Egresso de engenharia eletrônica funda startup nos EUA

O mundo está em um ritmo constante de crescimento tecnológico, e as startups estão aí para mostrar que várias ideias podem ser iniciadas com mais facilidade. Por isso, o Blog do Aluno vai até aos EUA conversar com André Chang, egresso de engenharia eletrônica pela Tecnológica e co-fundador da Startup FWDNXT, a Foward Next.

Após realizar a famosa graduação sanduíche, onde o aluno faz parte da sua formação em uma universidade estrangeira, André foi aceito para um mestrado profissional na Purdue University, em Indiana, e, posteriormente, seguiu pra o doutorado.

Juntamente com outros dois estudantes do doutorado e sob orientação do professor Eugenio Culurciello, André desenvolveu um modelo de Deep Learning que, basicamente, são dispositivos que permitem a máquinas aprenderem a partir de bancos de dados.

E a ideia foi se aperfeiçoando até se tornar um produto e dar origem à Startup FWDNXT. Batizado de Snowflake, o dispositivo é capaz de fazer reconhecimento de pessoas em tempo real, ou seja, elas são reconhecidas mesmo em movimento ou com interferências, como objetos à frente, por exemplo.

Se liga no vídeo de demonstração:

André recomenda a experiência de estudar no exterior para alunos que desejam viver novas oportunidades, mas reforça que a Tecnológica foi fundamental para o processo de pesquisa: “foi na UTFPR que aprendi muito sobre desenvolvimento de aceleradores. Meu TCC [Trabalho de Conclusão de Curso] foi fazer um acelerador para imagens de ultra-som sob orientação dos professores Fabio Schneider, Joaquim Maia e Amauri Assef. O mesmo conhecimento contribuiu no desenvolvimento do acelerador snowflake da FWDNXT”.

E as novidades não param por aí, a Startup já tem planos para expandir suas atividades mundialmente, mas começará especialmente pelo Brasil.

 

Sucesso, André e turma 😉

Vagas para o Sisu 2018.1 \o/

Já está disponível para consulta o quantitativo total de vagas que serão ofertadas pela Tecnológica na edição 2018.1 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Ao todo, serão 4 mil e 400 vagas distribuídas em mais de cem cursos dos 13 câmpus da Universidade.

Pode se inscrever no Sisu quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio, o famoso Enem, no ano de 2017 e obteve nota da redação diferente de zero. A inscrição, realizada exclusivamente no site do Sisu, dá ao candidato a opção de duas escolhas de cursos nas mais de 100 instituições de ensino superior participantes, de acordo com a oferta de cada uma.

Mais de 4 mil vagas serão ofertadas pela UTFPR no Sisu 2018.1

Mais de 4 mil vagas serão ofertadas pela UTFPR no Sisu 2018.1

Mas fique ligado! Na Tecnológica, os pesos das disciplinas sofreram algumas alterações, que dá pra conferir neste anexo. Também foram disponibilizados os últimos scores de maior e menor nota dos processos seletivos passados; é legal consultar essas relações pra ter uma ideia de como andam as notas pro curso que você quer ingressar.

Essas dicas possibilitam que você escolha a melhor opção de acordo com sua nota obtida no Enem e a nota de corte do curso, que é exibida todos os dias no site do Sisu durante o período de inscrição e vai mudando conforme as inscrições efetivadas.

Vale lembrar também que o Sisu adota o sistema da Lei de Cotas, que reserva 50% das vagas para as categorias que estarão listadas no edital do Sisu na UTFPR.

Agora é só ficar atento, pois as inscrições acontecem entre os dias 29 de janeiro e 1º de fevereiro de 2018 e o resultado da chamada regular é logo em seguida, dia 2 de fevereiro. Ah, é claro que existe também a listas de espera para os estudantes não convocados na primeira chamada. É fazer a adesão, também no site do Sisu, entre os dias 2 e 16 de fevereiro. Depois, basta acompanhar as chamadas complementares e cruzar os dedos 😉

Alimento: do prazer à angústia

00647_colunapersonaconsumo_3861542987845778788Se voltarmos a época do homem pré-histórico, perceberemos o quão comum era viver em períodos de escassez alimentar. Toda forma de comida animal ou vegetal era fonte imprescindível para cobrir as demandas energético-proteicas do indivíduo. Além disso, a necessidade de acumular energia corporal para sobreviver por longos períodos de inverno ou seca rigorosos era fundamental.

Após esse período, a humanidade ainda passou por muitos conflitos regionais e mundiais e que condenaram populações inteiras à fome severa. Isso fez com que as pessoas fizessem estoques de energia no organismo pelo medo da fome.

Por milhares de anos a obesidade foi associada a uma doença que afetava apenas os mais ricos. Alimentos – especialmente os mais saborosos e ricos em calorias – eram simplesmente caros demais para que o cidadão comum pudesse obtê-los. Poucos podiam se dar ao luxo de serem gordos e demonstrar sua prosperidade.
Em pleno século XXI, vivemos o oposto. Com a oferta facilitada a uma imensa variedade de alimentos e num período em que muito se esclarece sobre a importância em ter uma alimentação consciente e saudável, aumentam os índices de obesidade e anorexia associados à forma como as pessoas lidam com o alimento quando o entendem como objeto supridor de carências ou de culpa por não se ter um corpo idealizado.

Alimentos estão mais baratos e mais disponíveis. Os mais calóricos podem ser encontrados nos mais variados locais. Hoje, sabemos que obesidade e anorexia matam e a melhor estratégia para o combatê-las é a informação.

Vemos o homem contemporâneo tentando “lutar” com um leão por dia ou “fugir” dele armado de consciência, informações e tecnologias em seu benefício, mas, em vão, já que seu maior combustível, a energia obtida pelo alimento, padece pela sua falta ou excesso.

As pessoas parecem estar tomadas pelo gene do Homem primitivo que, sem escolhas, transitava pelos extremos alimentares.

Alunos de Campo Mourão criam nova fonte de Libras

Você sabia que existem mais de 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva parcial ou total no Brasil e que a acessibilidade para essas pessoas realizarem atividades do cotidiano ainda é um desafio? Pois é, foi pensando nisso que os alunos Diego Aguiar e Alexandre Nassar, que cursam o ensino médio técnico em Informática no Câmpus Campo Mourão, criaram uma fonte tipográfica em Libras (a Linguagem Brasileira de Sinais) compatível com todos os sistemas operacionais de computador: Mac OS, Linux e Windows.

A ideia surgiu por meio de um projeto de extensão coordenado pelo professor Ricardo Sander, que visa aproveitar os conhecimentos da área de informática para contribuir com a comunidade externa, disponibilizando a fonte para o público gratuitamente. Também colaborou para a criação do projeto o fato de que a última fonte em Libras é de 2002 e já tem mais de 15 anos, ou seja, não evoluiu paralelamente à língua portuguesa.

Para criar a fonte, foi necessário um trabalho minucioso onde os alunos passaram por várias etapas, trabalhando com diversos equipamentos e softwares até sua implementação na forma de fonte tipográfica, com um sistema de formulação totalmente inédito, criado pelos próprios alunos. Olha só o resultado final:

15036625_670337776476659_7357072935229434422_nPara os deficientes auditivos, o alfabeto manual (datilologia) é muito importante na língua de sinais pois permite que palavras que ainda não tenham um sinal definido sejam soletradas, funcionando como um elo entre a língua de sinais e à língua oral.

E os resultados ao longo do ano foram melhores do que o esperado. “Estamos extremamente felizes e satisfeitos, pois já obtivemos mais de cinco mil cliques em download por todo Brasil, mais de 600 curtidas em nossa página do Facebook, diversos minicursos e aulas que utilizam nossa fonte. Além de inúmeras mensagens de agradecimento e reconhecimento do nosso projeto, sobretudo de professores de Libras de inúmeras regiões brasileiras”, destaca Diego.

Alexandre ressalta que a contribuição com um público que necessita deste recurso vale muito a pena: “Há inúmeras formas de contribuir para uma sociedade melhor, desde trabalho de caridade, políticas, qualificação, acessibilidade e inclusão. Acreditamos que o projeto Libras 2016 será uma ótima ferramenta principalmente para o ensino da língua. Sentimo-nos bem por saber que contribuímos nesse sentido”.

Quer ter a fonte em seu computador? Siga os passos para obter uma fonte leve, gratuita, inclusiva e muito fácil para instalar:
Link para download (.otf)
Link para download (.ttf)
– Abra o arquivo baixado em seu computador e clique em “Instalar”
– Pronto, agora em qualquer editor de texto você consegue utilizar a fonte do projeto Libras 2016!

Conhecendo a Resoluto Controle Tecnológico #HotelTecnológicoUTFPR

encubadoraHoje o blog do aluno vai até o Câmpus Guarapuava para conhecer o trabalho da RCT, a Resoluto Controle Tecnológico, empresa encubada no recém inaugurado Hotel Tecnológico (HT) do Câmpus.

Mas, antes de tudo, você sabe para que servem os hotéis tecnológicos espalhados em nossos câmpus?  Pois bem, a função dos HT’s é apoiar o desenvolvimento de “pré-empresas”. Basicamente, eles prestam auxílio e fornecem todo o apoio e estrutura a ideias inovadoras que estão por sair do papel, incentivando a postura empreendedora nos alunos, egressos, servidores da universidade e toda a comunidade.

Com a Resoluto não foi diferente. Três alunos do curso de Engenharia Civíl, João Girardi, Ary Vinícius Frigeri e Márcio da Costa Filho, observaram que o serviço de controle tecnológico de materiais de construção civil em Guarapuava era escasso e necessitava de uma empresa capacitada para fornecer serviços de ensaios laboratoriais na região. A ideia ficou entre os três alunos, como um plano a ser executado depois que todos já estivessem formados. Porém, com a inauguração do Hotel Tecnológico no Câmpus Guarapuava, a ideia começou a se tornar realidade.

Dentre as vantagens de incubar uma empresa no Hotel Tecnológico, a principal é a formulação de um plano de negócios estruturado e construído através de diversos cursos, workshops, coachings e capacitações que os empreendedores recebem durante sua “hospedagem”. Além disso, os empreendedores recebem apoio e assessoria nas áreas de marketing, finanças, direito e psicologia e ganham o direito de usufruir do espaço físico para trabalhar (como uma espécie de escritório compartilhado, ou Coworkings), criando um ambiente inspirador e propenso a inovações.

João Girardi, um dos fundadores da Resoluto, conta que o Hotel Tecnológico é um grande aliado da inovação: “O Hotel contribuiu para nos abrir a visão de sermos empreendedores. Eu recomendo o hotel para todas as pessoas que tem ideias inovadoras e que, por algum motivo, não conseguem tirá-las do papel, pois o HT dá suporte a projetos inovadores como a Resoluto”.

Os editais de seleção de empresas que desejam incubar-se nos hotéis tecnológicos abrem todos os semestres. Confira no HT de seu Câmpus as recomendações, aguarde as próximas datas e coloque seu projeto em prática também!

Confira o vídeo contando um pouco da RCT:  https://www.youtube.com/watch?v=w8c29WcsUeo