Coluna Persona: Foco e Concentração

Você prefere assistir a uma série ou ter que estudar para a prova de uma disciplina?
00623_colunapersona_foco_e_atencao_01_9220332452015330676Nem precisamos consultar as pessoas para saber entre qual das opções ela optaria. E isso é facilmente explicável. Quanto mais tempo você fica pensando na prova, no que precisa revisar, no que não entendeu muito bem, na nota que precisa tirar, mais desconfortável seu cérebro fica.

Isso acaba gerando outro efeito: o seu cérebro vai tentar desviar sua atenção do desconforto, adiando assim a preparação para a prova e aumentando a vontade em querer fazer algo diferente, como assistir a um filme, sair para conversar com os amigos, entre outros. Ou seja, aquele momento de estudos vai sendo adiado a todo momento.

Se você está pensando “É exatamente isso que acontece comigo!  Como faço para mudar?”  Vai aí uma dica da professora da Oakland University, Barbara Oakley: Comece logo a estudar, pois, quando você inicia, o desconforto vai desaparecendo.

Uma ferramenta que pode te ajudar a estudar de modo focado e produtivo é a técnica Pomodoro. Ela foi criada na década de 80 pelo italiano Francesco Cirillo que utilizava um cronometro em forma de tomate e funciona como um timer de 25 minutos. Ou seja, você organiza os conteúdos que precisa estudar e começa estudando 25 minutos, sem interrupção. Após esse tempo (1 pomodoro), faça um intervalo de cinco minutos para tomar um café, comer um chocolate, dar uma alongada no corpo, ou seja, faça uma pausa. Após quatro pomodoros, ou seja, quatro programações de 25 minutos, o intervalo aumenta para uma pausa de 15 a 30 minutos.

Assim, você vai intercalando tempo de estudo e descanso na sua agenda diária.

ciclo-pomodoro

Por que a técnica é eficaz? (fonte: lendo.org)

  • Faz com que você defina prioridades;
  • Impõe o tempo de 25 minutos para a realização de uma atividade, que permite que você se condicione para terminar ou render ao máximo durante esse período. Há uma pressão positiva para concluir a atividade;
  • Faz com que você lide melhor com a procrastinação. Um trabalho enorme pode ser dividido em pequenas etapas de 25 minutos facilmente;
  • Não excede a sua capacidade de concentração, o que garante um melhor desempenho na realização das suas atividades;
  • Aumenta a agilidade mental em razão das pausas frequentes e, consequentemente, seu rendimento;
  • Estimula o foco de concentração – 25 minutos é um tempo ideal para a maioria das pessoas;
  • Evita distrações. Atividades paralelas, mesmo que sejam rápidas, como buscar um copo de água, fechar a cortina ou dar uma olhadinha no Facebook podem ser adiadas (e devem, nesta técnica!).
  • Faz com que você aproveite o tempo livre, pois sente-se mais satisfeito pelo período de trabalho produtivo;
  • Condiciona a gerenciar seu tempo, trabalhando com ele e não contra ele.

Tem até um aplicativo inspirado na técnica que pode te ajudar – https://play.google.com/store/apps/details?id=net.phlam.android.clockworktomato

relogio-de-tomate

Coluna Persona – Exercício Físico melhora o desempenho nos estudos?

00617_colunapersonaativfisica_5157111752905723997Escutamos o tempo todo que devemos praticar exercícios físicos para evitar problemas de saúde, manter o peso, viver mais, entre outros benefícios. E para os estudos? Os exercícios físicos também ajudam?

Você sabia que a cada vez que você se exercita, a musculatura esquelética envia sinalizadores bioquímicos que atravessam a barreira do cérebro para estimular a produção de fator neurotrófico derivado do cérebro ou BDNF (Brain-Derived Neurotrophic Fator)? Esse BDNF é determinante para a melhora da atividade cerebral.

Para ficar mais fácil de entender vamos fazer uma comparação. O BDNF seria o adubo do cérebro para estimular a produção dos neurônios. Ou seja, quando mais adubo, mais neurônios serão formados. E para produção de mais adubo, os exercícios são a matéria prima. Transformando em dados, você pode aprender 20% mais rápido, imediatamente, após se exercitar.

Além disso, você já observou que uma pessoa que faz atividade física se sente tão bem que quer sempre fazer mais e continuar com o mesmo foco? A capacidade cognitiva também melhora muito com a atividade física.

Afinal, o que é cognição? A cognição é o processo de obter conhecimento através da atenção, memória, juízo, percepção, associação, raciocínio, pensamento e linguagem. Isso quer dizer que a cognição é a forma como cérebro aprende, percebe as coisas, pensa e recorda tudo o que já viu, através dos cinco sentidos que temos.

É comum vermos pessoas que precisem passar em um vestibular, em um concurso, ter uma ideia para um trabalho ou fazer qualquer outra coisa que envolva pensamento e estudo, ficar o tempo todo sentada, estudando e pensando. Parar um pouco, fazer outras atividades e praticar exercício também é importante e vai ajudar e muito na capacidade cognitiva.

“Bora” praticar exercícios?

Vem aí o Baja Sul 2017 – Equipes preparam últimos ajustes

Está chegando… Entre os dias 17 e 19 de novembro acontecerá mais uma edição da competição Baja Sae Brasil, etapa Regional Sul. A UTFPR está com quatro equipes para a competição (estamos na torcida!!!), entre as 22 inscritas nesta etapa regional. O evento será realizado na Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul.

IMPERADOR 1

Na competição, teremos as equipes: Imperador UTFPR ( foto acima – Câmpus Curitiba), Pato Baja (Câmpus Pato Branco), Gralha Azul (Câmpus Ponta Grossa) e Procobaja (Câmpus Cornélio Procópio).

A equipe Imperador aposta na continuidade que possuem, já que, desde 2008,  participam de todas as edições.

Para a Pato Baja (foto abaixo), a participação na competição é consequência de uma equipe que se mantém unida e forte para superar todos os desafios da caminhada.

PATO BAJA 1

A Procobaja investe na união de seu grupo espera para agir de forma rápida e inteligente perante aos problemas e adversidades que apareçam.

Ou seja, a frase que une essas equipes da UTFPR é: “A união faz a força!”.

Para participar, as equipes devem ser formadas por estudantes de Engenharia e objetivo é desenvolver um caso real de um veículo off road.

Vamos torcer para essa galera! Boa sorte pessoal!!

Coluna Persona – Terrorismo Alimentar

Todo dia surge uma notícia nova sobre o alimento mocinho ou vilão da vez. Em um momento “O ovo é o vilão da alimentação”, diz um site; “Como o ovo pode ajudar na sua nutrição diária”, brada outro. Quem nunca, não é mesmo?

Tudo isso acaba por afastar qualquer possibilidade do prazer à mesa, em nome da idealização do corpo “perfeito” e da “boa” intenção em divulgar que o alimento que se degusta cotidianamente é um verdadeiro veneno, ou um mal capaz de condenar ao aumento de peso e, ainda, uma gama sem fim de males ao corpo.

A terminologia “terrorismo alimentar” ou “terrorismo nutricional” pode até chocar numa primeira leitura, mas ganha cada vez mais espaço até mesmo entre os especialistas. “O termo é para explicar o que está acontecendo no mundo da nutrição, no mundo da saúde, na mídia, sobre as informações nutricionais. Terrorismo porque as pessoas estão perdendo o bom senso, entrando em pânico com alguns mitos e achando que os alimentos são bons ou ruins. Muitos pacientes que têm transtornos alimentares sofreram desse terrorismo a partir de dietas restritivas”, comentou a Sophie Deram, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista ao programa Canal Saúde, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma das instituições de referência em saúde pública.

O resultado, explica a pesquisadora, é que esse medo acaba por restringir a pessoa até mesmo da sua vida social, uma vez que a alimentação é uma das formas mais comuns e prazerosas de socialização.

Para fugir dessa armadilha, o segredo é o bom senso (é claro!). “Seria interessante achar um meio termo, fazendo a ‘paz’ com a comida, para entender que não existe um alimento que de repente vai fazer você engordar ou emagrecer. Também não tem um alimento que vai curar o câncer. Parar com essas crenças que são passadas de maneira sensacionalista e que deixa a pessoa perdida, não sabendo o que comer”, completa Deram.

Ah, e para conferir o programa completo da Fiocruz é só clicar aqui 😉

Coluna Persona – Coaching Educacional

A partir desta semana, todas as quintas, a galera da Assessoria de Assuntos Estudantis da Tecnológica vai dar uma passada aqui pelo Blog para trazer alguma temática relacionada à vida estudantil e ao universo acadêmico.

E o post de estreia da Coluna Persona é sobre…

Coaching educacional 😉

Sair do ensino médio e entrar na universidade é uma mudança e tanto. Sem falar nos muitos casos em que o aluno ainda precisa ludar de cidade e começar uma vida nova em local totalmente novo… ou seja, combo universitário completo.

Então, o aluno chega e olha a sua grade de disciplinas com os respectivos horários, descobre as salas, olha para os nomes das disciplinas, assiste o primeiro dia de aula e pensa: “por onde eu começo estudar?”. Ou pior: “o que estou fazendo aqui?”. Lembra aquela sensação de abrir o ovo de chocolate tão esperado para saber qual é o brinquedo; não é mesmo?

Para amenizar esse impacto inicial e evitar surpresas nada boas no final do semestre letivo, sempre é bom ouvir os especialistas ¯\_(ツ)_/¯

O Dr. Norman Fortenberry, diretor da Sociedade Americana de Educação em Engenharia, elenca algumas dicas que podem ser bem úteis nesse momento:
• Encontre um grupo de estudos no qual você possa ter foco e objetivo do que precisa estudar.
• Encontre recursos, fontes de estudos, além da sala de aula.
• Tenha períodos de descanso, fazendo algo saudável que não esteja relacionado com o conteúdo que você está estudando.
• Estude o mesmo conteúdo de maneiras diferentes, escrevendo, explicando para outra pessoa, lendo, fazendo exercícios e etc.
• Tente ensinar para um colega do grupo o conteúdo que você está estudando, pois dessa maneira você saberá o que ainda tem dúvida ou o que já aprendeu.

Nesta entrevista, Fortenberry fala mais sobre o assunto:

Se você ficou interessado em aperfeiçoar seu processo de aprendizagem, o Coursera oferece o curso ‘Aprendendo a Aprender: ferramentais mentais poderosas para ajudá-lo a dominar assuntos difíceis’, desenvolvido por professores da Universidade da Califórnia (EUA). O curso é gratuito e disponibilizado nos idiomas inglês e português.