Aluno de Pato Branco é vice-campeão de taekwondo e ganha bolsa atleta

Um aluno campeão! O atleta Lucas Ostapiv, 17 anos, do curso técnico integrado em agrimensura (Câmpus Pato Branco), acaba de conquistar o vice-campeonato Brasileiro Menores de Taekwondo, na categoria que vai até 74 kg. De quebra, ainda conquistou o bolsa atleta federal, programa do Ministério dos Esportes que financia promessas do esporte brasileiro.

Lucas Ostapiv (esquerda) junto com os outros vencedores do Campeonato

Lucas Ostapiv (primeiro à esquerda) junto com os outros vencedores do Campeonato

O Blog do Aluno bateu um papo com o Lucas, em que ele conta um pouco sobre sua rotina e trajetória no esporte. Confere aí:

Estudar e treinar, tudo ao mesmo tempo, não deve ser nada fácil. Como você concilia o esporte com seus estudos?

Vou para a aula de manhã, estudo e treino de tarde, e à noite treino. Normalmente dá tempo de fazer tudo. A penúltima semana antes de qualquer campeonato tende a ser bem intensa, e para os campeonatos mais importantes e difíceis ocorre uma longa preparação dividida em macrociclos, mesociclos e microciclos, onde treinos de explosão muscular, força, velocidade, flexibilidade, e treinos técnicos e táticos se alternam.

Conte um pouco como foi sua trajetória no esporte.

Comecei a treinar taekwondo em 2010, e a competir na faixa preta em 2013, ano em que fiquei campeão da Copa Paraná, vice-campeão da Copa do Brasil, vice-campeão do Campeonato Brasileiro Interclubes e campeão do Grand Slam Juvenil de Taekwondo, conquistando a titularidade na Seleção Brasileira Juvenil de Taekwondo de 2014 na categoria até 78 kg.

Em 2014 competi no Campeonato Mundial Junior em Taipei [Taiwan], no entanto não consegui medalhar.  No mesmo ano fui campeão da Copa Paraná na categoria juvenil e sub-21, campeão paranaense, campeão do Brazil Open, vice-campeão da Copa do Brasil, e terceiro lugar no campeonato brasileiro.

Até agora, em 2015, já fui campeão paranaense, vice-campeão brasileiro, e vice-campeão brasileiro interclubes.

Como foi sua vitória e experiência pessoal com o Campeonato?

É sempre animador e um desafio lutar com atletas bons e experientes, e como no Campeonato Brasileiro só participam os melhores de cada estado, toda luta é emocionante e um aprendizado.

O Campeonato Brasileiro Menores de Taekwondo ocorreu de 10 a 12 de julho, no Ginásio Moringão, em Londrina, englobando as categorias cadete, infantil, juvenil e sub 21. O evento atraiu 583 atletas oriundos de 22 estados do país e contabilizou presença de um público estimado de 1.500 pessoas.

 

Aluna da UTFPR que esteve no Centro Cívico nesta quarta relata o que vivenciou

Ontem, 29 de Abril de 2015, ficou marcado. Não conseguia apenas assistir a tudo aquilo acontecendo de longe. Tinha que fazer a minha parte nessa luta. Tinha que ir até lá.

Faltavam cinco quadras até a praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico, onde o massacre estava ocorrendo. Nessa distância, já era possível escutar as bombas sendo soltas para dispersar os manifestantes e o helicóptero voando baixo, sinalizando o recado da PM de que não deveríamos estar ali.

O desespero e os gritos eram apenas um ruído, no meio da explosão das bombas. O sindicato tentava tranquilizar a todos com um tom sereno. “Calma, calma, por favor! Nós não somos bandidos!”.

Fui orientada a entrar na Prefeitura. Lá, as primeiras vítimas do ataque estavam sendo socorridas, improvisadamente. Não havia nenhum outro lugar para ir. A neblina lá fora não era mais de um dia normal em Curitiba. Era Gás Lacrimogênio.

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Em uma estrutura emergencial, a guarda municipal e uma estudante de medicina auxiliaram os primeiros sufocados. Logo, as vítimas das balas de borracha começaram a aparecer, e, em 10 minutos, o ambiente já estava lotado.

Foto: Danielle Serejo

O choque era tremendo. Eles não sabiam sequer quem havia atirado. Estavam muito magoados. Perguntavam “por que, meu Deus? ”, e eu os abraçava. A dor psicológica parecia muito maior que a física. Era uma traição, humilhação.

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Um professor disse que queria apenas fotografar. Chegou com sua câmera na mão e o olho atingido por uma bala de borracha. “Eu não sei como isso aconteceu. Dói tanto. Eu só queria fotografar…”, disse. Entre os feridos, a grande maioria era de professores. Mas havia senhores e jovens estudantes também. A guerra era para todos, e o resultado violento dela, também.

Foto: Danielle Serejo

De repente, percebi que tinha sangue nas minhas mãos. Mas, além de mim, havia sangue nas mãos de todos os professores que estavam ali, feridos. Sangue que outrora poderia ser a poeira de um giz. E aquilo doía muito. Em todos nós.

Foto: Danielle Serejo

Outros olhavam atônitos do lado de fora, esperando notícias. Depois de absorver tudo aquilo, uma senhora me disse com lamentação: “Isso é uma tragédia, moça. Como é que posso voltar a dar aula desse jeito?”. Naquele momento percebi que, embora distantes, isolados em sua própria dor, todos de alguma forma, se olhavam. Esse olhar, de misericórdia, foi o único momento de humanidade que vi naquela tarde. Apesar de tudo, das balas, bombas, gritos e sangue, estávamos ali por um motivo. Mesmo os feridos, ninguém ali estava disposto a desistir do seu propósito.

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Foto: Danielle Serejo

Enquanto um olhava decepcionado para o chão, outro homem sorriu brevemente. Pedi para fotografá-los. Não queria invadi-los ainda mais no meio de tanta dor. Além do apoio, queria que seus rostos tivessem voz. O mundo precisa ver, mesmo que seja pela dor, a importância disso pelo que estamos lutando. Por acreditar nisso é que apoio o movimento dos professores desde o início de suas manifestações aqui na capital. Nós, definitivamente, precisamos deles. Deveríamos fazer questão de mostrar-lhes isso, mas o que vemos é o contrário. Eles é que precisam se arriscar para garantir sua notoriedade.

Ontem, eternizei o desespero e a dor de todos aqueles que foram em busca de justiça.
Essa é a maior virtude, na minha opinião, que um ser humano pode ter.
Para que o Paraná nunca esqueça que, apesar da vergonha de ontem, nós temos heróis.

Foto: Danielle Serejo

 

** Danielle Serejo
Aluna do curso de Comunicação Institucional do Câmpus Curitiba da UTFPR

 

Aluna da UTF recebe prêmio de universidade irlandesa

O Blog do Aluno sempre mostra a galera da UTF em destaque mundo afora. Hoje é a vez da aluna do curso de Design, Franciele Rosário, que recebeu o prêmio de melhor estudante do Limerick Institute of Technology (LIT), na Irlanda!

Franciele foi reconhecida por obter as melhores notas em todas as disciplinas do curso “Animation and Motion Design”, realizado durante um ano de intercâmbio na instituição irlandesa.

Franciele acompanhada da coordenadora do curso de Design, da professora Miriam Retorta e dos representantes da LIT: Michael, Cliona e Siobhan

Por isso, no último dia 04, representantes do LIT vieram a Curitiba para entregar o certificado e o prêmio em dinheiro para a estudante. Durante a cerimônia, o vice-presidente do instituto, Michael O’Connell, elogiou a determinação da aluna.

Franciele agradeceu e contou como iniciou sua jornada. “Eu cheguei lá em agosto de 2013 e tive um mês de aulas de inglês. O nosso professor era ótimo, pois nos passava muitos detalhes da cultura irlandesa, que é super peculiar e riquíssima”, conta.

Após essa fase, a aluna começou as aulas regulares na cidade de Clonmel. “Foi uma experiência única! Os professores foram muito atenciosos e eu tive aulas bem focadas em animação e vídeo”. Além dos estudos,  Franciele também  conta que pôde tirar alguns dias para viajar. “Sempre tinha trabalhos grandes para entregar e provas no fim de cada semestre. Mas, nas semanas de folga, pude aproveitar para conhecer novos lugares”, diz.

Quer fazer intercâmbio como a Fran? Veja as dicas que ela deixou: 😉

1. Aproveite a oportunidade. As possibilidades de estudar lá fora aumentaram com o Ciências Sem Fronteiras.
2. Não se acomode. Estude. Se você não se encaixou bem no seu curso, estude a língua estrangeira. Mas não deixe esse tempo passar só como diversão porque o que você pode trazer de lá é muito mais valioso.
3. E se divirta também! Aproveite as folgas para viajar, converse bastante com estrangeiros, faça muitos amigos e traga boas histórias.

UTFPR é finalista do Prêmio Bom Design 2014

E aí, ficou sabendo da SemanaD que aconteceu no começo do mês? O evento foi lá no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e teve a presença de designers, empresas e toda a comunidade. Durante a quarta edição da SemanaD, eles puderam trocar informações, promover marcas e produtos e, principalmente, compartilhar experiências mostrando o poder transformador do design.

O PRÊMIO BOM DESIGN 2014

No “Dia do Designer”, 5 de novembro, foram realizadas palestras e workshops em que alguns professores da UTF foram os protagonistas, propagando o conhecimento para todos os que estavam presentes: Ana França, Marco Mazarotto, Gheysa Prado, Kando Fukushima, Claudia Bordin e Marcelo Publio. Mais tarde, no Espaço D, foi realizada a entrega dos certificados aos finalistas do Prêmio Bom Design 2014, e também da premiação principal aos vencedores.

Dois projetos finalistas foram realizados por alunos da UTFPR: o website desenvolvido por Priscylla Soares Nunes para a ONG Amahteb e o aplicativo Pin Curitiba de Ary Ney Chaicoski Junior e Gabrielle Justi Kalô.

Pin Curitiba

O aplicativo foi desenvolvido para dispositivos móveis e oferece informações sobre os patrimônios tombados pelo patrimônio nacional e estadual presentes na cidade de Curitiba.

Por enquanto, o aplicativo é apenas um protótipo desenvolvido para o TCC dessa dupla aí, mas toda a interface está disponível aqui.

Os patrimônios são divididos em: Edifícios, Monumentos, Museus, Natural, Paisagens Urbanas e Residências:

E em cada seção você encontra uma lista de lugares para visitar:

Não sabe o que é patrimônio tombado? O Pin Curitiba pode te explicar:

 

Dentro do sistema é possível acessar os mapas que indicam as atrações da mesma seção:

E também criar roteiros de passeios:

 

Legal né?! Se quiser ver mais sobre o aplicativo é só dar o play nesse vídeo.

 

 

 

Onde você estuda?

Não é segredo que os universitários são especialistas em estudar em locais inusitados, principalmente quando está chegando aquela prova de Cálculo. Mas o rendimento varia muito de acordo com o seu perfil.

Leonardo e Lívia estudam nos ´queijos´, já que lá podem interagir livremente

Leonardo Guimarães e Lívia Maryah, alunos do curso Técnico em Eletrônica da UTF, possuem perfis muito diferentes de estudo. Em casa, Lívia prefere estudar na cama e deixa alguma música de background. Já Leonardo estuda na escrivaninha, em silêncio absoluto.

Apesar das diferenças, quando estão na universidade, os dois estudam juntos ao ar livre nos ´queijos´ do Câmpus Curitiba. “Aqui nós podemos estudar conversando sem atrapalhar os que buscam o silêncio da biblioteca”, comenta Lívia.

Amanda Amorim, aluna de Tecnologia em Comunicação Institucional,  estudando no Câmpus

Essa diferença de perfil é explicada por Mauricio Peixoto, líder do Grupo de Aprendizagem e Cognição da UFRJ “Enquanto o silêncio pode ser essencial para uns, para outros ele pode provocar inquietação. Há alunos que rendem mais estudando no modo tradicional, sentados, enquanto outros se concentram melhor até mesmo caminhando”.

Além dos ´queijos´, a arquibancada das quadras e o R.U podem ser alternativas para quem não consegue estudar em silêncio. Fora da universidade, cafeterias e parques podem ser uma boa escolha, já que você pode conhecer melhor a sua cidade e experimentar novas maneira de estudar.

E aí? Está disposto a descobrir o melhor ambiente para seu aprendizado? Então, aproveita o início do 2º semestre e conta pra gente. E, caso você queira mais uma força nos estudos, confira de novo os post sobre dicas sobre anotações e os perfis de aprendizado. 😉