylon e Moises ganharam uma viagem de imersão no Vale do Silício! O grupo acredita que a viagem trará grande experiência profissional, acompanhando os métodos que grandes empresas utilizam para aprimorar o produto, e as tendências da tecnologia. “Esperamos também fazer conexões com pessoas que possam nos ajudar em nossa caminhada. Queremos aproveitar ao máximo todo ecossistema do Vale do Silício, para que possamos trazer essa experiência para nossa região e contribuir com o ecossistema do sudoeste do Paraná”, conclui Douglas.

Para baixar o Minha Leitura ou acompanhar o trabalho é só seguir a página do grupo ou o site do aplicativo. :) Parabéns pessoal e boa viagem!

Publicado edital de transferência e aproveitamento de curso para o período 2015.2

Já chegou aquele momento esperado do ano pra quem repensou a vida e decidiu mudar de curso. 😉 As inscrições online para o procedimento de transferência e aproveitamento de curso acontecem de dia 08 da 15 e maio.

Durante esse período, o candidato – que poderá ser um aluno egresso ou em dias com a UTF ou qualquer Instituição de Ensino Superior do Brasil (o mesmo que regularmente matriculado ou possuir matrícula trancada) -, deve organizar toda a documentação referente ao procedimento e enviá-la, junto com a ficha de inscrição online, para o Departamento de Registros Acadêmicos (Derac) mais próximo ou para o câmpus onde o curso pretendido é ofertado.

Entre os documentos listados para verificação, estão: histórico escolar e a lista dos conteúdos programáticos do curso de origem, fotocópia do diploma ou certificado de conclusão (para os egressos), além da cópia da carteira de identidade e a declaração de disciplinas que o candidato deseja covalidação.

O resultado da seleção dos calouros (ops!) candidatos que estarão em um novo curso no segundo semestre de 2015 será divulgado no dia 26 de junho.

Para conferir os cursos disponíveis, ordem de prioridade no preenchimento de vagas e detalhes da documentação, acesse o edital 😀

VII Brazilian Conference on Rheology recebe submissões de artigos até o dia 27

Está aberto, até o próximo dia 27, o prazo de submissão de artigo para o VII Brazilian Conference on Rheology. A conferência, que reúne pesquisadores e profissionais interessados em reologia e mecânica de fluidos não newtonianos, será realizada de 05 a 08 de julho no Câmpus Curitiba da UTFPR – Sede Centro.

Os interessados em submeter artigos para a apresentação devem enviar e -mail com o resumo do trabalho em até 4 páginas aos organizadores, dentro das seguintes áreas:

-Reologia e indústria
-Soluções poliméricas e fundidos
-Misturas e compósitos
-Emulsões, espumas e reologia interfacial
-Suspensões e coloides
-Biomateriais e fluidos biológicos
-Viscoplasticidade e tixotropia
-Avanços em reometria
-Avanços em equações constitutivas
-Mecânica de fluidos não newtoniana

Realizada desde 2001, esta é a primeira vez que a Brazilian Conference on Rheology terá sua sede fora do estado do Rio de Janeiro. Entre os palestrantes convidados estão o professor Kumbakonam Rajagopal, da Texas A & M University; o professor Michael Graham, da University of Wisconsin at Madison; o professor Michael Mackay, da University of Delaware; e a Doutora Márcia Kalil, pesquisadora do Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello.

O evento é organizado pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica e de Materiais da UTFPR Câmpus Curitiba, em colaboração com a Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal Fluminense (UFF-Rio) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para mais informações sobre o evento e as demais exigências à submissão de artigo, acesse o site da conferência.