Coluna Persona – Exercício Físico melhora o desempenho nos estudos?

00617_colunapersonaativfisica_5157111752905723997Escutamos o tempo todo que devemos praticar exercícios físicos para evitar problemas de saúde, manter o peso, viver mais, entre outros benefícios. E para os estudos? Os exercícios físicos também ajudam?

Você sabia que a cada vez que você se exercita, a musculatura esquelética envia sinalizadores bioquímicos que atravessam a barreira do cérebro para estimular a produção de fator neurotrófico derivado do cérebro ou BDNF (Brain-Derived Neurotrophic Fator)? Esse BDNF é determinante para a melhora da atividade cerebral.

Para ficar mais fácil de entender vamos fazer uma comparação. O BDNF seria o adubo do cérebro para estimular a produção dos neurônios. Ou seja, quando mais adubo, mais neurônios serão formados. E para produção de mais adubo, os exercícios são a matéria prima. Transformando em dados, você pode aprender 20% mais rápido, imediatamente, após se exercitar.

Além disso, você já observou que uma pessoa que faz atividade física se sente tão bem que quer sempre fazer mais e continuar com o mesmo foco? A capacidade cognitiva também melhora muito com a atividade física.

Afinal, o que é cognição? A cognição é o processo de obter conhecimento através da atenção, memória, juízo, percepção, associação, raciocínio, pensamento e linguagem. Isso quer dizer que a cognição é a forma como cérebro aprende, percebe as coisas, pensa e recorda tudo o que já viu, através dos cinco sentidos que temos.

É comum vermos pessoas que precisem passar em um vestibular, em um concurso, ter uma ideia para um trabalho ou fazer qualquer outra coisa que envolva pensamento e estudo, ficar o tempo todo sentada, estudando e pensando. Parar um pouco, fazer outras atividades e praticar exercício também é importante e vai ajudar e muito na capacidade cognitiva.

“Bora” praticar exercícios?

Coluna Persona – Terrorismo Alimentar

Todo dia surge uma notícia nova sobre o alimento mocinho ou vilão da vez. Em um momento “O ovo é o vilão da alimentação”, diz um site; “Como o ovo pode ajudar na sua nutrição diária”, brada outro. Quem nunca, não é mesmo?

Tudo isso acaba por afastar qualquer possibilidade do prazer à mesa, em nome da idealização do corpo “perfeito” e da “boa” intenção em divulgar que o alimento que se degusta cotidianamente é um verdadeiro veneno, ou um mal capaz de condenar ao aumento de peso e, ainda, uma gama sem fim de males ao corpo.

A terminologia “terrorismo alimentar” ou “terrorismo nutricional” pode até chocar numa primeira leitura, mas ganha cada vez mais espaço até mesmo entre os especialistas. “O termo é para explicar o que está acontecendo no mundo da nutrição, no mundo da saúde, na mídia, sobre as informações nutricionais. Terrorismo porque as pessoas estão perdendo o bom senso, entrando em pânico com alguns mitos e achando que os alimentos são bons ou ruins. Muitos pacientes que têm transtornos alimentares sofreram desse terrorismo a partir de dietas restritivas”, comentou a Sophie Deram, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista ao programa Canal Saúde, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma das instituições de referência em saúde pública.

O resultado, explica a pesquisadora, é que esse medo acaba por restringir a pessoa até mesmo da sua vida social, uma vez que a alimentação é uma das formas mais comuns e prazerosas de socialização.

Para fugir dessa armadilha, o segredo é o bom senso (é claro!). “Seria interessante achar um meio termo, fazendo a ‘paz’ com a comida, para entender que não existe um alimento que de repente vai fazer você engordar ou emagrecer. Também não tem um alimento que vai curar o câncer. Parar com essas crenças que são passadas de maneira sensacionalista e que deixa a pessoa perdida, não sabendo o que comer”, completa Deram.

Ah, e para conferir o programa completo da Fiocruz é só clicar aqui 😉

Coluna Persona – Coaching Educacional

A partir desta semana, todas as quintas, a galera da Assessoria de Assuntos Estudantis da Tecnológica vai dar uma passada aqui pelo Blog para trazer alguma temática relacionada à vida estudantil e ao universo acadêmico.

E o post de estreia da Coluna Persona é sobre…

Coaching educacional 😉

Sair do ensino médio e entrar na universidade é uma mudança e tanto. Sem falar nos muitos casos em que o aluno ainda precisa ludar de cidade e começar uma vida nova em local totalmente novo… ou seja, combo universitário completo.

Então, o aluno chega e olha a sua grade de disciplinas com os respectivos horários, descobre as salas, olha para os nomes das disciplinas, assiste o primeiro dia de aula e pensa: “por onde eu começo estudar?”. Ou pior: “o que estou fazendo aqui?”. Lembra aquela sensação de abrir o ovo de chocolate tão esperado para saber qual é o brinquedo; não é mesmo?

Para amenizar esse impacto inicial e evitar surpresas nada boas no final do semestre letivo, sempre é bom ouvir os especialistas ¯\_(ツ)_/¯

O Dr. Norman Fortenberry, diretor da Sociedade Americana de Educação em Engenharia, elenca algumas dicas que podem ser bem úteis nesse momento:
• Encontre um grupo de estudos no qual você possa ter foco e objetivo do que precisa estudar.
• Encontre recursos, fontes de estudos, além da sala de aula.
• Tenha períodos de descanso, fazendo algo saudável que não esteja relacionado com o conteúdo que você está estudando.
• Estude o mesmo conteúdo de maneiras diferentes, escrevendo, explicando para outra pessoa, lendo, fazendo exercícios e etc.
• Tente ensinar para um colega do grupo o conteúdo que você está estudando, pois dessa maneira você saberá o que ainda tem dúvida ou o que já aprendeu.

Nesta entrevista, Fortenberry fala mais sobre o assunto:

Se você ficou interessado em aperfeiçoar seu processo de aprendizagem, o Coursera oferece o curso ‘Aprendendo a Aprender: ferramentais mentais poderosas para ajudá-lo a dominar assuntos difíceis’, desenvolvido por professores da Universidade da Califórnia (EUA). O curso é gratuito e disponibilizado nos idiomas inglês e português.