Alunos de Campo Mourão criam nova fonte de Libras

Você sabia que existem mais de 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva parcial ou total no Brasil e que a acessibilidade para essas pessoas realizarem atividades do cotidiano ainda é um desafio? Pois é, foi pensando nisso que os alunos Diego Aguiar e Alexandre Nassar, que cursam o ensino médio técnico em Informática no Câmpus Campo Mourão, criaram uma fonte tipográfica em Libras (a Linguagem Brasileira de Sinais) compatível com todos os sistemas operacionais de computador: Mac OS, Linux e Windows.

A ideia surgiu por meio de um projeto de extensão coordenado pelo professor Ricardo Sander, que visa aproveitar os conhecimentos da área de informática para contribuir com a comunidade externa, disponibilizando a fonte para o público gratuitamente. Também colaborou para a criação do projeto o fato de que a última fonte em Libras é de 2002 e já tem mais de 15 anos, ou seja, não evoluiu paralelamente à língua portuguesa.

Para criar a fonte, foi necessário um trabalho minucioso onde os alunos passaram por várias etapas, trabalhando com diversos equipamentos e softwares até sua implementação na forma de fonte tipográfica, com um sistema de formulação totalmente inédito, criado pelos próprios alunos. Olha só o resultado final:

15036625_670337776476659_7357072935229434422_nPara os deficientes auditivos, o alfabeto manual (datilologia) é muito importante na língua de sinais pois permite que palavras que ainda não tenham um sinal definido sejam soletradas, funcionando como um elo entre a língua de sinais e à língua oral.

E os resultados ao longo do ano foram melhores do que o esperado. “Estamos extremamente felizes e satisfeitos, pois já obtivemos mais de cinco mil cliques em download por todo Brasil, mais de 600 curtidas em nossa página do Facebook, diversos minicursos e aulas que utilizam nossa fonte. Além de inúmeras mensagens de agradecimento e reconhecimento do nosso projeto, sobretudo de professores de Libras de inúmeras regiões brasileiras”, destaca Diego.

Alexandre ressalta que a contribuição com um público que necessita deste recurso vale muito a pena: “Há inúmeras formas de contribuir para uma sociedade melhor, desde trabalho de caridade, políticas, qualificação, acessibilidade e inclusão. Acreditamos que o projeto Libras 2016 será uma ótima ferramenta principalmente para o ensino da língua. Sentimo-nos bem por saber que contribuímos nesse sentido”.

Quer ter a fonte em seu computador? Siga os passos para obter uma fonte leve, gratuita, inclusiva e muito fácil para instalar:
Link para download (.otf)
Link para download (.ttf)
– Abra o arquivo baixado em seu computador e clique em “Instalar”
– Pronto, agora em qualquer editor de texto você consegue utilizar a fonte do projeto Libras 2016!

Copel financia com até R$ 10 mil startups de tecnologia

A Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) lançou um programa de incentivo às startups ligadas à energia e à tecnologia. O projeto Copel+ está com inscrições abertas até o próximo dia 27 e selecionará 10 startups para um programa de imersão com duração de seis meses.

Para participar, a empresa que está iniciando suas atividades deve inscrever-se através do site, ler atentamente o edital e passar por duas etapas.

1ª etapa: análise documental da atual situação da empresa (aspectos legais e tributários) e análise da proposta de parceria e modelo de negócios da Startup.

2ª etapa: entrevistas presenciais para verificar a aplicabilidade da proposta com os objetivos estratégicos da Copel.

As 10 startups selecionadas estabelecerão uma parceria com a Copel, e poderão desfrutar de alguns benefícios como livre uso dos espaços da organização, acesso à infraestrutura, mentoria especializada além de um incentivo de R$ 10 mil para executar o projeto.

Se você tem uma startup que trabalhe com a área de geração, transmissão, comercialização, distribuição de energia ou telecomunicações que possam agregar valor aos negócios da Copel, não perca a oportunidade e inscreva-se já!

Ada Lovelace Day 2017

Vai ter mulheres na Tecnológica, SIM!

Com o objetivo de mostrar (e celebrar, é claro!) tudo o que foi conquistado pelas mulheres na tecnologia, ciências, matemática e engenharias, o Coletivo Emíli@s – Armação em Bits realizou no último dia 10, no Câmpus Curitiba, o Ada Lovelace Day, evento que apresentou uma série de palestras, oficinas e debates sobre a inserção das mulheres nessas áreas.

Oficina do Ada Lovelace Day 2017 no Câmpus Curitiba

Ada Lovelace Day 2017 no Câmpus Curitiba (Foto: Divulgação)

A iniciativa é organizada pelo Departamento Acadêmico de Informática (Dainf) do Câmpus Curitiba com o objetivo de aumentar a representatividade feminina na área da Computação, despertando o interesse de futuras estudantes e mantendo a motivação das atuais acadêmicas dos cursos de Engenharia da Computação e Sistemas de Informação.

A professora Maria Cláudia Emer, uma das organizadoras do evento, comenta que, apesar dos vários avanços vivenciados nos últimos anos, a questão cultural ainda é um empecilho para inserção das mulheres em cursos de tecnologia, uma vez que graduações nessa área ainda estão relacionados ao esteriótipo masculino.

O ponto positivo é que diversas iniciativas, como o Ada Lovelace Day, visam romper essas barreiras. “Com a realização do evento, nós celebramos as conquistas de mulheres nas ciências e pretendemos alcançar a integração e compartilhamento de experiências entre mulheres e homens nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática”, comenta Maria Cláudia.

Ada Lovelace Day 2017 no Câmpus Curitiba (Foto: Divulgação)

Ada Lovelace Day 2017 no Câmpus Curitiba (Foto: Divulgação)

Ada Lovelace Day

O Ada Lovelace Day foi criado com o objetivo de celebrar as conquistas e feitos das mulheres na tecnologia, ciência, matemática e engenharia. O nome da data comemorativa faz referência a Ada Lovelace, matemática e escritora inglesa reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, isso ainda no século XIX. E olha que legal, Ada é considerada a primeira programadora de todos os tempos e não apenas a primeira mulher a escrever um código.

Trabalho de aluno de graduação é premiado em workshop nacional

Mais uma conquista dos nossos alunos 😉

O trabalho de iniciação científica do aluno do Bacharelado em Ciência da Computação do Cãmpus Campo Mourão, Luiz Felipe Fronchetti Dias, recebeu o prêmio de MELHOR ARTIGO do V Workshop de Visualização, Evolução e Manutenção de Software (VEM 2017), realizado no último dia 20 de setembro, em Fortaleza, junto ao VIII Congresso Brasileiro de Software (CBSoft).

Intitulado Who Drives Company-Owned OSS Projects: Employees or Volunteers?, o artigo foi orientado pelo professor Igor Steinmacher, em parceria com pesquisador Gustavo Pinto e seu orientando Jhoylan Santos, ambos da Universidade Federal do Pará. O artigo é parte do projeto de pesquisa do professor Steinmacher, recentemente aprovado no Edital Universal CNPq.

O artigo apresenta um estudo sobre a participação de desenvolvedores pagos e voluntários em projetos de software livre que são gerenciados/mantidos por empresas. Foram analisados dois projetos que pertencem ao GitHub (atom e hubot), que são projetos ativos, e receptivos a contribuições externas. Os achados mostraram que desenvolvedores que trabalham no GitHub são responsáveis por 45,54% dos pull-requests do projeto, enquanto contribuidores externos submeteram 54,46%. Também observou-se que desenvolvedores externos submetem variadas contribuições, desde documentação até código mais complexo.

Outro trabalho do professor Igor Steinmacher, em parceria com o professor Igor Wiese e Anderson Bergamini (aluno de mestrado da UEM), foi premiado com o 3° lugar neste mesmo evento.

O CBSoft, que é o principal evento científico da área de software do Brasil, contou com a participação de outros alunos do Câmpus Campo Mourão, incluindo a apresentação de 2 artigos na trilha principal do evento . Um deles apresentado pela também aluna de graduação Mairieli Wessel, sob orientação do professor Igor Wiese.

Segundo o professor Steinmacher, a premiação mostra a inserção da UTFPR entre as grandes universidades em termos de pesquisa de ponta no Brasil. “Vale ressaltar que publicações em eventos na área de Ciência da Computação são de mesma importância que publicações em periódicos (journals) e tem grande impacto, tendo inclusive avaliação de acordo com o Qualis”, comenta.

 

Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica 2017

Sim, muita gente quer ver o resultado da sua pesquisa!

Então, olha só esta oportunidade 😉

O Câmpus Londrina sediará, em 2017, o XXII Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (Sicite) da UTFPR, que será realizado entre 18 e 20 de outubro. Promovido anualmente pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG), pelas diretorias de Pesquisa e Pós-Graduação e pelo Comitê Interno Pibic/Pibiti, o evento é direcionado à divulgação dos resultados dos trabalhos de iniciação científica e tecnológica desenvolvidos por alunos bolsistas e voluntários no âmbito dos programas apoiados por agências de fomento. Para participar, os alunos deverão se inscrever e submeter seus trabalhos entre os dias 11 e 28 de agosto.

sicite

Para divulgarem seus trabalhos de iniciação científica e tecnológica, os alunos da UTFPR participantes dos programas institucionais de Iniciação Científica (Pibic), de Iniciação Científicas nas Ações Afirmativas (Pibic-AF), de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), de Iniciação Científica para o Ensino Médio (Pibic-Jr e Pibic-EM) e de Voluntariado em Iniciação Científica e Tecnológica (PVICT) poderão se inscrever nas modalidades apresentação oral ou pôsteres. Durante o evento, os trabalhos apresentados são avaliados por uma comunidade acadêmico e os resultados são divulgados para a sociedade em geral.

Além das apresentações de trabalhos, a programação do Sicite contará com palestras.

Mais informações estão disponíveis na página do Sicite.