Pato a Jato bate novo recorde na Shell Eco-marathon Americas

E mais uma vez a Pato a Jato se destaca na Shell Eco-marathon Americas e foi a melhor equipe brasileira na maratona. O protótipo Popygua 2.2, construído pelos alunos do Câmpus Pato Branco, percorreu 523 Km com um 1 litro de etanol na edição 2018 da competição, realizada no último final de semana na Califórnia (EUA). O antigo recorde, também conquistado pela equipe, era de 412,4 Km/L.

Equipe Pato a Jato na Shell Eco-marathon Americas 2018 (Foto: Divulgação)

Equipe Pato a Jato na Shell Eco-marathon Americas 2018 (Foto: Divulgação)

Além do novo recorde, a marca possibilitou à Pato a Jato a conquista do quinto lugar geral da competição. Segundo Cassiano Stempkowski, um dos membros da equipe, o resultado é fruto de um empenho coletivo. “Nossa equipe trabalha muito duro, temos poucos recursos, não somos eficientes apenas dentro das pistas, também somos eficientes na questão de estrutura e financeira. Durante os trabalhos, nos deparamos com uma série de desafios, que foram superados pela união e determinação da equipe”, comenta.

Atualmente, a Pato a Jato conta com 21 membros e 21 trainees. Ao longo dos seus nove anos de existência, estima-se que mais 100 alunos passaram pela equipe. “A conquista para a equipe é a coroação do trabalho duro. Mas para os membros o resultado não é o mais importante, cada momento vivenciado dentro do projeto é valorizado. Os alunos desenvolvem um alto nível de engajamento multidisciplinar, muito além do que é trabalhar em sala de aula; desenvolvendo um senso de responsabilidade, trabalho em equipe, criatividade e resolução de problemas sob pressão”, completa Stempkowski. A equipe é coordenada pelo professor Luiz Carlos Martinelli.

Shell Eco-marathon Americas

A Shell Eco-marathon desafia equipes de estudantes de todo o mundo a projetar, construir e testar veículos ultraeficientes em termos de uso de energia. Esse evento global incentiva o debate sobre o futuro da mobilidade e inspira jovens engenheiros a ampliarem as fronteiras da eficiência de combustível.

Equipes de robótica participam de competição internacional

Duas equipes de robótica, formadas por alunos do ensino médio e orientadas por acadêmicos da UTFPR dos Câmpus Medianeira e Toledo participaram neste mês de março da First Robotics Competition (FRC), o maior desafio mundial de robótica educacional, que aconteceu nos Estados Unidos e Canadá.

Equipe Strike durante fase internacional da competição (Foto: Divulgação)

Equipe Strike durante fase internacional da competição (Foto: Divulgação)

Sob a orientação do professor de matemática Pedro Elton Weber, coordenador do Projeto de Robótica, acadêmicos mentores e colaboradores, os integrantes das equipes tiveram uma intensa preparação, por meio de aulas teóricas e práticas de robótica, eletrônica, mecânica, elétrica e relações empresariais, essenciais para executar a construção de robôs.

Em uma atividade que combina a emoção do desafio e os rigores da ciência e da tecnologia, os alunos foram desafiados a projetar, construir e programar um robô de nível industrial, capaz de auxiliar no trabalho de carga e descarga de caixas, em um prazo restrito de seis semanas, a partir de um kit distribuído pela FIRST®, a todas as equipes participantes.

Equipe Strike (Foto: Divulgação)

Ao final desse prazo, a equipe ROOSTERS, formada por alunos das Escolas Estaduais João Manuel Mondrone, Marechal Arthur da Costa e Silva (Medianeira) e acadêmicos da UTFPR Medianeira, desenvolveu o robô Gambis, que competirá em Rochester, Estados Unidos, em meados de março. A equipe STRIKE, formada por alunos do Colégio Bertoni (Foz do Iguaçu) e da UTFPR, construiu o robô Soraya apresentado durante a regional do evento na cidade de Montreal, Canadá.

De acordo com o professor Pedro, há muito do que se orgulhar nesta competição. Das 3.600 equipes e mais de 90 mil alunos inscritos na FRC/2018, há somente 10 participantes brasileiras e, dentre elas, as equipes de Medianeira e Foz do Iguaçu, que nasceram de projetos voluntários de acadêmicos da UTFPR, são as únicas do estado do Paraná.

Sobre a FIRST®

Organização internacional, sem fins lucrativos, promotora de desafios anuais de robótica para jovens em fase escolar, em parceria com a NASA e Google, que atende mais de 460.000 estudantes no mundo, agrupados em mais de 7 mil equipes. A FRC é um dos quatro programas da FIRST®, destinado a estudantes do ensino médio.

Alunos conquistam prêmio com proposta de muro de LED na Cisjordânia

Ideias que iluminam. Os estudantes Caroline De Carli, de Arquitetura e Urbanismo, e João Pedro Lopes Andrade, de Engenharia Civil, foram premiados com o 3º lugar da CLUE Competition, concurso internacional de iluminação urbana, com o projeto Awallness, que faz uma crítica à construção do muro de separação na Cisjordânia, região central do conflito entre Palestina e Israel.

Projeto Awallness (Foto: Decom)

Projeto Awallness (Foto: Decom)

O objetivo do concurso era estimular os participantes a responderem, a partir dos projetos, como utilizar a iluminação pública para ir além de sua função tradicional e interagir com os sentidos humanos. E, assim, surgiu o Awallness. O nome faz uma combinação com as palavras awareness, “conscientização”, e wall, “muro”. A proposta era instalar painéis de LED nos dois lados da barreira construída na Cisjordânia, o que possibilitaria a visualização das pessoas que estão do outro lado. E mais: quando duas pessoas encostam no mesmo local de lados opostos do painel, um ponto vermelho aparece e um sensor permite que ambas se fale.

Esta foi a segunda vez que os alunos do Câmpus Curitiba (ah, e que também são namorados S2) participam desse tipo de competição. “A gente já vinha há algum tempo conversando a respeito da possibilidade de adentrar na área de concursos de arquitetura. Então eu pesquisei os que estavam acontecendo no momento, e esse nos pareceu o mais relevante; isso por levar em consideração a proposta do concurso”, comenta João Pedro.

Caroline De Carli e João Pedro Lopes Andrade, alunos do Câmpus Curitiba (Foto: Divulgação)

Caroline De Carli e João Pedro Lopes Andrade, alunos do Câmpus Curitiba (Foto: Divulgação)

Caroline explica que a inspiração para o desenvolvimento do projeto veio de edições anteriores do concurso, que já apresentavam trabalhos de cunho mais político: “Partimos da ideia de que precisávamos fazer algo que iria mexer com as pessoas; e, pelo feedback, conseguimos”.

O projeto competiu com outros 361, oriundos de 58 diferentes países, e foi o primeiro da América Latina a ser a premiado na competição. “Competir com profissionais que já possuem anos de experiência e desempenhar tão bem nos deixou com um sentimento de que temos muito a galgar nessa área ainda”, comemora João Pedro.

Parabéns, Caroline e João Pedro :)

Calouros, sejam bem-vindos!

Já comemorou muito a aprovação? Agora é hora de, definitivamente, os jogos começarem!

Mas a gente sabe que, em todo começo, é normal bater aquele sentimento de estar perdido em um espaço totalmente diferente e com pessoas que, muito provavelmente, você nunca tenha tido contato antes. Por isso, o Blog do Aluno preparou este post de boas vindas pra você conseguir se guiar neste universo (literalmente) da Universidade 😉

VoltaAulas2018

A primeira dica é conhecer a estrutura física da Tecnológica, sua segunda casa nos próximos anos. E, para isso, basta dar uma olhada no mapa do câmpus onde seu curso é ofertado – os mapas estão disponíveis nos respectivos portais. Assim, você conhece onde ficam o departamento do seu curso, as secretarias, banheiros, quadras, bibliotecas e o Restaurante Universitário (RU).

E pra você ter livre acesso aos ambientes da Universidade, não se esqueça de fazer seu crachá no Derac, o Departamento de Registros Acadêmicos, ou Secretaria, como é conhecido pelos alunos. A produção do crachá segue um cronograma próprio; então, informe-se sobre os dias e horários de atendimento. Atenção: o crachá é indispensável para você ter acesso a diversos serviços como, por exemplo, o RU e a biblioteca.

Sistema de Bibliotecas. O acervo de mais de 200 mil exemplares está disponível para todos os estudantes, seja para consulta local ou empréstimo. O cadastro é bem simples. A partir do número da sua matrícula, será gerada uma senha pessoal para a realização de empréstimos e renovações on-line. Cada aluno pode emprestar cinco livros pelo período de sete dias, podendo serem renovados por outras três vezes por igual período.

Auxílio Estudantil. Os alunos que possuem renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio podem se inscrever no programa de Auxílio Estudantil, que através das bolsas (básica, alimentação, instalação e moradia) dão uma força para os estudantes que mais precisam. Todo o seletivo é coordenado pelos núcleos de Assistência Estudantil (Nuapes) dos câmpus.  Além disso, todos os estudantes regularmente matriculados têm direito à alimentação subsidiada nos Restaurantes Universitários (RU).

Internacionalização. Você sabia que a Tecnológica possui convênios com diversas universidades estrangeiras? Sim, são mais de 90 acordos já firmados e muitos outros em fase de negociação. Por conta disso, os cursos de graduação cada vez mais fecham parcerias de dupla diplomação (você ainda ouvir falar muito nisso), o que possibilita ao aluno fazer um período de intercâmbio no exterior e ainda receber dois diplomas de graduação, um expedido pela Tecnológica e outro, pela instituição estrangeira. Saiba mais diretamente na coordenação do seu curso.

Muito mais… Além disso, os câmpus têm diversas atividades extracurriculares para os alunos, como é o caso dos grupos de teatro, corais, incubadoras, hotéis tecnológicos e até empresas juniores. E, claro, há também as atividades encabeçados pelos Centros Acadêmicos, representantes dos interesses dos alunos junto às coordenações, e pelas Atléticas, responsáveis por dar uma mão para a galera que adora esportes.

Ah, e para terminar, não poderia deixar falar um pouco sobre a nossa Tecnológica. A Instituição não foi criada e, sim, transformada a partir do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR). Como a origem deste centro é a Escola de Aprendizes Artífices, fundada em 1909, a UTFPR herdou uma longa e expressiva trajetória na educação profissional. Trajetória esta que se consolida com o ensino, a pesquisa e a extensão, reconhecidos cada vez por sua qualidade.

Por falar em qualidade, alguns dados: somos a 2° Universidade Jovem (menos de 30 anos) mais Importante do Brasil, segundo o Ranking da Folha de S. Paulo (RUF), a 1° Instituição no Conceito Médio de Graduação do Paraná e a 16° Instituição no Conceito Médio de Graduação do País. Além disso, temos o maior número de vagas ofertadas em cursos de Engenharia no Brasil e a maior oferta anual de vagas no Sistema de Seleção Unificada do MEC (Sisu). Atualmente, está presente em 13 cidades do Paraná com mais de cem cursos de graduação.

É isso aí. Um bom período letivo a todos! :)

 

Alunos de Engenharia Ambiental recuperam áreas em Francisco Beltrão

Aula prática é bom e todo mundo gosta, não é? Elas são responsáveis por apresentar ao aluno como tudo o que é ensinado em sala de aula é aplicado na vida real, no mercado de trabalho e na experiência profissional do aluno. Mas quando as aulas práticas ajudam a comunidade, a sensação de dever cumprido se multiplica!

E hoje vamos contar mais sobre um projeto realizado pelos alunos do curso de Engenharia Ambiental do Câmpus Francisco Beltrão que está restaurando uma área de preservação permanente (APP) próximo à Universidade.

alunos-engenharia-ambiental-francisco-beltrao

E tudo começou quando a professora Denise Andréia Szymczak entrou em contato com a Secretaria do Meio Ambiente da cidade para solicitar o uso da área para atividades práticas que resultariam na recuperação da trincheira, que fica às margens do Rio Marrecas. A ideia veio após verificar que, mesmo com a intervenção da prefeitura, as mudas plantadas não foram desenvolvidas.

E assim, com o apoio da SMA de Francisco Beltrão, os alunos do 8º período do curso realizaram uma análise físico-química no solo e constataram que ele está compactado e com baixos níveis de fertilidade. A partir disso, puderam realizar atividades como mapeamento de uso e ocupação, combate a espécies invasoras que dificultam a fertilização, preparação do solo e, por fim, o plantio de algumas mudas cedidas pelo viveiro municipal.

Joice Casanova é uma das alunas participantes do projeto, e conta como ele fez diferença em sua formação acadêmica. “o trabalho tem contribuído muito para formação enquanto engenheira ambiental, uma vez que aprendemos muito sobre as espécies e sua classificação”.

“É maravilhoso e gratificante pensar que aquela área que estava desprovida de serviços ambientais pode em pouco tempo oferecer a população recursos que podem ser desfrutados por ela e oferecer maior qualidade de vida ao entorno da área”, completa.

Priscila Muniz, outra aluna do projeto, ressalta a importância dos trabalhos para o próprio curso. “O objetivo da prática é que a turma atual implante o Prad (Plano de Recuperação de Áreas Degradadas) e as turmas posteriores realizem a etapa de monitoramento, como é sequência da metodologia proposta. E isso é importante porque são as aulas práticas que mais se aproximam da realidade do trabalho que desempenharemos depois de formados”, comenta.

E você? Conhece algum projeto do seu curso que contribui com a comunidade externa? Realizou alguma aula prática que te incentivou profissionalmente? Conta pra gente 😉