Crescimento em todos os sentidos: Voluntariado

E ai, pessoal? Tudo bem?

O assunto de hoje é voluntariado!

Todo estudante da UTFPR sabe (ou deveria saber) a importância das Atividades Complementares (ACs) para a formação na Instituição. Na Graduação, as ACs são divididas em três grupos: a primeira é para complementação da formação social, humana e cultural; a segunda é de cunho comunitário e de interesse coletivo – na qual está o voluntariado; e a terceira são atividades de iniciação científica, tecnológica e de formação profissional. É bom lembrar que as atividades complementares devem somar no mínimo 20 pontos por grupo para que o acadêmico se forme.

Hoje daremos especial atenção ao segundo grupo, que coloca como possibilidade atividades como a “ii. participação efetiva em trabalho voluntário, atividades comunitárias, CIPAS, associações de bairros, brigadas de incêndio e associações escolares; iii. participação em atividades beneficentes”, e que soma 10 (dez) pontos de atividades por semestre.

As ACs são importantes para a formação não só acadêmica, mas individual/pessoal e para a construção de um currículo diferenciado.

Essas atividades estimulam a liderança e o trabalho em equipe, diferenciais e qualidade bem vistas por muitos recrutadores de empresas. Ou seja, o voluntário desenvolve características interessantes para o crescimento profissional de jovens estudantes e recém-formados, o que é um atrativo durante os processos seletivos. Não é um tópico obrigatório, claro, mas é algo que chama atenção favoravelmente.

Ao colocar no currículo a realização de trabalho voluntário, coloca-se também um diferencial positivo em relação aos demais, devido o possível desenvolvimento do desprendimento e preparo para realizar atividades com poucos recursos, além de possibilitar um impacto benéfico para o bem público. É claro que nem toda atividade desperta tais características, portanto, o tipo de trabalho também é levado em conta, norteado pela questão: o que isso agregou à pessoa? Ela internalizou a importância do cooperativismo? Consegue ajudar e somar forças? Esse futuro profissional sabe trabalhar sob pressão e ter jogo de cintura com situações adversas?

A maioria dessas características, e o fato da pessoa se disponibilizar a trabalhar como voluntária, mantêm a ideia de que esta, além de ter sensibilidade e maturidade, sabe planejar, organizar, liderar, se doar, ter iniciativa e responsabilidade.

Alguns sites ajudam a organizar vagas e possibilidades de trabalho voluntário, como o Ação Voluntária, o Rede Brasil Voluntário, o Voluntário Online, o Provopar, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná  e também o Instituto Ambiental do Paraná.

Vale a pena dar uma olhada! Por vezes são atividades que estão ao seu alcance.

Além disso, são gratificantes e enriquecedoras – tanto acadêmica, quanto profissional e pessoalmente.

Você já faz atividades voluntárias?

Quer divulgar seu trabalho ou contar sua experiência? Escreva pra gente! Comente, compartilhe 😀

O grande museu da internet

Você já parou para pensar na evolução da internet?

Pensando nisso, e para registrar esses percursos, três holandeses criaram um museu – online, claro! – The Big Internet Museum.

Em constante mudança e adaptação, a internet também possui seus marcos. O museu, portanto, pretende apresentar como isso se deu, e por onde passamos pra chegar até aqui. Desde o surgimento da rede, do email, do ICQ (e seus desdobramentos, como o MSN, GTalk, Skype).

Na página inicial, os criadores Dani Polak, Joep Drummen e Joeri Bakker colocam que:

Nós não temos um prédio. A razão é simples: nossa coleção só existe online. Fora isso, somos um museu como qualquer outro – com curadores, uma coleção permanente diversificada, exposições temporárias, diferentes alas, doações, e mais. Talvez possamos até abrir uma loja de souvenirs no futuro.

O bacana é que, por ser online, o usuário pode ser um curador dessa mostra, movendo objetos, enviando entradas para a exposição com itens relevantes da história da rede. O museu fica aberto constantemente, 24hrs por dia. Só fecha durante o Carnaval no Brasil “por razões óbvias”.

O museu é divido em sete alas: Audio-visual wing; Social-media wing; Technology wing; Peripherals wing; Gaming wing; Meme wing; e History wing.

Na ala de Meme encontramos virais, como o de Chuck Norris, em 2005, e o Nyan Cat, um gato feito em 8 bits ao ritmo da canção “Nyanyanyanyanyanyanya”.

Há também a possibilidade de ver o conjunto, não separado por alas, e exposições temporárias.

É claro, não há objetos físicos, mas é uma ideia interessante para conhecer essa ferramenta tão utilizada hoje em dia. Que tal uma visita?

Deixando de lado o tradicional

Já imaginou uma escola onde não há turmas separadas e carteiras individuais e enfileiradas? Onde competências serão estimuladas, a atenção será mais individualizada e projetos interdisciplinares serão desenvolvidos?

Baseado nessas ideias e em uma nova dimensão de escola, foi criado o Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais (GENTE), no Rio de Janeiro. Esse projeto, que está sendo desenvolvido a partir desse ano, na Escola Municipal André Urani, na Rocinha, pretende proporcionar ao aluno um espaço de autonomia e construção colaborativa do conhecimento.

Os 180 alunos integrantes já estudavam na instituição, e, após a reformulação da metodologia, a escola propôs deixar de lado o tradicionalismo, inserindo grandes salões, tablets, “famílias”, times e mentores. Portanto, não há mais salas, dividas por turmas, mas equipes de seis membros – as famílias, que podem ser formadas por alunos das diferentes turmas que havia antes. Esses grupos são formados por afinidade pelos próprios membros, e, no início de cada ano letivo, é feito diagnósticos de habilidades do que o aluno já sabe, tanto de conteúdos tradicionais como de comunicação, senso crítico e autoria. Assim, é realizado um itinerário de aprendizado pessoal, com pontos que o aluno precisa aprender ou desenvolver, de acordo com o modo que melhor lhe convêm, seja por leitura, videoaula, atividades em grupo ou individuais.

Todas as semanas são realizadas avaliações na Máquina de Testes, um programa que propõe questões de diferentes escalas de dificuldade, para verificar se o aluno está evoluindo e onde está tendo maiores dificuldades, para assim receber uma atenção mais individualizada pelo mentor da família. Cada mentor é responsável por uma média de 20 alunos – ou três famílias – e deve ter uma preocupação além dos conhecimentos tradicionais, incentivando a higiene, dando suporte socioemocional, motivando. Seu papel, portanto, é diferente, e deve se adaptar as dificuldades de seus alunos, independentemente que forem em questões diferentes de sua formação: ele deve aprender também, o que quebra o tradicional “transmitir conhecimentos”. Para isso, esses profissionais receberam orientação e treinamento e utilizam recursos disponíveis, como, por exemplo, as videoaulas na ferramenta Educopédia.

Essa escola funciona em período integral e objetiva acolher os alunos, permitindo ainda que eles possam decidir como e em que ordem estudarão. Ou seja, o aluno está no centro da aprendizagem. Isso não quer dizer que ele pode fazer o que quiser, ou não fazer, ele é acompanhado, incentivado a desenvolver suas capacidades, recebendo apoio também dos colegas da “família”. O que é entendido é que quando o aluno tem a possibilidade de escolher e regrar como serão seus estudos (até mesmo se utilizará mais o ambiente virtual ou presencial), ele tende a se envolver mais com ele.

Assim, contando sempre com o suporte da tecnologia, equipamentos (tablets ou netbooks) e acesso a internet, a escola pretende manter-se dinâmica e acessível aos alunos, desenvolvendo suas habilidades.

O projeto tem apoio da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro com a UNESCO, dos Institutos Ayrton Senna, Concecta e Natura, da MSTech, da Tamboro, da Fundação Telefônica/Vivo e Intel.

O que você acha dessa metodologia? Já existem mais instituições que estão adotando esse viés menos tradicional, inclusive aqui no Paraná.

E para o pessoal das licenciaturas: vocês dariam aulas nesse ambiente?

Confira o vídeo institucional do Projeto:

Descontos para quem usa bicicleta

Não é difícil encontrar quem prefira andar por aí de bicicleta.

E, infelizmente, também já sabemos o ponto negativo que impede isso: a falta de estrutura.

Entretanto, visando uma mobilidade sustentável, reduzindo a poluição e o congestionamento, muitas cidades e estabelecimentos têm apostado em recompensas para quem for adepto desta prática.

Em Buenos Aires, por exemplo, com a expansão das ciclovias, o número de ciclistas também aumentou. Os donos de bares e restaurantes viram nisso uma oportunidade e vêm oferecendo descontos, e até entradas gratuitas, para quem utiliza bicicleta durante a noite. A iniciativa fez sucesso entre os ciclistas e, por vezes, faltam lugares para estacioná-las, restando somente amarrá-las aos postes de luz.

Os adeptos argentinos já organizaram uma página – La vida em Bici – que mapeia os serviços na cidade, resultado do esforço de várias partes da sociedade.

Já em Portugal, no município de Vila Nova de Gaia, é possível que os usuários de bicicleta que vão e voltam do trabalho paguem menos IPTU e tenha desconto na conta de água. O crédito é estabelecido por um “cheque ambiental”, de acordo com o registro eletrônico nos bicicletários da cidade que contabiliza o uso diário das bikes, podendo deduzir valores nos impostos – podendo chegar a 100%!

Esse valor deve gerar uma economia média de 500 euros (cerca de R$ 1,3 mil): preço de uma bicicleta no país. Para estimular a adesão, os primeiros a utilizarem este recurso foi a própria administração pública.

Outro exemplo é Londres, com uma ideia lançada para os Jogos Olímpicos de 2012 e com a ajuda de um aplicativo para smartphone, criado pela Recyclebank, é possível pontuar de acordo com os deslocamentos feitos a pé ou de bicicleta, que poderão ser convertidos em prêmios e descontos em lojas e nos cinemas participantes.

No Paraná alguns estabelecimentos já se mobilizaram para tornar essa ideia uma realidade.

O Bar James, de Curitiba, por exemplo, ofereceu desconto de 50% na entrada a quem fosse de bicicleta no evento “3º Grito de Carnaval da Banda Gentileza”, no dia 07 de fevereiro.

O restaurante Cantina Cheli Cucina Italiana, também localizado na capital, oferece desconto (de até 30%) e disponibiliza uma estrutura adequada aos ciclistas. O dono, que é adepto deste transporte, teve esta ideia devido à dificuldade de conseguir estabelecimentos que façam o mesmo. Para obter essa vantagem é preciso fazer reserva pelo site.

Essas ideias têm tudo para ser sucesso.

E você? Costuma andar de bicicleta? Seria adepto? Conhece estabelecimentos que oferecem vantagens aos ciclistas em outras cidades do Paraná?

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Você já ouviu falar em crowdfunding?

Se não ouviu, trata-se de uma forma de financiamento coletivo.

Vou explicar… Sabe aquele grupo que apoia uma mesma ideia e não tem dinheiro para financiá-la? Ou quando se tem um ideal ou um produto e não consegue produzi-lo por falta de investimento?

Foi de situações assim que surgiu o financiamento coletivo: uma vaquinha virtual.

A ideia não é querer lucrar pela boa vontade alheia, mas sim divulgar uma ideia e receber apoio pra que se torne verdade.

E é algo que vem crescendo. Só para vocês terem ideia, o site Kickstarter, só em 2011, registrou 27 mil projetos! Outros sites mundiais são o IndieGoGo e RocketHub.

Aqui no Brasil, os sites de financiamento coletivos mais populares são o Catarse e o Queremos.

Esse esquema de arrecadar dinheiro por uma causa, e por vezes receber algo em troca, ocorre há décadas, principalmente em cunho social, mas agora abrange também as pessoas físicas em busca de apoio para a arte.

Por exemplo, aqui no Brasil, no filme “Raul: o início, o fim e o meio”, o diretor Walter Carvalho propôs a oportunidade [e o investimento] de que quem pudesse contribuir com alguma quantia de dinheiro teria em troca seu depoimento incluído no fim do filme, enquanto sobem os créditos; ou teriam apenas seu nome nos agradecimentos, ou, ainda, ingressos para uma pré-estreia fechada.

Esses esquemas em prol de atividades culturais também ocorreram com outros filmes, como “Kick-Ass”, onde o nome do personagem foi sorteado por aqueles que ajudaram a levantar fundos para uma instituição de caridade. São também apoios às bandas, para a criação de produtos (CD, DVD, por exemplo) e shows, com direito a ingressos, por exemplo, ou para peças e exposições.

Houve até mesmo projetos ligados para adaptar uma alça (tipo de relógio) para o iPod!

Enfim, não se trata somente de uma doação: há uma troca entre os participantes do crowdfunding.

E você? O que acha dessa ideia? Já viu ou tem algum projeto que precisa de investimento?

E… Semana que vem é carnaval, gente!

Pra quem gosta da folia, divirta-se com segurança, consciência e respeito aos outros e a cidade.

Pra quem não curte, bons filmes, seriados, passeios!